Se existe alguma certeza na vida, é de que todos morreremos um dia, e o que fizemos durante o nosso tempo na terra é a forma como nos lembrarão. Em um episódio ligeiramente sem foco, a tônica parece ter sido essa, e percebemos que aquele velho ditado de que “um jogador morre duas vezes, a primeira quando se aposenta”, pode ser perfeitamente aplicada para o futebol americano.

Sem dúvidas este é um assunto debatido desde o início da série, mas este capítulo foi diferente. Não foi à toa que Spencer passou o episódio inteiro andando com as cinzas do amigo pra cima e pra baixo. O próprio Charles (que parece ter resolvido os seus problemas), falou sobre como eles nunca mais serão inteiros sem o futebol americano. A paixão e a nostalgia desses ex-atletas é ao mesmo tempo tocante e empolgante, e a dor do esquecimento machuca de verdade.

Enfim, devaneios à parte, este foi um episódio mais focado no desenvolvimento de alguns personagens do que na história. Ao mesmo tempo em que Charles parece estar muito bem resolvido com sua esposa, Ricky passa por um inferno pessoal. Aliás, curioso notar que Ricky já passou por uma “reforma” na sua ética de trabalho, agora passa por um grande tormento em seu relacionamento, e sem dúvidas ainda virão outras mudanças por aí. Ricky sairá dessa bem melhor do que entrou, não temos dúvidas, e eu continuo enxergando muito do Tim Riggins na história dele.

Um personagem que parecia receber um foco diferente, e que conheceríamos melhor, era o empresário, Jason. Que decepção perceber que o seu plot foi absolutamente unidimensional. O personagem continua uma figura pouco delineada no contexto da história, e continuamos esperando um trabalho melhor para desdobrar a sua personalidade.

PS: Bacana o The Rock com a camisa “Soulman” Rocky Johnson! Para quem não sabe, Rocky Johnson é o pai dele, que foi um wrestler famoso na década de 70!

PS2: “Lebron mandou bem de ter voltado para Cleveland”, hilário!

PS3: Reggie, ainda desconfio de você!

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