Um bom episódio antes de (mais) um hiato interminável.
Supernatural sempre foi uma série querida para mim, afinal, foi minha primeira série. Lá em 2010, maratonei (pra não dizer engoli de uma vez) todas as 5 primeiras temporadas. Um amigo me apresentou, vi alguns episódios na emissora do Tio Silvio e resolvi acompanhar tudo direitinho desde o início. Peguei uma época complicada para Supernatural chamada Sera Gamble’s Era. Fui persistente e aqui estou, tentando começar uma jornada nada fácil: ser crítico de uma série antiga, com fãs e haters de sobra. Não sou desses que dizem que a série deveria ter acabado após a 5ª temporada (a 8º temporada foi uma das minhas favoritas), porém, acredito que a série se desgastou e que deveria haver um final digno o quanto antes. Tenho minhas teorias, mas isso é assunto para outro momento.
Agora que vocês conhecem um pouco sobre minha relação com essa série, vamos à temporada e ao episódio em si. Essa décima temporada está longe de me empolgar, entretanto, ela teve alguns bons episódios e, apesar de toda a encheção de linguiça e aparente falta de rumo, com esse episódio consegui ver (finalmente!!!) um rumo para o restante da temporada.
The Executioner’s Song é um livro de 1979 (também adaptado para um filme televisivo em 1982) o qual conta a história verídica dos últimos meses de Gary Gilmore. Após passar 12 anos na prisão, condenado por roubo, Gary tenta retomar a vida, mas devido ao seu comportamento autodestrutivo, ele volta a roubar, além de usar drogas e entrar em brigas. De volta para a cadeia após ter matado 2 homens em 2 assaltos distintos, após um término de relacionamento, ele fica conhecido na mídia por lutar para sua execução acontecer o mais breve possível, a qual aconteceu pelo método que o próprio escolheu: pelotão de fuzilamento.
Há algumas semelhanças com a história contada no livro com o episódio. Além do prisioneiro condenado a morte, Caim e Dean poderiam se encaixar na comparação. Caim havia dito na temporada passada que Dean voltaria para matá-lo e Dean, em alguns momentos, tem lapsos de querer a morte o quanto antes, ou seja, ambos estão conformados com o fim iminente de suas vidas miseráveis, assim como Gary Gilmore estava. Entretanto, Caim mudou um pouco de opinião e resolveu dar uma limpada geral em seus descendentes, cortando o mal pela raiz. Uma atitude com um bom propósito, mas com um senso de justiça deformadíssimo, sobrando até para aqueles que não tinham escolhido algum lado ainda.
Estava sentindo falta de Castiel e minha saudade não foi morta (adorei esse termo), infelizmente. Ele apareceu por poucos minutos e não teve aquele brilho que estamos acostumados, mas já é alguma coisa, depois de alguns episódios sendo apenas citado. Entendo que ele teve que enfrentar um demônio poderosíssimo, se não me engano o mais forte, mas mesmo assim espero que ele volte a nos propiciar bons momentos novamente.
A mesma saudade estava sentindo de Crowley e sua mãe, Rowena, porém, esses tiveram uma importância a mais no episódio da semana. A manipulação da bruxa está cada vez mais intensa e, desta vez, assumida. Não consigo ver quais são seus planos exatamente, mas aquela história sobre aquela bruxa do Coven não me convenceu. Vamos esperar para analisar melhor e ver quais são suas intenções.
Dean, como tem acontecido ultimamente, nos proporcionou os melhores momentos. Eu realmente fiquei angustiado com a surra tosca que ele estava levando. Ele tinha identificado Caim só pela silhueta, mas parecia meio enferrujado na briga. Parecia bêbado querendo brigar com uma árvore. Não fiquei convencido da morte de Caim, afinal, cadê o corpo? Se ele realmente o matou, quiseram economizar gastos… Dean não tendo medo de confrontar Crowley foi algo que eu não esperava. Eu achei que ele iria devolver a lâmina para o Rei do inferno e a veríamos de novo só lá pela 12ª temporada, mas lá estava eu segurando a respiração para o Dean não enfiar a lâmina em Fergus. Seria muita ousadia dos roteiristas matar um vilão tão carismático repentinamente. Estão querendo distanciar Dean e Crowley para ele ter uma morte memorável, digna de vilão de maior longevidade da série? A aproximação com Rowena só reforça essa minha teoria, mas devo admitir: elas sempre são ousadas demais pra esse povo da CW que adora nos enrolar e nós adoramos ser enrolados por eles, ou seja, Crowley para sempre S2!
Caim ter revelado o caminho que Dean trilharia me pegou de surpresa, apesar de ser bem óbvio, já que lá na 5ª temporada já haviam dito que os Winchesters eram descendentes de Caim – aliás, a história de irmão x irmão é totalmente Caim e Abel. O que eu espero de tudo isso? Que Lúcifer saia de sua jaula descendo o cacete em todos. Não sei como, mas meu sonho era ver esse tema voltar com tudo e 10 vezes pior. Removendo a marca, eles abririam um portão direto para a jaula… Ou algo a ver com as tábuas, quem sabe?
Após nos livrarmos de alguns fillers dispensáveis e episódios medianos, fomos agraciados com um bom, pelo amor de Castiel. Supernatural entrou em mais um hiato e voltará dia 18 de março, com novo dia e horário: quarta-feira, após Arrow. Até a próxima review!
OBS1: Gostei da trilha sonora do episódio. Arranjos diferentes dos que estou acostumado a ver. Remeteu-me a algo medieval, algumas vezes.
OBS2: To gostando muito das referências nos disfarces deles. Sonic Youth dessa vez. Continuem assim! 🙂
OBS3: O nome do episódio me lembrou dessa música do Duff McKagan’s Loaded. Não há relação com o episódio, aparentemente, mas fica a dica pra quem não conhecia:














