
Pela segunda semana seguida, Anger Management nos mostra um episódio meia-boca.
Spoilers Abaixo:
Novamente, Anger Management escorrega num erro que vinha cometendo quase que ao longo de toda a sua primeira temporada: A de desperdiçar o arco principal do episódio dividindo seu tempo de tela com arcos paralelos, mas de forma aleatória e mal explorada.
O principal arco do episódio é novamente o relacionamento Charlie e Kate, desta vez explorando a competição profissional entre eles. O arco teve seus momentos engraçados, pena que perdeu muito tempo de tela com outros que poderiam, ao menos, serem melhores elaborados.
Rachei de rir com Charlie entrando no tribunal com a moeda enfiada lá, o trabalho corporal de Charlie Sheen foi bem executado, mostrando que o roteiro pode (e deve) explorar o humor físico do seu personagem principal, que certamente falta na série como um todo. Foi engraçado também ver Charlie perdendo o controle tão facilmente na corte, para mostrar, de forma irônica, que as motivações do tal réu podem sim ter sido passionais, e não premeditado, como afirmou Kate, Doutora, membro do APA, CBBS, NASW, WWF, KGB e CIA, que, apesar de sua coleção de títulos e artigos publicados, continua sendo tão inútil como sempre foi. Ao perder para Charlie no julgamento, a Sra. Não-Gosto-De-Perder acaba admitindo na frente de todo o tribunal que mantém relações carnais com Charlie, fazendo assim as declarações de ambos serem descartadas, tudo para que ele não saísse vencedor. Muito além de uma jogada desleal, achei extremamente infantil da parte dela.
Enquanto isso, no núcleo de pacientes da casa, embora algumas boas piadas isoladas aqui e acolá, o grupo como um todo estava muito apático. Na tentativa que o roteiro teve de amarrar as situações paralelas envolvendo Nolan com sua arte contemporânea (duvido que Michel Duchamp não curtiria o quadro dele), Lacey e seu par de sapatos novos que ninguém se importa e Ed, o Amável, querendo expulsar sua mulher de seu refúgio masculino, Patrick acaba sendo negligenciado, não tendo mais que três ou quatro falas em todo o episódio, mesmo sendo as melhores deste núcleo. Apesar de forçar um pouco nas situações propostas, o desenlace acabou sendo satisfatório, pois o quadro de Nolan acabou resolvendo a situação de todos eles. O que não entendi é que Charlie incentiva tanto o Nolan para se expressar artisticamente, que ironicamente ele é o único deste núcleo que acaba por não ver o quadro.
Mike e Jen acabam aparecendo juntos, mostrando que novamente o roteiro tenta dar atenção a toda a gama de personagens que a série possui, quando na verdade deveria optar apenas pelos essenciais para que a trama principal se desenvolva, não havendo assim um desgaste dos personagens, nem situações mal propostas. Não entendi até agora porque a Jen apareceu, e principalmente, porque ela lavou as camisas de Charlie. Bom se todo casal divorciado tivesse essa camaradagem que eles têm um com o outro, que algumas vezes funciona, e outras não, como foi o caso neste episódio.
Não bastassem todos esses personagens já mencionados anteriormente, tivemos também o retorno dos pacientes da prisão, que sempre geram bons momentos. Eles sim eu considero que foram relevantes para o andamento do arco das testemunhas, com Wayne Dwayne e Cleo novamente e como sempre, gerando os melhores momentos deste núcleo. Já está mais do que na hora destes pacientes terem mais tempo de tela, até mesmo para não desgastarem demais os pacientes da casa.
Com um episódio que a trama principal fluiu bem, embora pouco tempo de desenvolvimento, mas que todo o resto falhou, Anger Management volta a cometer erros de sua temporada anterior, tentando mostrar todos os personagens de uma só vez e não tendo um desenvolvimento satisfatório com quase nenhum deles. Agora é esperar que na semana que vem a série volte a nos trazer um bom episódio.
Em tempo 1: Sam apareceu tão pouco que foi só para lembrarmos que ela existe e ainda assim quase me esqueci. Prova meu ponto de que ela é a personagem mais subaproveitada da série.















