Married With Children

Uma família, dois filhos, um cachorro. ‘Ah, que bosta, vou nem perder meu tempo vendo isso’ é a frase mais ouvida. Pena de quem perde uma das melhores comédias já feitas na televisão.

Married With Children mostra o cotidiano da família Bundy: Al é o pai fracassado; Peg é a mãe inútil, Kelly é a filha ignorante; Bud é o rejeitado. Por mais que pareça que você já viu isso em algum lugar – e provavelmente já viu mesmo – a genialidade por trás dessa comédia é difícil de negar. Durante suas 11 temporadas (sim, longos 10 anos no ar) o humor negro dessa família faz rir até o mais enjoado dos espectadores.

No começo, a série foi muito criticada. Apelativa demais, diziam alguns. Um tempinho passou e os produtores pisaram um pouco no freio – passaram a falar sobre as mesmas coisas, só que de forma menos direta, mais irônica. O que já era bom então ficou melhor.

Pra turma que gosta de The Office e cia., talvez as risadas ambientes possam parecer um pouco apelativas. Mas nada que tire o charme da comédia, que mistura situações cotidianas com surreais – o episódio onde os ETs chegam à Terra e só Al os encontra está entre os melhores episódios de comédia já existentes.

Como nem tudo são flores, a série não chegou a ter um final propriamente dito. O último episódio que foi ao ar não estava planejado para ser o de encerramento, mas a Fox cortou a série após a gravação do final da 11ª temporada. Uma pena.

Hoje em dia, a série está esquecida nas manhãs do Sony, de segunda a sexta, ás 9h. Pra quem já inspirou adaptações em pelo menos 5 países – entre eles o Brasil, com a fracassada ‘A Guerra dos Pinto’ – trata-se de uma falta de respeito à toda a mitologia da série. O Dodge de Al (que na verdade nunca foi um Dodge), o programa Psycho Dad e o grupo NO MA’AM vão ficar pra sempre como ícones de uma grande série de TV que, por ser um pouco mais antiga, muita gente não conhece. Seu piloto foi ao ar em 1987; se fosse 10 anos após, hoje Married with Children seria um ícone comparável aos amigos de New York. Vale a pena dar uma chance.

Abaixo a abertura, na voz de um carinha qualquer aí, um tal de Frank Sinatra.

Em tempo: A Kelly do seriado é, sim, a protagonista da atual ‘Samanta Who?’

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