Em uma estrutura correta e dinâmica, Banshee mostra que não está para enrolação e mostra tudo que a prometeu em um episódio.
Eu cheguei a criticar alguns pontos da season premiere e percebi que muita gente discorda do meu ponto de vista e fui muito xingado nos comentários. Não tem problema nenhum, mas o que achei curioso é que enquanto assistia essa sequência, parecia que os próprios roteiristas estavam me dando todas as justificativas para o que eu questionara no episódio anterior e justamente por isso, a experiência que tive com esse episódio foi fantástica. Óbvio que não se trata do melhor da série, mas The Burden of Beauty deixa bem claro quão seguros estão os roteiristas com essa temporada final e estou cada vez mais certo que teremos um desfecho para ninguém colocar defeito.
Eu tinha questionado que a morte de Rebecca não era suficiente para retirar Hood da reclusão porque a série nunca aprofundou um relacionamento entre os dois que ia além do sexo. Pronto, nesse episódio mostrou o que aconteceu durante esses dois anos e de fato, houve uma relação entre eles. Rebecca queria ajuda de Hood para crescer e impor respeito ao seguir o legado de seu pai. Fato totalmente coerente e excelente ideia de ligar ambas as personalidades.
O flashback ainda serviu como avanço nas investigações de seu assassinato e Hood seguiu um suspeito para obter informações. Por mais que isso possa ter parecido um filler, visto que não trouxe informações a respeito do assassino, ele serviu para mostrar o tanto que essa perda afetou Proctor e inclusive me chamou atenção para uma teoria a respeito do assassino de Rebeca, que irei compartilhar no final. O único problema é que se Proctor resolver matar todo mundo que transou com Rebecca, não vai ter mais habitantes em Banshee.
Ainda sobre os flashback, eu havia falado que achava mais coerente Hood correr atrás de sua filha… Olha, ele de fato o fez! Deeva teve contato com seu pai durante o seu isolamento e eu adorei a decisão de colocar a personagem apenas como figurante. Não sou obrigado a aguentar adolescente chata, né! Sem contar que isso serviu como um gancho para colocar Carrie na trama, que por sinal, teve um grande foco no episódio.
Eu já imaginava que era iria se juntar ao arco dos nazistas, visto que ela tem sido tratada como uma justiceira e eu achei bem acertada a forma como mostrou sua relação com Banker. Ele descobriu que a lei não tem eficácia na cidade e se deseja combater a máfia que ele tanto guarda rancor, nada mais justo que dar essa missão para Carrie. Agora com a produção de filmes pornôs com atrizes menores, não creio que ainda haja crimes que possa ser cometido nessa cidade e isso é um elogio a criatividade dos roteiristas que exploram ao máximo o contexto absurdo que criaram.
Falando nisso, eu tinha pedido uma explicação para a existência dos nazistas, coisa que muita gente me criticou sem entender o que eu tinha questionado, e eu fiquei satisfeito com a explicação que me foi dada. Essa gangue tem feito serviços ilegais para ganhar uma grana fora dos negócios de Proctor e almeja a sua independência. Pronto, era apenas essa contextualização que eu queria e essa declaração de guerra me deixou bem empolgado para as cenas dos próximos capítulos.
O episódio acabou revelando para todos que Job está vivo, o que para mim já era previsível. Pela cena mostrada, não se pode ter muitas conclusões, então deixarei em aberto esse assunto para a próxima review. Voltando na questão do assassinato de Rebecca, pela cena pós crédito mostrado, teve gente falando que a pessoa de capuz era uma mulher. Assim a opção mais óbvia é Nina Cruz. Ela não teve nenhuma função desde que foi apresentada no episódio passada, apareceu como mera figurante e mesmo assim, já foi citada em algumas conversas e não iriam nos introduzir a mais um personagem se ela não tivesse alguma relevância para a história.
Entretanto, a conversa entre o suspeito guitarrista (não guardei o nome dele) e Hood me chamou atenção para uma coisa. Ele falou que a única pessoa que Rebecca temia era Proctor, e isso fez com que eu pensasse na relação entre os dois, porque na recíproca, Rebecca era a única pessoa que Proctor gostava. A série nunca deixou claro o sentimento que havia entre os dois, e não acho que por receio de explorar um relacionamento entre parentes, já que a série não está nem ai para pudor, bom senso ou conceito de família tradicional, mas por achar que essa livre interpretação pudesse ser mais interessante no desenvolver na série.
De qualquer forma, eu vejo uma empatia entre os dois, Rebecca não se adaptou aos costumes de sua família amish e se via perdida naquele ambiente, coisa que também ocorrera com Proctor, por isso, ele tinha esse “carinho” por ela. Enfim, estou contando isso, não porque acredito que Proctor tenha cometido esse assassinato, mas por achar que essa relação entre os dois pode ter despertado ciúmes e se transformado no motivo do crime. Com isso, deixo aqui o meu palpite para o assassino e veremos nos próximos episódios como vão avançar nas investigações: Clay Burton.
















