Tive uma falsa impressão durante o ‘previously’de The Strain: “o episódio vai focar no personagem do Zach e “Identity” será difícil de acompanhar. Que bom que eu estava errado, embora o filho do Eph tenha conquistado alguma notoriedade.

Eu vou dizer muitas coisas pra vocês e uma delas é que a direção de TS me deixa confuso quanto aos seus objetivos e por favor: nada deste papinho “porque nos livros, nos livros, nos livros…”. Esqueçam! Faço o review do que eu assisto e não do que eu não li. Sei que vocês ficam naquela de fazer comparações entre as mídias, mas como ambas tem similaridades e alguns objetivos distintos, fica difícil fazer qualquer tipo de comparação. Vambora?

Por que diabos foi criado o personagem do Fritzwilliams?

O cara apareceu mudo na primeira temporada, se demitiu da Stoneheart antes do fim dela, aparece na segunda, do nada, na casa do irmão, se junta ao Esquadrão Anti-Vampiros em dois episódios e morre! Que empregão o do ator Roger Cross! Seu papel não teve qualquer tipo de relevância em TS e não me venham dizer que pegar um mapa para mostrar quais foram as últimas aquisições imobiliares do sr. Palmer tenha sido de tanta importância, porque mesmo sem saber qual é a próxima fase do plano, nada me tira da cabeça que Cross foi um dos que pediram para sair da atração. Péssimo. Assim como não se explica, em outra escala, onde estava Dutch quando Fet e Setrakian foram acudir Nora… Bem, deixa pra lá…

Enquanto isso, na Sala de Justiça…

O dr. Goodweather foi, de maneira muito esperançosa, buscar ajuda federal para disseminar a epidemia que já tomou Nova Iorque. Segundo a conta do moço, três milhões serão os infectados até a fase de teste da vacina. O que eu acho engraçado em TS (para não dizer que fico com raiva) é que os roteiristas, mais os produtores, não sentam numa mesa para conversarem sobre questões pequenas mais fundamentais para harmonia de uma história. Exemplo: como os Estados Unidos (na figura das suas maiores autoridades) podem ignorar uma ameaça patológica (vampiresca,sei lá) que já está na casa dos milhões e que podem contaminar, não só os Estados mais próximos, como também chegar até a capital americana? Quem está adaptando este roteiro para TV, o Carlos Lombardi? A outra dúvida que eu tenho é apenas conceitual e pode haver discordâncias, sem problema algum. Se a morte de milhares de cidadãos americanos por conta de uma doença é assunto de saúde pública, porque que o Eph aceita ajuda de uma empresa privada, a saber a Kemerall, com interesses escusos sempre? Porque se o laboratório for bem sucedido na produção industrial do remédio, ele terá um preço, valor este que será altíssimo dado o nível do problema. Ok, próximo.

O malandro, desculpe, o dr. Eph não poupou esforços para que a Leigh (o contato que Rob conseguiu) pudesse entrar no esquema de intermediar o contato a Kemerall… Numa reunião de negócios objetiva e sem qualquer tipo de pudor, a moça numa ligação de 4 segundos (contem comigo, amiguinhos), conseguiu não só mais uma reunião para consolidar os planos de Rob e Eph, como recebeu cantadas de “catigoria”, para então relaxar nos braços do cientista, deixando com Nora o trabalho chato de cuidar do seu filhote, mas isso é assunto pra depois.

A Stoneheart, que não é boba nem nada, encontrou um jeito de achar o moço e pegou pesado na investida. Ao invés de denunciá-lo às autoridades competentes e assim quebrar as pernas de Eph, preferiu o lado sujo: mandou logo um assasino de aluguel que matou seu amigo Rob e sua recém amante Leigh. Ele, como é protagonista, também tomou um tiro à queima roupa, mas obviamente não morreu. Pelo contrário: saiu do local em disparada, até com medo que tivessem outros no local. Bem, pelo menos TS, ganhou um ar mais policial. Gosto desta interatividade com outros personagens, mesmo que eles tenham vida breve.

