
2009 foi um ano especial para mim. Nem muito pelas famosas e ótimas séries que estrearam neste período, nem tão pouco pelo fato de que começou ali meu interesse por ingressar na seleção de colaboradores deste blog. 2009 é especial porque pela primeira vez em minha vida eu estrelei uma série. Claro que também meus primos, alguns amigos, colegas de universidade, muitos americanos, europeus, brasileiros, tem também os… Peraí. Você leitor provavelmente não está entendo nada do que estou dizendo. Relaxe. É tudo muito simples: o protagonista de Secret Girlfriend é ninguém menos do que você, telespectador.
Leves Spoilers Abaixo:
Vai me dizer que não é uma proposta para lá de ousada? Uma série onde o telespectador é o personagem principal é inovador. Nós brasileiros chegamos próximos desse tipo de entretenimento interativo com o famoso programa da Rede Globo Você Decide. No entanto ao contrário deste, Secret Girlfriend pode até ser estrelada por você, mas seu destino está muitas das vezes nas mãos dos seus dois melhores amigos pirados, da sua ex-namorada ninfomaníaca e ciumenta, e da sua “namorada secreta” perfeita (?).

A série surgiu na internet, patrocinada pelo canal responsável por trazê-la para TV, o Comedy Central. O sucesso na web foi enorme, chegando a superar em número de acessos virtuais a audiência de muitos dos programas do canal na época (2008). Tendo em vista isso, os produtores não perderam tempo e trouxeram tanto o formato como a história original para a televisão um ano depois.

Na primeira temporada tivemos somente seis episódios, de vinte minutos de duração. Cada episódio contava duas histórias de dez minutos. Pouco não é? Todo mundo também achou. Mesmo assim, especialmente após o piloto, que é o mais fraco de todos os episódios, a série apresentou as mais bizarras, hilárias e escrotas tramas onde eu (ou você, ou ele, sei lá) acabava se metendo. E por “metendo”, uso tanto no sentido metafórico como literal, se é que me entendem.

Um detalhe importante: a série só podia ser estrelada por telespectadores homens. Mesmo as garotas que curtem outras garotas não poderiam ser as protagonistas, tendo em vista certos… como posso dizer… “acontecimentos” nas tramas. No mais, o sexismo se limitava até aí. Além do mais as principais participantes da série eram mulheres. Especialmente as belas, maravilhosas e visualmente deliciosas fêmeas que deram o ar da graça por toda a temporada. Ou seja, as moças não têm do que reclamar ao serem tão bem representadas por aquelas grandes atrizes.
Muita bebida, festas insanas, tentativas malucas de salvamento, banhos com garotas no mar (como também na piscina e no banheiro), incluindo realizar velhos sonhos, como pegar uma atriz pornô e fazer um ménage à trois. Foram muitos os bons momentos que tive, mesmo eles sendo tão passageiros. Infelizmente, fiquei muito mal quando soube que eu não retornaria para uma segunda temporada. Não faz mal. No fundo, sei que quando fui posto na encruzilhada que surgiu em minha frente ao fim da temporada, eu fiz a escolha certa. E vocês?


















