Atores, produtores, diretores e músicos participaram de uma pesquisa que ajudaram a listar quais as séries são as preferidas da indústria do entretenimento.
Se você perdeu as listas anteriores, confira a primeira e a segunda parte.

“Pessoas ainda me param na rua pra me dizer que a série havia salvo a vida dela”, diz Linda Cardellini, que interpretou Lindsay Weir em Freaks and Geeks (1999-2000), o drama colegial criada por Judd Apatow e Paul Feig’s. “Era uma série amarga, por isso que não durou muito tempo. Lembro dos executivos se sentirem péssimos porque os personagens nunca estavam bem. Eles sempre me diziam, ‘Não pode acontecer nada bom com eles?’ Mas o show não era sobre pessoas felizes, e sim sobre jovens de verdade”.

Tatiana Maslany, estrela da série, interpreta múltiplos personagens (e teve apenas um indicação ao Emmy) neste suspense canadense sobre uma conspiração para remodelar a humanidade por meio de clones. “As pessoas se identificam com a série porque aborda temas universais – identidade, autonomia do corpo, assunto pelos quais as pessoas se importam”, disse Maslany. “E uma série estranha, por isso amo fazê-la”.

Betty White originalmente fez o teste para interpretar Blanche, que era viciada em sexo, mas ela achava que “o papel era muito parecido com o de Sue Ann Nivens em The Mary Tyler Moore Show”, disse a atriz de 93 anos. A comédia sobre um bando de velhinhas, ideia do presidente da NBC, Brandon Tartikoff, que teve um insight depois de passar um tempo com sua velha tia, era tudo menos indigesto, lidando com temas como AIDS e casamento gay. Golden Girls estreou em 85 e ficou no ar por 7 temporadas.

“Adorava quando jovens vinham me dizer que eles se tornaram escritores de comédia por causa de The Dick Van Dyke Show (1961-66)”, disse Carl Reiner, que baseou sua clássica série da era Kennedy em suas próprias experiência com roteirista de TV. “Conan O’Brien me disse que a série fez com que ele quisesse ser um escritor e eu achei isso genial”.

Eis o problema de interpretar um presidente, ou vice-presidente na TV: Se você for bom nisso, as pessoas começam a levá-lo a sério. “Só estou tentando fazer com o que a série seja engraçada”, disse Julia Louis-Dreyfus. “Mas sempre me fazem perguntas como se eu realmente estivesse comandando uma nação”.

Este sombrio drama político tem a misteriosa habilidade de criar histórias que se tornam manchetes de jornais. “Se você ler os noticiários agora, vai ver que um ex-embaixador do Paquistão está sendo acusado de vender segredos de governo”, o mesmo plot da 4ª temporada de Homeland. “Chega a ser bizarro!”, disse Alex Gansa, co-criador da série.

Sim, é cheio de lacaios eduardianos e mordomos esnobes. Mas não se deixe enganar. “O maior equívoco sobre a série é achar que ela é uma comédia de costumes. Nós temos várias reviravoltas chocantes”. Os fãs sempre se assustam quando história faz uma curva de 90º sem avisar. “Downton trata todos os seus personagens de forma igual. É uma série sobre transformação social e democrática, que vista de cima, é confortavelmente familiar”, disse Julian Fellows, criador da série.

“A CBS tentou me convencer a não fazer um show de variedades, dizendo que era coisa de homem”, lembra Carol Burnett. “Mas por causa de uma cláusula contratual, que me dava o poder de escolha entre uma série ou um show de variedades, eles tiveram que me aturar”. The Carol Burnett Show durou de 1967-78.

Esse procedural sobre um misterioso escritor que é detetive da polícia de Nova Iorque marca ótimos números de audiência, mas não é tão querida da crítica. Mas ser queridinha não é tudo. “Sempre lembro as pessoas o fato de Castle não ser uma série ‘cool’”, afirma o protagonista da série, Nathan Fillion.

A ABC tinha apenas um probleminha com Fonzie: a jaqueta de couro. Mas o produtor Gary Marshal argumentou que a jaqueta era um equipamento de proteção da moto e disse que Fonzie só a usaria quando a moto estivesse em cena. “Por isso você sempre via a moto no Mr. C’s, no apartamento do Fonzie, no Arnold…”, explica Anson Williams, que interpretou Potsie. Happy Days durou 10 temporadas. A última foi exibida em 1984.

Kelsey Grammer não estava botando muita fé no spin-off do seu personagem de Cheers, então os Produtores Peter Casey, David Angell e David Lee tiveram a ideia de Grammer interpretar um excêntrico milionário no estilo de Malcolm Forbes. NBC odiou a ideia, e assim Frasier Crane havia nascido. NBC estava com tanta pressa para colocar o show no ar, que a emissora mal teve tempo pra analisar o roteiro para entender sobre o que era a série. “Eles apenas disseram: ‘Vamos começar as gravações’”, disse Casey. Frasier ficou no ar de 1993-2004.

