Às vezes penso se não elogio demais a série, mas não vejo como fazer diferente, pois a cada semana ela tenta se superar e nessa disputa eu só fico aqui, literalmente, rindo e me divertindo. O texto era para ter ido ao ar antes, mas sabem quando você está com aquela sorte e tudo acontece contigo? Aqui foi só uma noite sem energia elétrica e mais uns dias sem internet.

Spoilers Abaixo:

Mas o que interessa é o episódio e ele não poderia ter sido melhor. O mais incrível é que ele foi focado principalmente em apenas dois regulares e o Mr. Chang nem ao menos apareceu e mesmo assim tudo fluiu perfeitamente. E isso depois de um episódio focado em todos os personagens.

Uma das coisas que mais me divertiu durante este capítulo foi a trilha de mistério e todo clima de conspiração no ar. Claro que foi uma pequena homenagem aos filmes do gênero, mas não sei se foi o texto do Victor que eu tinha acabado de ler, mas lembrei de Rubicon na hora. E até o Professor Professorson lembra um pouco o protagonista, alias sempre gostei dele em ‘Grounded For Life’ (sim, eu assistia).

Contrastando com tudo isto, tivemos o maravilhoso plot do Abed e do Troy. Adorei a ideia da construção do Forte, porém eu cheguei a acreditar no desanimo deles e já estava ficando triste por desistirem. Eis que então tudo mudou e eles resolveram elevar tudo para outro nível, chegando a construir uma verdadeira cidade. E que vontade de fazer parte dela. O modo como ela ganhou vida, com todos os eventos e lugares cada vez mais absurdos só tornou tudo melhor. Destaque para a relutante Britta e sua participação em um grupo bizarro que me fez lembrar-se de ‘De Olhos Bem Fechados’. E não da para finalizar este assunto sem destacar a frase do Troy, logo após terem destruído o Forte e suas ramificações e o Abed sugerir construírem um submarino de papelão:

“Get out of my brain.”

Chegamos finalmente a Annie e Jeff. Nem preciso dizer que eles esbanjam química juntos. E uma coisa que eu adorava na primeira temporada e estava sentindo falta, mesmo entendendo porque não poderia ter, era o clima que surgia entre eles. A cena do Jeff a tentando salvar da explosão e caindo por cima dela, é ótima. E quando da queda do forte, que os força a se aproximarem um do outro, me deixou com um sorriso no rosto. E ainda temos a “improvisação” da Annie na hora da atuação para enganar o reitor. E sim, tinha muita verdade naquele discurso. Uma palavra define tudo: Adorável.

Falando no reitor, ele foi uma das melhores coisas no episódio. E toda trama de ensinar lições para o Jeff, que acaba ensinando uma lição para o reitor… foi histericamente engraçada. O clímax foi uma das coisas melhores coisas da série. A cada reviravolta e a cada revelação, tudo ia ficando melhor. Tudo isso me lembrou muito ‘Arrested Development’ e como há envolvidos em comum, considero uma homenagem a um dos plots mais geniais da série da Familia Bluth.

“Annie’s got a gun.”

Tem coisa mais empolgante que ouvir a Alison Brie dizendo isto? O toque final que deixou tudo genial foi a entrada do policial em conluio com o professor de teatro, que encerra as reviravoltas e acaba enganando todo mundo. E toda a história do livro do reitor acaba nos rendendo a cena mais engraçada do episódio, quando o reitor fica em posição fetal e em estado de choque e diz:

“Se esse moletom fosse um moletom do tempo”

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