Oh, Voice could be a dream (sh-boom)

The Voice Austrália segue nos surpreendendo e emocionando. Foi uma semana morna de audições no reality show, mas esta penúltima semana de blinds nos trouxe artistas diferentes do eventual. Embora poucos candidatos me agradem musicalmente, é fato que estes episódios souberam trazer entretenimento aos telespectadores.

Assim como nós, os coaches também notaram o decair de qualidade dos candidatos e 4-chairs é raridade no programa. Dentre os coaches, a química nas cadeiras vermelhas continua funcionando com Ronan lutando apelativamente por pupilos, enquanto Jessie segue com sua sinceridade matadora que beira a arrogância. Delta e os irmãos Madden são os destaques desta temporada extravasando simpatia e comentários bem-humorados.

Tivemos até uma performance dos Coaches para suas miniaturas ao som do hit das Spice Girls, Wanna Be:

Aviso importante ao leitor: o canal 9 só disponibilizou os vídeos completos em sua página oficial. Abaixo, teremos apenas os pequenos trechos das audições do canal do The Voice Austrália no YouTube.

Seguem as audições desta semana de blinds em ordem de transmissão. It’s time to hear, THE VOICE:

Carmel Rodrigues – Part of Your World (The Little Mermaid)

A inocente “Coisa 1” resolveu encarnar Ariel no palco do The Voice. A empolgação da família inspirada nos personagens de Dr. Seuss não foi a mesma que os jurados tiveram, tanto que Jessie e os Maddens viraram no último segundo. Carmel é uma jovem de 16 anos que deve evoluir bastante no time de Jessie, mas não possui diferencial de voz o bastante para ir além das batalhas.

Carmel é Team Jessie

Mikaela Dean – Changing (Sigma feat. Paloma Faith)

Gostei da personalidade espontânea da candidata e há algo de especial em sua voz. Achei estranho apenas Ronan ter virado para Mikaela, uma vez que apesar do nervosismo a cantora tenha realizado uma apresentação bem consistente. A candidata não foi engolida pelo forte instrumental desse hit do Sigma e acho isso digno o suficiente para merecer uma chance na próxima etapa. Detalhe para a alfinetada nada discreta de Jessie para Joel quando ele diz que não virou sua cadeira pois Mikaela precisa de técnica vocal: “Então por que você está aqui? Isso é o The Voice!”.

Mikaela é Team Ronan

Nathan Lamont – Like I’m Gonna Lose You (Meghan Trainor feat. John Legend)

É claro que a esposa de Nathan o acho um cantor maravilhoso. Para mim, ele continua o mesmo cara que falhou no The Voice há 2 anos, com a diferença de agora ter arriscado com um hit que não tem nada a ver com o seu estilo. Achei bonita a voz de Nathan, mas comum demais e não gostei dos seus agudos. Infelizmente não enxergo com bons olhos a escolha de Nathan, tomara que o rapaz consiga evoluir sozinho no time de Benji e Joel.

Nathan é Team Madden

Clancy Dunn – Can’t Help Falling In Love (Elvis Presley)

Com quase 8 décadas de vida, o candidato mais velho a passar por uma audição é uma lição de vida. Clancy enfrentou diversas batalhas na vida, entretanto encara o desafio de subir no palco com naturalidade e com um discurso livre de preconceitos. A voz de Clint Eastwood não é diferente, mas é agradável em sua honestidade. Mesmo sem cadeiras viradas, o candidato proporcionou um belo e emocionante momento para a atual temporada.

Micah Rothwell – House of the Rising Sun (The Animals)

Até que o candidato tem um timbre interessante, mas me pareceu faltar conexão com a música. Na maior parte da audição, Micah foi instável com momentos de exagero vocal que ao invés de nos aproximar da canção, nos afastava do que deveria ser interpretado. A propósito, sou a favor de que músicas cantadas por Haley Reinhart e Kimberly Nichole sejam banidas dos realities.

Crissy Ashcroft – When the War is Over (Cold Chisel)

Mais uma candidata com uma história pesada que a traz ao palco em busca de um refúgio – que a música consegue ser. A apresentação em si não teve nada de marcante, apesar da letra ser realmente profunda e refletir o sentimento da intérprete. Tão bonito ver a emoção da moça de 49 anos ao ver que Delta tinha se virado, mas o fato é que Crissy não passa das batalhas.

Crissy é Team Delta

Kate Van Elswijk – People Help the People (Cherry Ghost)

Uma comparação com Birdy é inevitável. Igualmente, a voz de Kate transmite uma fragilidade interessante, embora tenha soado um pouco irregular nas notas mais altas. Uma coisa que me tranquiliza na versão australiana, é que a limitação física de Kate não se sobressai ao seu talento em relação ao avançar das etapas. Em outras palavras, Ronan deve ajudar a candidata a corrigir suas falhas a fim de não termos uma Andrea Begley 2.0.

