
Restam apenas dois episódios para o fim da primeira temporada de The Big C e é hora de novos começos.
Spoilers Abaixo:
Desde o inicio da série vimos Cathy fazer de tudo. Ela enlouqueceu, chorou, mentiu, mudou, ganhou novas atitudes, arrumou um amante, viveu mais. A única coisa que nunca a vimos fazer foi lutar. Pois é. Cathy nunca lutou contra sua doença e nós estávamos tão ocupados prestando atenção a todo o resto que nunca notamos de verdade.
Era sempre sobre o que ela fazia para aproveitar o agora e nunca o que ela podia fazer para continuar aproveitando o depois. Não que eu seja contra qualquer coisa que ela já tenho feito. É bem o contrário, mas depois de revelar seu câncer para Paul, ele diz a ela algumas coisas que a fazer querer viver mais e procurar alguma alternativa, mesmo que elas incluam comer 20 damascos por dia e ser picada por um enxame de abelhas milagrosas do Canadá. Gostei desse recomeço, dessa nova energia e das novas possibilidades que isso traz para a série.
Aliás, preciso comentar essa lógica doida de Cathy que acredita em cura agora que ganhou um strip-tease. Situação super vergonha alheia, que ficou melhor ainda com Marlene roubando comida e Rebecca tentando ver Sean em cada homem semi-nu do ambiente.
Achei extremamente positivo o foco em Paul. Ele é completamente maluco, mas não se pode dizer que fuja da raia e que deixe a mulher sozinha numa hora dessas. Desde o corte de cabelo, a atitude com aquele troll adolescente chamado Adam e a busca desesperada por compartilhar sua experiência com outras pessoas, ele mostrou que vai apoiar Cathy custe o que custar.
Fiquei ainda bastante comovida com o caso de Marlene. Eu sempre brinco que ela está com o alemão louco e tudo o mais, mas acho que Alzheimer é uma das coisas mais terríveis que pode acontecer a alguém. Pior do que ter câncer e sofrer com isso é perder a consciência completamente e regredir em seu estado mental de forma lenta.












