Tudo pode mudar da água para o vinho de um episódio para outro em The Strain e isso explica bastante a razão pela qual “The Assassin” foi bom em vários aspectos. Relaxado, vamos aos melhores momentos destes bons plots desenvolvidos na exibição do último domingo.

Eu sei que parece meio tarde, mas “The Assassin” é a confirmação de uma questão que sempre foi criticada em minhas reviews: a atuação de Corey Stoll e o seu personagem Eph Goodweather. Não gente, realmente, Eph não é o heroi da série e, embora seu nome apareça em primeiro nos créditos, também não acredito que ele seja o protagonista. Isso porque ele toma decisões muito equivocadas e tem uma hipocrisia absurda nas suas ações. Confesso: pensei que lá no alto do prédio, em um apto. de frente à sala do escritório principal da Stoneheart, ele ia se pegar com a Dutch, porque a moça resolveu fazer uma espécie de jogo da verdade com um assunto bastante picante. O moço se segurou muito para não dar uns “pegas”. Será que ela queria? Ele ainda lembrou que a companhia dela desde que a saga começou era coisa rara. E tudo ficou por isso mesmo. A tensão sexual se estabeleceu, mas Eph preferiu segurar o rifle.

Por outro lado, Nora e Fet se juntam a Setrakian para buscar o tal do Lumen. Acho chato este plot porque o resultado é sempre negativo, mas tô gostando de ver esta dupla improvável se ajudando e se apoiando, uma vez que Fet, mais discreto, não deixou o coração falar mais alto diante da missão que todos da resistência possuem. Para variar, o livro não ficou com o judeu. Alguém lhe deu uma porrada e tomou-lhe o Lumem. E sim, estamos sendo enrolados, mas não dá para pegar tanto no pé. A série já foi renovada para terceira temporada, então é mais que natural que alguns plots não sejam resolvidos ainda nesta season. Quando não, completamente esquecidos. Vamos para o segundo episódio sem qualquer participação de Quinlan, Anjo de Prato e Gus.

A vereadora Justine meio que sambou na cara da high society nova-iorquina. Simplesmente porque impôs um tributo para ajudar a aparelhar a polícia, criando um organismo, para contribuir no combate aos vampiros. O prefeito, que usa o prestígio da moça para poder ganhar a população, ficou de queixo caído porque esperava que com a vitória em Red Hook, uma nova convocação cheia de sentimentos piegas, fosse feita aos riquinhos de Manhattan. Nada. O que tivemos foi uma grande insatisfação. Plot bem concluído. Meu chute: Justine virará mártir. Aguardemos e oremos.

E aí tivemos grandes momentos em “The Assassin”, mesmo que tenha os furos de sempre.

Quando foi que o Eph pegou em um rifle na vida para dar uma de american snipper e tentar matar o Palmer de uma distância tão grande? Ok, ele estava sob o suporte da bad ass Dutch, só acho que, para quem planeja tudo com tanta morosidade, nao custava imaginar que o empresário proderia ser sorrateiramente atacado em outra ocasião e não numa situação política, como seria ao tentar intervir na decisão de Justine. Toda a imprensa e polícia estaria ali. Foi o melhor momento? O resultado disse que não, mas ao mesmo tempo garantiu uma ação que não incluiu os linguarudos em qualquer instante.

O Palmer realmente está apaixonado. E tenho certeza (me cobrem! Eu não li os livros do Del Toro) que este amor/paixão será responsável pelo declínio deste senhor. A quase morte de Coco fez com que o empresário colocasse Eichorst na parede, ameaçando, inclusive, o Mestre. Será que ele perdeu a noção do perigo? O diálogo (curto) entre o alemão e o americano foi o ponto alto, já que a ironia de Thomas (cujo o ator Richard Sammel é germânico mesmo) coloca pimenta e ódio no coração de Palmer e ele, com o olhar completamente direcionado para sua amada.

Voltando a questão da prisão, tava na cara que o Eph não ficaria ali muito tempo e pra ser bem sincero, gostei pra caramba dos sanguessugas invadindo a delegacia. Um dos motivos foi a forma elegante que Palmer (mais uma vez) se coloca em cena. O cara é escroto, cramunhão, mas tem uma postura acima do núcleo que ele está incluído. E ainda teve que ouvir o “eu sinto muito” do Eph por ter errado o alvo.

Fet e Nora conseguiram livrar o médico em cima da hora, mas Dutch não teve melhor sorte!

Ah, que cliffhanger, hein?!

No entanto amiguinhos, eu não acredito que o episódio vai começar justamente da prisão que Eichorst fez da ex-hacker. Lembrando o que disse parágrafos atrás: Quinlan, Anjo de Prata e Gus estão fora fazem dois episódios e faltam apenas três para fim da atual temporada, então temos muitas pontas para serem resolvidas.

Mordida 1: como é bom um episódio em que Zach não está presente.

Mordida 2: agora que Coco reviveu, de que lado ela vai ficar, quando souber que foi o Mestre que a trouxe de volta?

Moradia 3: o que aconteceu com a abertura que eles exibiram no episódio passado?

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