Lá no início do Identity, o Gus insistiu com o Anjo de Prata que ele era o Anjo de Prata e o Anjo de Prata disse que não era o Anjo de Prata inúmeras vezes. Possivelmente o passado lhe traz, além de um certo orgulho, a tristeza de ver sua carreira encerrada dentro da ficção. Parece que Gus só coloca em primeiro lugar a idolatria que tinha por Angel e não entende o quanto é sensível tocar neste assunto. Numa sequência despretensiosa, Gus, Angel e a filha, terão um encontro nada agradável com vampiros após um delivery. Com a competência que lhe é pertinente, Gus se livra do primeiro e ajuda a se matar o segundo, que quase é responsável pelo adeus precoce de Angel. Um pouco antes disso, Gus abriu o jogo com Angel para dizer quem de fato é e não deixa dúvida de que tenta ser um novo cara. Achei bem interessante esta tardia apresentação “cartas na mesa” porque o climinha entre os dois, além de desnecessário, não poderia ser alimentado durante muito tempo. Com isso, depois do livramento, certamente o rapaz ganhou a confiança do sogrão, ops, do futuro sogro. Eu acho.

A gente só não pode terminar de falar deste episódio por dois momentos bastante intrigantes:

– O Mestre – junto com os roteiristas – preservaram o Bolivar na história por um motivo muito simples. Foi o corpo do ex-astro de rock o escolhido para ser o “cavalo” do Mestre, para decepção de Eichorst e suas pretensões altruístas. Numa enrolação que durou em média 4 episódios, finalmente a transferência aconteceu com seus efeitos especiais meia-boca. Tudo bem que eu não entendi, por exemplo, quando o próprio Eichorst colocou Bolivar como cão-de-guarda de Palmer dentro da Stoneheart e como havíamos comentado, na primeira invasão à empresa do velhinho, além dos Strigois entrarem sem cerimônia, não se viu a sombra do músico… Logo a presença do Gabriel – que sobreviveu – ao contrário dos outros vitimados daquele maldito voo – só se justificou por mais de 10 episódios somente para receber a alma do seu Mestre. Sendo assim, nos despedimos do ator Jack Kessy, que deu vida ao Gabriel Bolivar. Depois de um misto de decepção e incredulidade, Eichorst deu um beijo na mão do Mestre – em seu novo corpo – como prova de fidelidade “até o fim dos tempos”. Sei…

– Depois de um encontro com Justine, que é a personagem da vez para ficar avulsa, Nora e Zac vão para casa, mas não chegam ao seu destino sem antes serem interpelados pelos spiders-kids, liderados pela sua mãe e tutora. Vimos então um dos maiores clichês da TV e do cinema. Se você lembrar de outros exemplos, escreva no campo dos comentários. Estamos em um iminente perigo, quase cercado por algum perseguidor, não é melhor manter a correria e buscar um lugar seguro para refúgio ESPECIALMENTE se o seu inimigo começou a ficar distante? MAS NÃO!!! No corre-corre de fugir das línguas dos vamps, o que a Nora faz? Bora pra igreja! Quer dizer, em outras palavras: “opa, vocês além de saberem onde nós estamos, é molinho entrar aqui”.

Eu sei que pode dar a impressão que eu não gostei, pelo contrário, eu curti. Porque mesmo repetindo os mesmos erros (ou características, se você assim preferir), TS como entretenimento cumpre seu papel e não entra na overdose de zumbis vs. gente.

Mordida 1: Estou curioso se Eph vai sair impune de tanta gente morrendo ao seu redor, com participação direta ou indireta dele.

Mordida 2: O Secretário Geral da CDC morre, pelas mãos do Eph, mas isso é apenas uma fala na voz de Leigh. E fica por isso mesmo?

Mordida 3: Foi pequeníssima a participação, mas teremos mais alguém envolvido na tentativa de matar o Mestre e já deixou bem claro que quer ajuda de quem feriu o Vampiro-Mor. Será que ele está falando do Setrakian?

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