Meus pés estão molhados”
É, parece que Spencer vai resolvendo um problema de cada vez. Quando não é Ricky, é Vernon; quando não é Vernon, é Reggie; quando não é Reggie, é a própria cabeça de Spencer. O que fica cada vez mais claro é o papel de The Rock dentro da trama. Não é pelos contatos, nem pela intimidade com negócios: ele está lá porque sabe como funciona a cabeça de um jogador, quais problemas vai enfrentar e COMO enfrentá-los. Nesse sentido, dou o braço a torcer aos leitores que enxergavam a série como um Ray Donovan no mundo da NFL. Esse parece ser o caminho seguido pelos produtores.
Confesso que nesse momento já começo a temer que de fato haja algum dano sério no cérebro de Spencer, e é interessante notar como algumas escolhas da direção souberam transmitir bem o seu sentimento em relação a isso. Ao desabafar com Tracy, por exemplo, ele parece estar com uma camisa folgada, que não marca os seus músculos, fazendo-o parecer uma pessoa normal, até frágil, não o brutamontes que conhecemos tão bem. Ou ao vermos a forma como ele encara o aparelho de ressonância magnética e dá um parecer imediato “É, eu não vou caber nisso”. Sem dúvidas este está sendo o grande ponto dramático da série, uma decisão acertada, na minha opinião, pois se existe algum aspecto na carreira de um jogador profissional que não tem absolutamente nenhum glamour, é o fantasma da concussão.
O sucesso da entrevista de Ricky nos fez entender um pouco melhor o personagem, também. Ao longo da série ele se mostra determinado a fazer o bem, mas não consegue largar a vida glamourizada. Ao mesmo tempo em que ele sempre sonhou com aquilo, quando criança, ele também sempre quis não repetir os erros do pai. Acredito que Ricky ganhou uma nova dimensão neste episódio, e o fato de ele terminar abandonado por sua mulher (linda, aliás), me leva a crer que ele largará essa vida em algum tempo. Além disso, curioso notar algumas semelhanças com um personagem de outra série de Peter Berg: Tim Riggins.
O ponto fraco da trama nesse momento é Charles. Ele quer trair a esposa, ao mesmo tempo que não quer, mas ficou feliz por ela tê-la expulsado de casa, ao mesmo tempo em que não estava tão interessado nas garotas disponíveis na fun house de Ricky. Me parece que os roteiristas estão um pouco em cima do muro com este personagem, e a volta dele com a esposa foi um pouco sem sentido, na minha opinião.
Por último: ReJoffrey. Está cada vez mais claro que tudo é um plano dele para conseguir dinheiro de Vernon, ao mesmo tempo em que diminui a influência de Spencer sobre o amigo. Não tenho a menor dúvida de que foi ele quem providenciou as fotos e escolheu uma pessoa específica para iniciar tudo isso. De uma coisa eu tenho certeza: Isso não acabará bem.
PS: Legal a participação do Jay Glazer no episódio. Já pensou uma série com ele, Adam Schefter, Ian Rapoport e, sei lá, Peter King? Seria muito legal, também!
















