Precisamos falar sobre empatia.
Bom, quando eu assisti a promo semana passada fiquei animada com a possibilidade da menina ser uma psicopata, mas tudo não passou de uma pegadinha. Mas devo dizer que gostei como o caso foi conduzido e além disso, os roteiristas começaram a nos preparar para o final da temporada.
Sinceramente falando, esses casos onde a Erin é colocada como – de certa forma – o ponto de apoio emocional da série me deixa bastante dividida. Talvez seja porque ela é a única representante do sexo feminino na Inteligência ou talvez seja para continuarmos sempre tendo empatia pela personagem. Confesso que concordo com o Jay quando ele fala que “tem a coisa de ter muita empatia”. Já sabemos que a Erin tem tanta empatia com as vítimas de alguns casos que quando dá alguma merda ela possivelmente fica na merda também. Acho que está na hora dos produtores agregarem algo a mais à personagem, precisamos de mais girl power para que a personagem consiga se desenvolver ainda mais na trama.
Ainda falando a respeito da Erin, é impossível não comentar o modo como estão conduzindo o relacionamento dela e do Jay (era o que eu queria desde o início, yay). Em minha opinião relacionamentos vão se moldando nas pequenas coisas que ambos vão fazendo e durante o episódio vimos o Jay se preocupar em levar roupas limpas, com o fato da Erin não ter dormido e além disso alimentá-la. E do outro lado, ela o ajudando a encontrar um novo apartamento e foi engraçado ver a diferença de pensamento dos dois em relação aos apartamentos, ela prezando por coisas essenciais e ele por coisas não tão essenciais assim. Fico contente por estarem finalmente acertando a mão com o casal.
Sobre o caso, fiquei frustrada porque queria que tivessem trabalhado essa psicopatia da garota para ver como a Erin reagiria a isso, justamente pelo fato da empatia ser tão presente na personagem. Quando tivemos o caso de psicopatia de um garoto em Med vimos os médicos reagindo de uma maneira, os pais de outra e um caso como esse teria sido o auge dessa reta final da temporada. Mas infelizmente nem tudo acontece como a gente quer e o responsável pelos assassinatos foi alguém que sequer tinha aparecido durante o desenrolar do episódio e isso foi um ponto positivo porque eu estava esperando que colocassem o Graham Simmons como culpada e fosse um daqueles casos empurrados com a barriga.
Descobrimos que o Roman não vai voltar às patrulhas e eu não imaginei que os roteiristas fossem optar por isso, acreditei que fossem separá-los e tudo ficaria por isso mesmo. Eu já não sei quantas vezes vi personagens serem afastados por complicações de ferimentos entre CF e PD. CF que tem essa coisa em afastar os personagens assim, mas eu realmente não queria isso acontecesse em PD e que o Roman fosse para San Diego. Eu nunca quis o relacionamento dele com a Kim, mas fui me apegando à amizade que os dois foram construindo e isso me deixa puta com os roteiristas por inventarem esses rolos amorosos para ter que ferrar com os dois logo em seguida. Qual a necessidade disso? Aí achando pouca miséria ainda me colocam uma declaração desastrosa que foi aquele: “Eu te amo. Provavelmente”. Não sei nem o que esperar mais desse plot, essa que é a verdade.
E para encerrar, a pergunta que não me sai da cabeça é o que esperar pela season finale de PD, porque muitas tramas foram sendo introduzidas e que deixaram de lado e eu não sei se é uma estratégia para a próxima temporada ou se é só falta de planejamento dos roteiristas na hora em que estão escrevendo. Às vezes o que me desgasta é essa falta de cuidado que eles tem com os fãs da série, mas enfim. Espero que a season finale seja um pedido de desculpas por todos esses furos e seja incrivelmente foda.
“Start Digging” será o último episódio da temporada, se liga aqui na promo:















