Entre tentativas e descobertas

Chegamos à metade da sexta temporada com The Big Guns, onde volta a ser utilizada a divisão nas três famílias e cada uma tendo seu problema. Tal volta representa não só voltar ao modo reconhecido, como também um jeito de se esquivar de possíveis tropeços na tentativa de inovar. The Big Guns é mais um episódio que representa tal temporada, sendo em grande parte mediano e com algumas cenas de destaque.

Aqui foi mais uma mostra de como o elenco juvenil precisa de grandes retoques, algo que provavelmente já deve estar encaminhado por razões obvias de que eles não seriam crianças para sempre haha. Colocar Luke de rolo com uma garota, Alex entrando numa vida universitária e Haley trabalhando junto da “transformação” em adulta são as opções evidentes no lado dos Dunphy e que tem grandes chances de se sair bem. Já Manny é o mais complicado de todos, porém após este episódio pensei em algo até meio bobo. E se tal descoberta de que ele não é tamanho gênio como imaginou ser acaba por transformá-lo em alguém querendo curtir a vida? Não sei, é difícil imaginar saídas, só que continuar deste jeito que está não tem condição.

Entretanto a salvação, e grande destaque até aqui, é a única peça ainda infantil do elenco: Lily. Ela vem sendo excepcional nas aparições e aqui não foi diferente. Ela sacaneando com Cameron no melhor estilo O Gordo e o Magro foi muito bom, ainda mais o show na hora de explicar a razão de não querer ser palhaço ao melhor estilo Mitchell. É interessante ver o crescimento dela em contrário ao que a série apresenta, mais um dos pontos de ainda existir esperança para MF haha.

A casa dos Pritchett trouxe mais um arco mediano, porém com grande atenção ao Joe. O menino deve começar a ser mais utilizado e seguir um planejamento bem parecido com o que foi feito com a Lily. Adorei a cena do Jay atrás de fraldas no mercado e os problemas de ser pai naquela idade. A infância brilhante de Manny era bem contestada, pois sabíamos de como Gloria mimava ele, aqui ganhamos uma certeza e quem sabe pode gerar novos contornos.

Já o foco principal do episódio se manteve na residência de Phil e seus problemas com os vizinhos. Duas participações especiais de Fred Willard como o pai de Phil e Steve Zahn como Donnie, o vizinho. Não são novidades, o primeiro é recorrente e o segundo já deus as caras nesta temporada. Achei boa a interação do Luke com a vizinha, dá pra render frutos como citei anteriormente. Phil é sinônimo de qualidade, seus depoimentos aqui foram geniais. Já as participações e o próprio plot não renderam como deveria. Foi tudo muito corrido e mal explicado, ainda espero mais de Donnie aí.

The Big Guns é aquele tipo de episódio onde você assiste e acaba pensando: É, foi legal e nada além. O que salvou foram algumas cenas remotas e atuações, já que em geral as propostas terminaram bem mal construídas. O intervalo entre este episódio e o próximo é grande, será o suficiente para os roteiristas bolarem novos caminhos e conseguir entregar um episódio de qualidade? É esperar para descobrir.

Artigo anteriorConstantine 1×10: Quid Pro Quo
Próximo artigoBig Brother Brasil 15: Primeira Semana