Nada como um episódio após o outro.

Spoilers Abaixo:

Nesta semana Anger Management conseguiu corrigir os erros da semana passada, nos apresentando um bom episódio. Patrick estava novamente em foco nas cenas de terapia, mas desta vez ele conseguiu nos render ótimos momentos, principalmente nas interações com Ed, O Amável, fazendo uma das piadas mais bem sacadas já apresentadas nestes cinco episódios.

Falando em Ed, ele consegue mesmo roubar as cenas com suas piadas racistas e/ou homofóbicas, e o roteiro tem que dar mais espaço para ele. Acho que Ed é de longe o melhor paciente de Charlie, assim como o melhor personagem secundário, e não vejo a hora de que ele seja o paciente da vez.

Dois personagens que ainda estão meio apagados nas sessões de terapia são Nolan e Lacey. Ele tinha momentos engraçados quando tentava dar em cima dela, mas desde o terceiro episódio o roteiro desistiu de ir por este caminho e novamente parece que os dois estão sobrando em cena. Lacey sempre faz piadas de cunho sexual, o que não tem nenhum problema, desde que seja engraçado, e Nolan sempre tem as falas mais nonsenses da série, mas ainda não conseguiu emplacar uma boa piada.

Esta semana apareceu uma pretendente um tanto quanto inusitada para Charlie: uma pessoa que acredita em fantasmas, astrologia e sabe-se mais o que, mas que não crê em terapia – Interpretado por ninguém menos que Denise Richards, ex-mulher na vida real de Charlie Sheen. Foi engraçado ver Charlie tentando provar para ela que terapia é algo legítimo, usando inclusive como artifício um ex-paciente de Charlie que aparentemente estava curado. Essa foi de longe a cena mais engraçada do episódio, mesmo com a trágica morte de Bobo.

Uma coisa que continua me incomodando na série é a Jen. A atriz é muito ruim, e mais parece que ela está lendo o script do que interpretando propriamente dito. Isso é algo com o qual vou ter que me acostumar na série, e espero que ela melhore, senão ela vai continuar estragando as piadas que realmente poderiam ser engraçadas.

Com este episódio parece que Anger Management entrou no caminho certo, e esperemos que continue assim. Se o roteiro der mais foco nos pacientes, principalmente o Ed, e explorar de maneira eficaz as peripécias de Charlie, podemos ter uma boa série para acompanharmos na summer season.

Em tempo 1: Quero mais daquela sessão de terapia que o Charlie faz na prisão. Aqueles personagens são ótimos e se bem revezados com os pacientes da casa de Charlie, podem render momentos engraçados sem soar repetitivo.

Em tempo 2: Ainda não entendi por que o Nolan faz terapia com o Charlie. Os pacientes dele tem problemas de controlar a raiva, e Nolan parece mais ter problemas de auto-estima do que raiva propriamente dita. Talvez quando ele tiver o foco explique melhor a relação dele com a raiva.

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