“Naquela época, todo mundo conhecia um Archie Bunker”, disse Normal Lear, criador da série, sobre sua dificuldade de ter um personagem amável. “A emissora se preocupou com tudo – o tom da série, o personagem principal e o que ele poderia dizer. Demorou três anos para o piloto da série ir ao ar porque não fizemos nenhuma concessão”.

Antes de assinarem seu contratos para estrelar esse drama familiar, Connie Britton e Kyle Chandler tinham um pedido para Peter Berg, criador da série. “Não queremos ir para a cama com outras pessoas”, disse Britton. “Há uma falsa mentira de que um relacionamento que funcione não é interessante de assistir”. Friday Night Lights foi exibida de 2006-11.

O primeiro protagonista serial killer da TV matou pelo menos 55 pessoas ao longo das 8 temporadas, mas de alguma forma Dexter (2006-13) se mantém atual. “Dos mais novos ao mais velhos, aposto que todos estariam torcendo por ele. No fim das contas, todos temos o espirito frustrado de um vigilante”, afirma Michael C. Hall, protagonista da série.

“Há algo maravilhoso sobre a honestidade desses personagens”, disse Bill Prady. “O que fez esses personagens serem queridos é porque eles usam o coração como roupa. Eles vivem intensamente”. The Muppet Show (1976-81) volta a TV esse ano pela ABC.

“Talvez os efeitos especiais de Star Trek (1966-69) não fossem bons, ou a escolha dos figurinos, mas quando você ouvia aquela música, você sabia que algo bom iria acontecer” disse Robert Gordon, roteirista cujo amor por Trek fez com que escrevesse o filme Galaxy Quest em 1999. “Toda série é uma grande ideia. Uma alegoria sobre o Vietnã ou a natureza humana ou como o poder é corruptível”.

George Clooney talvez seja o principal responsável por conseguir colocar a animação de Matt Stone e Trey Parker no ar. Quando a fita do piloto “Episódio Natalino” começou a circular por Hollywood no final do anos 90, o ator adorou tanto que ele mandou fazer 300 cópias e espalhou ao seus amigos. Clooney já emprestou sua voz para alguns episódios da série.

Trazer o clássico do século 19 ao 21 era algo elementar, de acordo com o co-criador da série, Steven Moffat. “Há uma certa harmonia entre essas duas eras. Naquele tempo, pessoas escreviam para jornais, agora escrevem para blogs. Pessoas enviavam telegramas, agora eles mandam SMS”.

Chris Pratt voltou na sexta temporada como uma estrela do cinema, Aziz Ansari está em uma série da Netflix enquanto Amy Poehler tem se tornado a personificação da felicidade. “Em 50 anos, será incrível lembrar que esse elenco esteve em um mesma série de TV”, disse Mike Schur, showrunner da série. Parks foi exibida de 2009-15.

“Adaptar o seriado de Rick Gervais me deixou aflito”, disse Greg Daniels. Especialmente porque todos os amigos de Daniels era grandes fãs da versão britânica. “Eram comediantes que eu respeitava muito individualmente. Eu sonhava que era intimado a comparecer a um tribunal de comédias e eles diziam “O que você fez com a série?’” The Office foi ao ar de 2005-13.

Não é apenas uma das séries preferidas de Hollywood, mas também de um certo residente da Casa Branca. “Eu sou um grande fã”, disse o presidente Obama quando se encontrou com David Simon, criador da série, na Casa Branca. “Acho que é uma das mais belas, não só série, mas obra de arte a última década”. The Wire foi exibida de 2002-2008 pela HBO.

Todo episódio desse drama funerário era aberto com uma morte chocante – sendo atingido por um raio ou cortado no meio por um elevador – mas aparentemente não era inovador o bastante para a HBO. “Recebi um bilhete uma vez, talvez o meu preferido, dizendo ‘Parece muito um lugar comum, será que você pode deixar a série mais perturbadora?”, relembra Alan Ball, criador da série. Six Feet Under foi ao ar de 2001-2005.

O drama médico de maior sucesso da TV norte-americana foi a casa de atores como George Clooney e Julianna Margulies. Mas a NBC odiou ER (1994-2009) no começo. “Eles foram muito contundentes em reclamar que um episódio contava 10, 12, 13 histórias diferentes – era muita informação. Mas nós testamos e a NBC colocou o piloto no ar”, disse, John Well, produtor executivo da série. “Em novembro de 1994, éramos a série mais assistida dos Estados Unidos e fomos capa da Newsweek”.

Quase 20 anos após sua estreia, Buffy (1997-2003) ainda permanece a frente de seu tempo por tornar uma heroína feminina a estrela de uma série. Tão a frente do seu tempo que o criador da série, Joss Whedon, brinca sobre a reação que teria hoje caso vendesse a série. “Será que ela não pode ser um pouco mais passiva em suas atitudes?”.

“Ela não dá ouvidos a ninguém que diz sobre com ela deve ser”, diz Shonda Rhimes sobre Jenji Kohan, criadora desse inovador drama carcerário. “Eu vi Orange is The New Black e penso, ‘Nunca imaginaria isso, nem se vivesse um milhão de anos’. Não consigo parar de assistir”
Animados para saber quais são as queridinhas de Hollywood? Aguardem, há muitas surpresas!












