Seguindo a ótima leva de episódios, “The Rosary” já começa fomentando mais ainda o mistério em volta de Barbara Morgan, que vai até a cada dos Dixon por algum motivo que não fica claro, pois rapidamente foge quando vê Gary, com quem ela já havia se encontrado em episódios anteriores. Sem dúvidas esse é o plot que vai mover a série nessa reta final da temporada.
E continuando as histórias recorrentes dos personagens, Maggie continua com o tratamento do câncer, e após a quimioterapia, agora chega a hora da cirurgia de retirada do tumor, o que obviamente afeta Gary e as pessoas em sua volta. E essa é a dinâmica principal do episódio, o que alguns personagens fazem enquanto esperam Maggie sair da cirurgia, e todos os núcleos desenvolvidos em torno disso foram muito bem sucedidos e conseguem carregar bem o episódio, que apresenta um bom ritmo.
Um plot adjacente mas também importante é o de Regina. A Chefe de Cozinha recebe uma ótima crítica em nome do restaurante em um jornal, porém Regina mal recebe os créditos, seja por seu restaurante ou até mesmo por seu próprio prato característico, créditos esses que vão para Andrew, um dos sócios do restaurante. Isso também serve para criar um atrito entre ela e Delilah, que está se aproximando muito de Andrew.
E voltando para o hospital, Gary, que está nervoso com a cirurgia da namorada, perde o controle com uma mulher no estacionamento, que depois descobre ser a mãe de Maggie, tudo isso em cenas muito divertidas e bem humoradas que trouxeram um pouco de leveza ao episódio. Todas as cenas tiveram um timing de comédia muito bem executado, o que dem dúvida dá um respiro para os personagens e para os espectadores.

Já falando sobre Rome, seu núcleo praticamente que quebra a quarta parede, Chandler Riggs (The Walking Dead) faz uma participação especial, e com ele, temos diálogos claramente escritos para mostrar para o público como as questões vividas pelo personagem são importantes e naturais, visto que qualquer um está sujeito a isso. E apesar de um pouco clichê e talvez expositivo de mais, o plot faz o que precisava, em um momento a ser lembrado pela ótima intenção.
Após isso, Gary e a mãe de Maggie protagonizam uma cena muito tocante na capela do hospital, onde se perdoam e conectam em um momento que mostra como ambos se preocupam muito com Maggie. Gary é sem dúvidas o queridinho dos fãs e não é sem motivos, o ator James Roday faz um ótimo trabalho em todos os sentidos, seja em cenas mais engraçadas ou em sequências mais pesadas e dramáticas como essa.
Já o plot da Katherine, inicialmente senti que era algo mais pra enrolar. Apesar de novamente mostrar como ela é uma ótima mãe e uma mulher forte, a história não apresentava nada de interessante até o final, sendo então o ponto fraco do episódio.
Voltando a falar de Rome, ele se voluntaria para trabalhar na linha de prevenção ao suicídio. E essa cena não só foi significativa, mas essa sim, faz um papel social importante, apresentando ou reafirmando esse serviço tão importante e que pode realmente salvar vidas. E é sempre válido lembrar que o serviço está disponível no Brasil pelo número 188 e que pode mudar o destino de muitas pessoas.

E finalmente, Maggie sai bem da cirurgia e acorda ao lado de Gary, que após essa montanha russa de emoções, a convida para se mudar, em uma sequência novamente muito bonita e bem realizada. E eu já venho falando isso há algum tempo mas é sempre preciso lembrar a química dos atores. James Roday e Allison Miller que interpretam Gary e Maggie tem uma química muito forte que auxilia em muito na qualidade da série, visto que esse é um dos pontos principais do seriado como um todo.
Após tudo isso, Eddie vai até a casa de Katherine para assinar os papéis do divórcio, e em decorrência das questões acontecidas com Theo no episódio, os dois têm momentos que nos fazem acreditar que eles reatariam. E se um possível reato é algo positivo ou negativo, isso é subjetivo, mas pelo menos seria algo bem desenvolvido, não seria algo do nada, e sim uma coisa que foi desenvolvida e cogitada de maneira sútil. Mas no fim, o que já era esperado acontece e os dois se divorciam oficialmente.
E pra finalizar o episódio, o mistério em torno de Barbara Morgan aumenta com a família Dixon encontrando uma foto de Jon com a até então Emma (que é como Sophie a conhecia). É interessante lembrar de uma teoria mencionada em Reviews passadas de que Jon e Barbara já foram namorados e tem um filho, e a foto encontrada só aumenta esses indícios.
Outro fator merecedor de reconhecimento é o fato de “A Million Little Things” ainda não ter cansado até agora, visto que já se passaram 16 episódios, o que é uma duração presente em séries menos prestigiadas, e apesar disso a série ainda apresenta um bom fôlego, que espero que mantenha em seu próximo e último episódio da temporada!
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A Million Little Things aposta no básico e entrega um excelente episódio, que tem tudo na medida certa.















