As duas primeiras temporadas de Ballers tiveram trajetórias bem semelhantes, e isso já vem se desenhando nesses três primeiros episódios da terceira temporada: Um início interessante, cativante, mas conforme a história vai avançando, parece que existe pouco conteúdo para ser abordado, e os episódios parecem se tornar imensos fillers até os capítulos finais, quando todos os problemas se resolverão, de uma forma ou de outra.
Ainda na missão de levar um time de futebol para Las Vegas, In the Teeth serviu apenas para aproximar as intenções de Spencer, do interesse de Tim Brown e dos Raiders, movimento que é absolutamente esperado. Não é por acaso que eu os citei ainda no primeiro episódio da temporada: é uma conexão óbvia, e a introdução desse novo elemento à história não move as correntes da forma que os criadores da série parecem imaginar.
Enfim, Spencer encontra dificuldades inesperadas com a recusa de Mark Schlereth de passar informações para ele. Para ser sincero, estou curioso para descobrir quem está dificultando o caminho de Spencer, mas espero realmente que Andy Garcia tenha algo a ver com isso! Piadas à parte, é interessante perceber não só o profissionalismo do ex-jogador ao lidar com Candace, como o quanto ele confia em seu taco, em sua conversa final com Tim Brown. Isso é algo que não se pode negar: Spencer de fato vem evoluindo como personagem,ainda que de forma razoavelmente superficial.
Enquanto isso, Jason lida com Kisan, um plot que nós sentimos já termos acompanhado com Vernon na primeira temporada. Apesar de o problema de Vernon ser financeiro, a verdade é que o grande peso na vida de Kisan é sua trupe, que o segue para todo lugar, e o quanto isso o prejudica. Claro, podemos argumentar que o grande problema é a personalidade de Kisan, o que é, sem dúvidas, um fator importante, contudo, não vejo para onde esse plot pode evoluir muito, e entendo que o desenvolvimento dele serve apenas para retardar a história principal.
Se Jason lida com Kisan, Joe lida com Reggie e a High Empowered, e na verdade tenho a impressão de que o consultor financeiro acabou comprando a ideia. Não sei exatamente o que vem pela frente, mas acho que ele pode fazer isso funcionar muito bem, se retirar das pessoas a visão (não tão errada) que elas têm: Vernon é um drogado.
Já Charles, descobre que a vida de executivo de um time de Futebol Americano pode ser muito mais desafiadora e menos recompensadora do que ele imaginava. Sei que comentei em reviews anteriores que ele seria coordenador ofensivo, mas começo a rever essa opinião. Tenho a impressão de que Charles está lidando com muitos setores diferentes, e irá ele própria assumir a função de GM, não sei se dos próprios Dolphins ou de outro lugar!
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Enfim, In the Teeth foi um episódio fraco, no geral, que representa bem o que houve com Ballers nas últimas temporadas. Espero sinceramente que tenha sido mais um tropeço do que uma nova sinalização na direção dos anos anteriores.
















