
Às vezes eu ainda me surpreendo em ver como Doctor Who consegue retratar tão bem a raça humana.
Spoilers Abaixo:
No review anterior eu já tinha comentado sobre como a série estava explorando muito bem o paralelo entre silurians e humanos e nesse segundo episódio não foi diferente. O que fez The Hungry Earth/Cold Blood um dos melhores episódios da temporada foi justamente a forma brilhante como a série não retratou os silurians como monstros e sim como uma civilização semelhante a nossa. E o genial desse episódio foi não ter vilões, ambos os lados cometeram erros e acertos, nós vimos o pior e o melhor das duas civilizações. ‘V’ poderia aprender bastante com esse episódio.
O modo como a trama desenvolveu o conflito entre as civilizações foi sensacional. Por alguns segundos até eu acreditei que existia uma chance de dividir o planeta, ou pelo menos quis acreditar e adiar o máximo o momento de encarar a realidade da silurian morta na superfície. Gostei muito, também, da promessa de em mil anos dividir o planeta e da ideia de que seria papel dos sobreviventes passarem a mensagem adiante.
Se alguém me perguntasse antes do último episodio se eu queria a morte do Rory, a minha resposta seria, obviamente, não, eu estava gostando bastante do personagem. Mas a forma como tudo aconteceu funcionou tão bem e trará consequêcias tão importantes (e interessantes) para a história que eu não posso reclamar de nada. A sensação é de que aconteceu não o que eu queria, mas o que tinha que acontecer. E, bem, eu não leio spoilers, então posso estar completamente errada, mas acredito que ainda vamos encontrar o Rory novamente antes do final da temporada.
A rachadura no final do episódio e o pedaço da Tardis que o Doutor pegou dentro dela só serviram para aumentar o meu dilema interno. Eu estou morrendo para saber o que são as tais rachaduras e assistir ao final da temporada, mas ao mesmo tempo não quero que esse final chegue, porque ele significa esperar até o natal para ter mais Doctor Who.












