
Um baile cheio de máscaras.
Spoilers Abaixo:
Assim, depois de duas semanas de hiatus, começamos o episódio pensando que estamos vendo uma continuação do último capítulo, mas na verdade estamos acompanhando mais um aprofundamento nos medos de Vincent. De sonho para pesadelo. Dizem que quando nos preocupamos demais com alguma coisa, elas são transmitidas em nossos sonhos, mesmo que sejam pensamentos inconscientes ou que não nos recordemos ao acordar. Estraçalhar a mulher por quem você está apaixonado, com certeza é o que eu chamaria de problema de tirar o sono ou causar terríveis pesadelos.
O problema é que Vincent mal consegue disfarçar o seu sofrimento e já vai deixando isso claro assim que Catherine arruma uma desculpa para vê-lo. Claro que não podemos encaixar o problema de Vincent na nossa realidade, mas o que todos temos em comum nesta situação é que, nós, seres humanos, complicados e inseguros, temos a mania de a todo tempo sofrer por antecipação. Estamos sempre nos preocupando muito com a possibilidade de coisas darem errado, e na maioria das vezes, muitas dessas coisas jamais chegam a acontecer. Só que Vincent não tem muita escolha. Esse tipo de “erro” não haveria meio de voltar atrás.
Interessante também foi perceber como JT mudou de postura em relação à aproximação do casal. Aquele que antes repudiava até a ideia de Vincent se mostrar pra outra pessoa, parece que está enxergando as coisas com outros olhos e até incentivando esta nova fase. Enquanto isso, Catherine levava uma cantada de pedreiro de um Jai-ho peludo em pleno banheiro feminino, enquanto tinha uma conversa bastante íntima com sua irmã. O que ela não imaginava era que aquele indiano metido a sedutor era um dos novos policiais envolvidos na investigação, que tem como objetivo de caçar Vincent, conhecido apenas como Vigilante. Depois do irmão do chefe de polícia ter morrido no último capítulo, acho que Catherine, com toda sua experiência profissional, já deveria ter previsto isso, porém ela está mais preocupada com seus problemas amorosos, do que com os verdadeiros sérios problemas que pode vir a ter.
O primeiro alvo de interrogatório foi Tess, que pegou Cat no flagra e havia pedido uma nova parceira, o assunto surgiu como desconfiança, mas ela continuou a seguir a linha da mentira. Catherine protege as cagadas de Vincent, Tess encoberta as cagadas de Catherine e por aí vai. Tess está com um grande estresse emocional, nada na sua vida está dando certo, e ao se sentir desconfortável com as investigações, procura Joe para uma rápida conversinha , que aborda o casinho proibido dos dois. Ao mesmo tempo que entra parecendo estar decidida a dar um fim, ela cai no papo de sofrimento do amante e mais uma vez começa a atrair os problemas dos outros para si. A única coisa que me impressiona é Tess ainda não ter ligado Catherine ao vigilante.
Catherine vai até Vincent falar sobre a nova investigação, mas quando diz a este que tem um problema, Vincent imediatamente associa ao seu medo perante a aproximação íntima com Catherine, afinal, são tantos problemas que não se pode ter uma conversa sem especificar exatamente qual deles. Vincent confessa ter perdido o controle ao se relacionar com uma mulher anos atrás, mas nada parece assustar Catherine. Vincent pode matar, decepcionar, ter outra mulher, que nada é suficiente pra fazê-la desistir do cara. Inclusive, ela está determinada a arriscar sua carreira, mais uma vez, para ajuda-lo. A brilhante ideia é encontrar o mandante envolvido na morte de Darius, para assim, provar o ato heroico de Vincent. Só que, Catherine não pode confiar mais nas mesmas pessoas. Ao descobrir quem é o cara, leva a foto até Evan, outro que não transparece suas verdadeiras intenções, e este repassa a informação. Não sabemos se ele está realmente querendo ajudar a Murfield ou se apenas está desesperado.
O resultado foi todo mundo em um baile de máscaras procurando o rico bandido, onde parecia até uma daquelas cenas dos filmes do 007: Misteriosos vestidos com roupas de gala em meio a muita gente perigosa, poderosa e todos com segundas intenções. Cat usa o seu charme para atrai-lo e junto com Vincent, chantageia o bandido, em que parte do acordo e relatar o heroísmo do vigilante, em troca de continuar vivendo. Misteriosamente, o cara é encontrado morto após dizer ao novo policial que Vincent não era um assassino. Estaríamos certo em pensar que este cara deve estar diretamente ligado a Murfield? Afinal, a vontade de captura-lo é grande demais para aceitar qualquer outra explicação. E aquele papo com Cat sobre “também perdi minha mãe”? Seria uma tentativa de conseguir identificação e ganhar a confiança da detetive? Aliás, como ele sabia disso? Desconfianças a parte, a polícia resolve tornar público o problema e toda a polícia da cidade estará focada em achar Vincent, além da Murfield. O que seria correto fazer em uma situação como esta? Vincent sumir do mapa e Catherine visita-lo ocasionalmente. Mas é claro que isso não seria resolvido de forma lógica, afinal o amor nos tornam estúpidos. A propaganda da KIA também continua firme e forte. Devem estar patrocinando a série. Só pode.
Seria bom lembrar também que a impressão que ficou, é que pelo visto, a fera consegue controlar melhor as suas reações. Tomara que isto seja útil daqui para frente. Deixado isso claro, Vincent parece ter menos medo de se entregar as suas vontades e o capítulo termina com uma cena de amor entre Cat e Vincent, finalmente, os finalmentes.





















