Terminei de assistir este episódio com uma insatisfação no peito. Honestamente, não gostei e poucas coisas valeram à pena.  Este é mais um daqueles episódios dispensáveis como o 9×15 – Escape.

Spoilers Abaixo:

Clark

O episódio começa com uma rotineira investigação de Lois Lane, a repórter mais sagaz da TV, mas Clark aparece para “estragar” tudo. É assim que o episódio se desenrola um dia antes da demissão dos dois repórteres.

Este episódio foi um pouco sem sentido para Clark e ainda estou confuso com tudo que aconteceu. Em suma, tivemos 40 minutos dedicados a ‘resolver’ o relacionamento puritano de Lois e Clark, que nem avançou tanto assim. Ou existiu cena mais idiota em toda a série do que aquela do elevador? PELA MOR DE DEUS, roteiristas! Já tivemos cenas bem mais quentes de amassos com Clark, porque não veríamos mais uma entre ele e a namorada?

Posso dizer que tudo se resumiu a tirar o Blur da vida de Lois, em parte para poupá-la dos riscos que isto acarreta, e em outra para engrenar de vez o romance com Clark. Também  porque Zod estava manipulando a coitada e Chloe descobre, iluminando as ideias do nosso bom moço.

Fico pensando se agora sem o Blur no caminho do coração de Lois, ela vai parar e olhar para Clark, percebendo que ele é realmente incrível. Afinal, aquele papinho ao fim do episódio resume o ideal de Clark, com seu fardo, sua responsabilidade. Os dois sabem o que é ter esse chamado, então foram feitos um para o outro, só Lois que precisa perceber isso.

Em paralelo a todo o clima amoroso tivemos Maxwell Lord, o Rei Negro, fazendo o papel de vilão mequetrefe que surge do nada e quer destruir os meta-humanos, como ele mesmo diz, por causa do perigo que eles representam. Ironia pura porque o mesmo rei é também um freak. E que ideia mais pobre, né? Uma máquina que reúne as memórias dos que já viram o Blur para tentar construir uma imagem dele. Enfim, coisas de Smallville. A parte interessante é que os roteiristas estão explorando a organização Xeque-Mate, já que mostraram A Rainha Branca e agora o tal Rei Negro.

Melhor ainda é que tivemos a aparição do jogador vermelho, na verdade, jogadora. A Rainha Vermelha, (bem em clima Alice no País das Maravilhas, mas com uma pegada mais erótica de pernas nuas) apareceu misteriosamente e não disse nada e nem mostrou o rosto. Acho que essa foi a cena mais interessante do episódio, para quebrar todo o clima chato que perdurou na atmosfera de Metropolis.

E depois de tudo, Clark saiu com um coração partido e a certeza de que tão cedo não poderá contar seu segredo a Lois. Mais uma vez por causa do clichê da proteção que, apesar de tudo, faz sentido.

Chloe

Nossa loirinha mega geek fez pequenas participações neste episódio, mas nem assim conseguiu fazer feio. Entre uma invasão ao escritório de Oliver para tirar dinheiro e clonar algumas informações do computador dele e uma discussão tensa com Tess, Chloe fez tudo com maestria. Ou quem mais poderia humilhar a fugitiva da Xeque-Mate com tanta sutileza senão a Srta. Sullivan?

A invasão serviu para bancar a nova segurança da Torre de Vigilância e um novíssimo satélite para monitorar a Fortaleza da Solidão, simples assim. Tudo com essa maestria facilitada que só Smallville tem, tratando os fãs como bestas que não possuem a mínima noção de coerência. Levaria certo tempo para um satélite ser instalado. Talvez um considerável tempo, né? Principalmente quando falamos de uma organização não-governamental. E mesmo que sejamos capazes de acreditar nos superdotes tecnológicos de Chloe, não dá para engolir essa. Fail!

E depois de se preocupar com a segurança de Clark e principalmente com a dela, Chloe tem um ataque de nervos quando descobre sobre o jantar de Clark e Lois para esclarecer segredos. Agora, mais do que antes, o segredo de Clark é o segredo da Torre e ele não pode sair contando por ai. Chloe está certa, como quase sempre.

Também é importante lembrar que Chloe e Oliver continuam tramando algo por debaixo dos panos, para nossa felicidade. E esses planos ainda darão pano para muita manga…

Lois

Nossa repórter estava animada com a política “NO MORE SECRETS” com Clark, mas nem imaginava que este novo momento marcaria o silêncio e ausência do Blur. Gostei das cenas melódicas e dos papos filosóficos de proteção, chamado e tudo o mais. Só assim que a trama morna e sem sal conseguiu me prender, com angústia, até os minutos finais.

Ainda estou me perguntando onde foi parar o telescópio que Lois pede a Chloe no começo do episódio e que, por fim, nem entrega a Clark. Mas, talvez não seja importante e o que valeu mesmo é toda a relação da repórter com o herói cinzento de Metrópolis , que teve um desfecho mais do que dramático com Lois não querendo saber a identidade do Blur.

Maxwell Lord levantou uma questão interessante. Lois, em seu subconsciente sabe que o Blur é Clark, só não acredita e aceita a possibilidade, pelo que entendi. Foi algo legal, mas que fica enterrado até que ela descubra de uma vez o segredo de seu amado.

Agora Lois e Clark estão desempregados, mesmo depois de uma aventura confusa para tentar manter o emprego no Daily Planet. Com certeza é algo temporário, logo eles estarão de volta, mas não entendi o objetivo dos roteiristas em fazer isso.  Vejo como algo desnecessário, principalmente os acontecimentos com Ray Sacks. Mas, fazer o que?

Não há quem duvide que aquela cena final foi triste, no terraço do Daily Planet. Até agora está na minha mente o rostinho triste de Clark e a frase final: “Am i enough?”

Tess

A vilã ruiva, e agora fugitiva do governo dos EUA, fez uma participação mínima para discutir com Chloe.  A conversinha sobre os kandorianos foi bem interessante. Enquanto Tess está encurralada, fugida e depende da confiança nos kandorianos, vendo-os como aliados, Chloe se preocupa com todo o potencial destrutivo dos mesmos, agora com poderes, e não se ilude com a utopia de que eles ficarão felizes com a vida terráquea, que é o que Clark acredita.

Mas ai Chloe se iguala a Tess quando depende dos heróis que a cerca para permanecer segura. As duas estão em situações parecidas. Curioso, não?

Mesmo Tess e nossa loirinha sendo meras humanas com boas cartas na manga, uma hora a coisa dá errado e elas precisam dos outros.  E espero que pelo menos com Chloe os roteiristas sejam gentis, já que a morte ronda o season finale…

Por fim, este foi um episódio ruim, repleto de momentos dispensáveis e só algumas cenas salvaram os 40 minutos. Só posso afirmar que Smallville está em um cai levanta, porque depois de episódios bons sempre aparecem os fiascos…

E é assim que o Season Finale se aproxima, juntamente com uma morte… Espero que seja compensador assistir aos próximos episódios, porque depois deste perdi completamente o pique.

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