“Now the story of a wealthy family who lost everything – and the one son who had no choice but to keep them all together”. (Ron Howard)
Em meio aos muitos elogios e à saraivada de críticas, comentários de nossos leitores sinalizaram para a ausência de uma comédia na lista das dez melhores séries da década de 2001-2010. Faltava um seriado despojado, com requintes de brilhantismo e repleto de piadas recorrentes, sacadas espetaculares e cenas de rolar de rir.
It’s Arrested Development.
Pense naquela série que você não se cansa de ver. Aquela série cujas temporadas não param quietas na sua prateleira, cujos episódios fazem você gargalhar sozinho no meio duma conversa qualquer. Pronto, eu sou assim com Arrested Development. Uma série que me apresentou a um mundo novo de comebacks e punchlines. Uma produção aclamada pela crítica, vencedora de um bocado de prêmios, imitada por tantas outras que a sucederam… Embora tenha sido cancelada em 2006 por baixa audiência. But let’s not bring the mood down.
O enredo de Arrested é simples: o patriarca da família Bluth é preso por sonegação, fraude e outros crimes de colarinho branco. Nessa situação, os antes abastados membros da família precisam manter as aparências e o status social – é aí que entra o filho Michael (Jason Bateman), que tenta equilibrar as excentricidades de seus parentes e manter a companhia fundada por seu pai em funcionamento. Acrescente a isso tudo a genialidade do criador Mitchell Hurwitz, a narração do diretor Ron Howard e os talentos de Jeffrey Tambor, Jessica Walter, Will Arnett, Michael Cera, David Cross, Tony Hale, Portia de Rossi e Alia Shawkat. Com participações de Liza Minelli, Julia Louis-Dreyfus e Ben Stiller, dentre outros.
“E por que essa série está na lista das dez melhores da década?”, pergunta o internauta. Eu respondo.
Como disse Henry Winkler, um dos guest actors recorrentes na série, Arrested Development “costura piadas umas dentro das outras”. Então as sacadas são, na verdade, sacadas de sacadas. Que por sua vez são sacadas de sacadas de outras sacadas. E por aí vai. Além desse diferencial, a série conta com edições primorosas, casting impecável e roteiros bem intrincados. A estrutura da série funciona com uma teia de flashbacks que ajudam a ligar diversos núcleos para uma resolução em comum a cada episódio. O refinamento dessa técnica seria motivo de sobra para colocar Arrested nessa lista. Agora imagine que ela foi contemporânea de Lost, Prison Break, 24 e mesmo do William Hung, candidato inesquecível da terceira temporada de American Idol. E parodiou tudo isso.
Os fãs da série, que ficou no ar por apenas três temporadas, ainda não perderam as esperanças de ver um filme saindo. Muitos boatos correm por aí, e alguns atores chegaram a confirmar que o filme vai ser rodado. Ao que parece, contudo, o roteiro nem está pronto ainda. E se demorar muito mais, os atores vão se separar de vez e não vamos rever a família Bluth em ação. Mas imagina se o filme vem? Jason Bateman em sua melhor forma, Will Arnett afiado como nunca, Michael Cera no papel que lhe catapultou para a fama… E tudo isso temperado com as melhores cenas de comédia dos últimos tempos. Valeria muito a pena, sem dúvida.
Se quiser dar umas boas risadas, recomendo Arrested Development. Mas aviso desde já que a série não é pastelão, não é dessas com platéia no fundo, nada disso. Funciona mais ou menos como aquele velho conto das Novas Roupas do Imperador: o bom entendedor vai achar graça. Os outros voltam a assistir Two and a Half Men.
Ranking:
1ª – Battlestar Galactica
2ª – Friends
3ª – Dexter
4ª – Lost
5ª – Arrested Development
6ª – Six Feet Under
7ª – 24
8ª – Veronica Mars
9ª – The Wire
10ª – Breaking Bad














