Fantasmas do passado.
Depois de um Season Finale que deixou muito a desejar, CSI volta com tudo nesse Season Premiere. Com um caso que finalmente nos trouxe mais do passado de D.B. e Fin enquanto trabalhavam juntos em Seattle, o que eu posso dizer é que a série conseguiu apagar quase todas as memórias ruins do último episódio da décima quarta temporada.
Os primeiros segundos de The CSI Effect já vieram para mostrar ao espectador que o seriado ainda tem muito o que nos mostrar. A sequência de cenas de Finlay no carro e a ligação recebida por Russel ditam o rumo de todo o episódio. A partir do momento em que a voz da ligação anônima deixa claro que os acontecimentos que levaram àquela cena no estacionamento haviam começado três dias antes, o flashback era esperado. Porém, esperava que o episódio fosse diminuir o ritmo em seus primeiros momentos para depois chegar ao clímax.
No entanto, fui muito bem surpreendida por um episódio que não desacelera o ritmo em momento nenhum e, ao mesmo tempo, nos mostra cenas relevante do início ao fim. Ou seja, não vemos um roteiro que mostra agilidade e ação sem nenhum ponto de chegada. Muito pelo contrário, temos um roteiro bem escrito e bem executado por todos os envolvidos. O que nos trouxe um season premiere digno deste seriado, principalmente porque a expectativa não era tão grande, já que o episódio anterior não terminou em cliffhanger.
A jogada das cenas do crime já processadas foi ótima. O rosto de Nick quando DB diz que não foi ele quem processou a cena e sim o assassino que ele já havia lidado anteriormente resume a incredulidade de tudo que estava acontecendo. A expressão
“Fantasmas do Passado”, utilizada por Ecklie para repreender as ações tanto de Russel quanto de Fin ao longo do episódio, também evidenciou a dificuldade de unir um caso no passado destes personagens com o caso atual que acabava de surgir.
Porém, acredito que o trabalho em cima do roteiro para este caso foi muito bem feito e todos os elos se encaixaram muito bem. Claro que vimos algumas pontas que ficaram soltas, como o caso dos gêmeos, que acabou sendo jogado no meio do caminho sem muitas explicações. Mas, que tinha exatamente esse objetivo, nos deixar confusos e sem saber para onde apontar nossas suspeitas, assim como estava acontecendo com os CSI’s. Tanto Finn e DB que viam o caso que haviam construído anos atrás sendo derrubado com tanta facilidade, quanto para o resto da equipe, que a cada passo encontrava uma pista mais fora de contexto e sem aparente explicação.
Os restos humanos que foram utilizados como instrumentos de perícia na primeira cena do crime e os corpos recém desenterrados de vítimas que os CSI’s nunca haviam encontrado foram duas dessas pistas, que junto com a constelação de gêmeos no carro e na primeira cena do crime, só vieram para nos mostrar mais da maestria do assassino e da eficiência dos roteiristas. Provando que CSI poderia sim ter exibido um season finale e uma despedida muito melhores para um de seus personagens veteranos.
Outro elemento interessante foi o detetive Daniel Shaw, com quem Fin trabalhou em Seattle e que veio à Las Vegas em busca de sua parceira, Keri, que havia sumido durante sua busca pela a primeira vítima, Emily Bartson. Desaparecimento que, em conjunto com a morte de Emily, desencadearam os acontecimentos que vimos ao longo do episódio. Um detalhe que chamou muito minha atenção foi a impressão digital encontrada embaixo da mesa da lanchonete e que pertencia a Jared Briscoe. Fui apenas eu ou vocês também lembraram de Paul Millander? O primeiro serial killer da história de CSI! Me senti nostálgica quando lembrei da mão de borracha feita com as impressões digitais de Millander, que na época levaram Grisson a acreditar na inocência do assassino, que tinha uma explicação plausível para a aparição de suas impressões digitais na cena do crime.
Mas, vou parar com as divagações!
A conversa de DB com o Briscoe foi ótima, conseguimos ver no rosto do personagem tudo que está passando pela sua cabeça. Ao mesmo tempo em que questiona tudo o que havia acontecido no passado, Russel também tem a certeza da culpa de Jared. Isso tudo, além da raiva que o personagem ainda deve guardar de Briscoe, já que este perseguiu sua filha anos antes.
O último dos elementos que veio para desconcertar todo mundo foi a existência de um irmão gêmeo de Briscoe, Paul Winthrop. Logo que Fin descobre sobre Paul já podemos ver que ele tem o ar superior e perigoso de uma mente do crime. O que me levou a pensar na mesma teoria que Russel, o fato de que os dois deviam estar trabalhando juntos e Winthrop que era na verdade o cérebro por trás de tudo o que aconteceu.
Após recebermos tantas informações, o que fica são apenas dúvidas e teorias que esperam por uma resposta. Espero que CSI consiga nos mostrar uma finalização digna para esse caso, mas continuo acreditando no potencial deste roteiro e espero que esses Fantasmas do Passado ainda nos estreguem pelo menos mais um incrível episódio.
Não quis falar sobre o único defeito deste season première no início da review, mas não posso deixar de citá-lo. Mesmo com o incrível episódio que nos mostraram, a minha crítica à fraquíssima saída de Jim Brass continua. Na minha review do season finale da 14ª temporada disse que gostaria muito que falassem mais sobre o personagem neste episódio, mas isso não aconteceu. Tivemos apenas uma menção a ele, e bem fraca diga-se de passagem. E essa é a maior incógnita deixada por este episódio: como será a dinâmica de CSI sem o capitão?
Mesmo sabendo que não é um problema o fato desta pergunta ter ficado sem resposta logo de cara, essa é uma questão que deve ser abordada o quanto antes, já que a saída de Brass vai afetar toda a dinâmica do seriado.















