Que tipo de fã de House é você?

Spoilers Abaixo:

Depois do usual hiato de fim de ano, House retorna e nós temos a oportunidade dar uma olhada num episódio isoladamente, sem que alguma coisinha do episódio anterior esteja fresco em nossa mente e pipocando nosso juízo. Começo o review dizendo isso pois eu mesmo sou um que, durante essa temporada, me preocupei em tentar achar um padrão para o novo House, com todas as mudanças que estão ocorrendo. Sempre tentando ler se ele tinha de fato mudado ou não, se ele estava melhor ou não… enfim, esse hiato foi bom para o próprio House poder definir quem diabos ele é. E, particularmente, gostei do que vi.

Prometo que vou voltar à pergunta que abriu o post, mas antes precisamos entender o que aconteceu nesse episódio. Essa semana tivemos um caso raro, pelo menos recentemente, de um episódio divido em 3 subplots perfeitamente distintos. Geralmente quando a série aborda histórias diferentes em um mesmo dia a tendência é que em algum momento elas se choquem, mas isso não aconteceu aqui, pelo menos não às claras. Isso mostra que ainda há uma tentativa por parte da produção de fugir de alguns clichês básicos.

Mas não dá pra fugir de todos. A prova máxima disso é a nova personagem Arlene, a.k.a. Mãe da Cuddy. Apesar de incluir uma relação a muito tempo aguardada, o chavão sogra-bitch importunando genro não é nada de novo. Felizmente a atriz escolhida pelo papel foi o monstro Candice Bergen (Boston Legal, alguém?) e isso fez com que o plot ‘familiar’ do episódio fosse o melhor dos três. Impossível não se divertir com House sedando a sogra – e o Wilson de quebra – só pra ter um pouco de silêncio.

Em outra área do episódio, tivemos a historinha do Taub. Quem acompanha os reviews aqui do blog a algum tempo sabe que – pra usar um eufemismo – não sou fã desse plot do casamento dele. Felizmente parece que essa história chegou ao seu inevitável fim, e assim poderemos ter um melhor uso da imagem do Taub.

Já que estamos entrando nessa área, vale a pena ressaltar um ponto negativo que já é visível a algum tempo: a total irrelevância dos pupilos de House em termos de história. Faz tempo que não lembro de algo interessante vindo de nenhum deles, que não seja uma ideia boa num diferencial. Sou o único que pensa assim?

Claro que temos a Masters, novidada acrescentada pra mexer um pouco as coisas. Vi algumas pessoas reclamando que ela foi uma inútil nesse episódio, que não continuou com o bom desempenho. Acho que ainda é cedo pra atirar pedras nela, mas de qualquer forma é um sinalzinho de alerta. E vale a pena lembrar que a Thirteen volta no último terço da temporada.

Sobre o plot do paciente, a impressão que fica é que tivemos um pouco de medo de ousar na fórmula. Pra um episódio de volta de hiato, o esperado era algo grandioso, que surpreendesse o público e o lembrasse das qualidades da série. Não foi o que vimos aqui, pois perdeu-se muito tempo repetindo os mesmos procedimentos e mesmas discussões e mesmos exames e mesmos… ah. Vocês já entenderam onde eu quero chegar. Valeu a pena mesmo pela bela Sprague Grayden (de Jericho)

E é aqui que eu volto à pergunta inicial: que tipo de fã de house você é? O saudosista vai dizer que esse episódio foi simplesmente mediano – e ele de fato foi! Tivemos algumas falhas gritantes como já apontadas acima, e não devemos simplesmente relevar o fato que o show perdeu, sim, um pouco de seu gás. Mas por outro lado House ainda continua dando banho em muita série por aí que os fanboys idolatram como xiitas. O simbolismo (certas vezes exagerado, é verdade) no Be better do Taub e sua tardia ‘autodestruição’ estão aí pra provar que o show ainda preza pelo drama e pela qualidade em seu roteiro.

Outras considerações:
1) A discussão que estava em tona no último episódio do ano passado, em que Cuddy estava com raiva por House ter mentido pra ela, parece que foi esquecida. Por mim, não fez falta.
2) A entrada de Arlene no episódio como uma paciente da clínica só serviu pra provar que toda vez que House desce para fazer consultas é sinal de coisa boa. Dessa vez não foi diferente.
3) House em dois atos: primeiro drogando Wilson e a sogra, e depois no fim do episódio decidindo ver TV em casa mesmo com opção de ficar com a Cuddy. Não sei vocês, mas isso me deixou muito feliz. Deu uma sensação nostálgica tremenda. Espero que continue assim.

E vocês, o que acharam? Comentários tão aí embaixo!
See ya!

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