skins

Hoje começa aqui no  Série Maníacos  uma seqüência de textos onde cada editor do blog vai falar um pouquinho sobre qual série fez seu queixo cair no primeiro semestre do 2008. Isso não significa que estamos falando das nossas séries favoritas ou das que achamos as melhores do semestre e sim aquelas que mais nos impressionaram.

Então fuck it , vamos começar com Skins.

Skins é uma série para poucos. Seja pelo seu “difícil” acesso (Internet ou HBO Plus) ou pelo seu conteúdo. A liberdade criativa que só um canal britânico pode oferecer é o grande trunfo de Skins , isso, junto com o excelente elenco, a bela fotografia, a ótima direção, a fantástica trilha sonora e o poderoso roteiro são os elementos que fazem a série algo verdadeiramente único.

A segunda temporada que acabou nesse primeiro semestre foi uma espécie series finale, pois, os personagens que aprendemos a gostar e que foram tão bem construídos e apenas 19 episódios não vão voltar para a terceira temporada (com exceção de Effy). E talvez esse seja o ponto que me deixou impressionado. O clima de despedida. Esse clima foi representado de maneira magistral nos dois últimos episódios aonde vimos à morte chegar e amigos tomando rumos separados. São raríssimas as séries que conseguem mexer comigo e não sou daqueles que se emociona com facilidade, mas não vou negar que entre os esses dois últimos episódios fiquei realmente impressionado com a carga emocional.

Às vezes leio algumas críticas de pessoas que dizem que não existem jovens que consumam drogas, bebam e façam sexo na quantidade que os jovens de Skins fazem. Eu não sei de que mundinho essas pessoas são, porque da onde eu venho, é muito mais difícil encontrar essa galera do suco de beterraba que freqüenta o Gigabyte do que pessoas que na fase da adolescência experimentam coisas novas e fazem cagada atrás de cagada em busca do prazer.

Cada episódio é meticulosamente preparado para abordar os mais diferentes temas e focar em diferentes personagens. Em uma análise mais profunda a gente poderia debater que esse comportamento supostamente alto-destrutivo dos skins seja reflexo de um lar largado e sem amor, mas como o tom do texto é de caráter mais descontraído, agente brinca de ser filosofo na próxima. Como disse antes, Skins é para poucos e realmente pesa em drogas, sexo, bebidas, homossexualidade, morte, distúrbios alimentares e muito mais.

Se você ainda não conhece Skins e está cansado de produções teens água com açúcar, essa é uma boa pedida nessa época do ano com poucas séries para assistir. Se você já é fã de Skins, parabéns porque você assiste aquela que eu considero o melhor drama teen da atualidade

Artigo anteriorTop Maníacos: as 5 mais “importantes” desistências do Emmy.
Próximo artigoWeeds – 4×01: Mother Thinks the Birds Are After Her