Kate é Team Ronan

Kayleigh Killick – We Found Love (Rihanna feat. Calvin Harris)

Primeiro, que preguiça dessa história incansável da mãe solteira em busca de um futuro melhor para o seu rebento. Segundo, Lola é fofa demais e isso já me faz gostar de Kayleigh antes de ouvi-la cantar. Sei que para a maioria, esse é um hit de Rihanna, mas para mim essa é a música do pedido de casamento de Will a Emma. A candidata mostrou que tem técnica e controle vocal de sobra, porém acabou sobrando escalas vocais na apresentação. “Eu fiz um monte de coisas, mas isso não é sobre mim. É sobre você”. PAH de Jessie na cara de Ronan! Fiquei surpreso que a pupila inglesa tenha escolhido o irlandês para ser seu coach.

Kayleigh é Team Ronan

Kayla Piscopo – Titanium (David Guetta feat. Sia)

Diretamente do time Mel B do The Voice Kids, vem a garota de tom comum, mas com potência vocal de se aplaudir para alguém com 16 anos. Kayla falhou ao construir a história da canção e como Jessie comentou, é uma música bem difícil para se cantar. A verdade é que a menina tem tempo para evoluir e tentar a sorte novamente, seja no The Voice, seja no The X Factor ou até no Masterchef.

Kim Sheehy – She Used to be Mine (Sara Bareilles)

Kim é outra que tenta a sorte novamente no programa, afinal não conseguiu passar das audições na season 2. A candidata fez uma apresentação simplória da bela canção de Sarinha, começou bem irregular, porém cresceu durante a música a ponto de merecer duas red chairs. Me incomodou um pouco os agudos fechados no refrão, principalmente ao segurar a nota na última palavra do verso “she used to be mine”, mas Delta é uma excelente coach e deve trabalhar bem com a nova pupila. Aliás, Ronan fez o seu pior discurso da temporada para conquistar Kim.

Kim é Team Delta

Amy & Deb Kwong – If I Were a Boy (Beyoncé)

Harmonia e sincronia em um dueto não é tudo, especialmente quando demonstra desconexão com a música. Em um primeiro momento, achei que Jessie havia sido dura demais em seus comentários, mas ao rever a apresentação, fica claro que elas realmente estavam cantando fora de tom. Fiquei com pena das irmãs, não gostei tanto do dueto, mas a mãe e a avó ficaram tão desoladas que desejei ao menos uma cadeira vermelha pra Amy & Deb.

Stephen Ward – With a Little Help From My Friends (The Beatles)

Não é possível errar a entrada de um clássico como esse, realmente é imperdoável. Mesmo que Stephen incorporasse um Daniel Johnson em sua audição, de nada iria adiantar. A cagada inicial já estava feita. O problema de Stephen é a sua falta de experiência em palcos, foi o que o prejudicou no início e cantar além do karaokê é a única coisa que pode ajudá-lo a controlar os nervos.

Kylie Jane Howard – What I Did for Love (David Guetta feat. Emeli Sandé)

Kylie não é uma Carrie Underwood, mas tem beleza e presença de palco para ir longe na competição. A candidata traz algo de único e um tom legal de ouvir, especialmente para os amantes de country music. Devido ao estilo, não é surpresa Delta e Jessie não terem se virado para Kylie. Na batalha entre Ronan e os Maddens, os irmãos levaram a melhor e seguem como coaches da bela loira na próxima fase da competição.

Kylie é Team Madden

Shirin Majd – Ave Maria (Franz Schubert)

Eu passo. A voz e estilo da iraniana não me alcançam, entretanto, fico aliviado que Shirin não tenha incorporado uma Shakira e mexido o ventre no palco do The Voice. Fiquei extremamente surpreso com a virada de Delta no último segundo e achei aquela queda da candidata no final encenada. Na verdade, a pupila de Delta marcou o seu nome no show, não por sua voz, mas pelo capote após o verso final. Lady Goodrem esteve ao lado de sua pupila o tempo todo.

Shirin é Team Delta

Talia Giancaspro – Angel (Sarah McLachlan)

A canção escolhida tinha um significado especial para a candidata, embora não pareça ser o melhor estilo para a sua voz. A música de “Cidade dos Anjos” deixou evidente na cantora as falhas técnicas e de respiração. Na verdade, Talia precisa se encontrar como artista pois ela tem uma voz agradável de se ouvir. A missão da moça fica difícil dentro de um time forte em vozes femininas como o dos Maddens.

Talia é Team Madden

The Koi Boys – Sh-Boom (The Chords)

Essa versão do The Voice quer desesperadamente ousar com candidatos diferentes e algo novo para o show. Não creio que o primeiro grupo do The Voice seja uma escolha errada para o programa, mas esse trio repercutiu tanto positivamente que tenho medo do que outras versões da franquia farão com grupos similares. A harmonia dos K Boys foi legal sendo que cada um dos integrantes tem o seu diferencial vocal, mas não posso deixar de comentar que a escolha de repertório me transportou à década em que testaram o soro em Steve Rogers. Jessie tem o trio mais pimpado das audições em suas mãos, não precisando de muito esforço para leva-los às finais.

The Koi Boys é Team Jessie

Faltando apenas uma semana para o fim das blinds, posso assegurar que há certo empate nos times formados. Os times que estavam para trás na competição agora se fortaleceram, Ronan e Jessie conseguiram vozes capazes de ir longe no show e se igualam aos times dos companheiros. Agora, nos resta esperar sem grandes expectativas pelas últimas audições. That’s it!

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