O melhor episódio deste início de temporada.

Finalmente Longmire nos traz um episódio empolgante neste começo de temporada, afinal, os dois anteriores deram uma boa pisada no freio quanto ao desenvolvimento de seus arcos, algo que é retomado aqui. Se você acompanha a série desde o começo, já deve estar acostumado ao ritmo lento (por vezes demasiado) com que a série aborda suas principais tramas (é só lembrarmos que o arco da votação para novo xerife levou uma temporada e meia), logo, eu não esperava que nenhum arco fosse já resolvido, ainda assim, é interessante ver como eles estão sendo abordados.

Com isso temos um teaser enigmático no início do episódio, com cenas alternando entre Walt tocando piano, espiando sua lista de suspeitos do assassinato de Martha, e Branch, matando um coelho e assando o bichinho, e uma atitude que mais parecia algum tipo de mandinga saravá, o que mais tarde seria explicado com destreza pelo ótimo roteiro. O Caso da semana também foi interessante, conseguindo nos mostrar personagens avulsos bastante interessantes, como o Wolverine, por exemplo.

Um dos arcos tratados no episódio foi o de Vic, que na temporada passada já tinha terminado em aberto. O bilhete com a mensagem “see you soon” deixava claro que a série pretendia investir em Gorski como um antagonista de peso na série, porém a verdade é que esse papel vem sendo apenas parcialmente cumprido. Falta acontecer algo bombástico ou radical o suficiente para que realmente vejamos o personagem como alguém a ser temido, entretanto, é inegável que uma boa construção já vem sendo feita, afinal, mesmo fora de cena, o personagem transmite uma certa apreensão. O que eu quero é ver logo um embate entre ele e a dupla Walt/Vic, como aconteceu ao final da temporada passada. Enquanto isso, temos que nos contentar com a sub-trama pouco interessante do casamento em crise da delegada do condado de Absaroka.

Uma trama que me empolgou principalmente pelo seu final foi a de Branch atrás de seu atirador. É claro que sabemos que o cara que ele sequestrou é apenas o vendedor de Peyote, e que ele está atrás do comprador, mas esta ação insubordinada deverá trazer consequências para o futuro, e com isso podemos ver que o policial está disposto a qualquer coisa para pegar seu algoz. Não tenho pressa que essa trama acabe logo, mas espero que os roteiristas consigam cadenciar bem o desenvolvimento dela, para não se tornar nem demasiada arrastada nem muito apressada. Será que realmente o Nighthorse está por trás desses resultados falsos de DNA? Será que o suicídio de David Ridgers foi realmente encenado, ou alguém a está usando para promover uma ilusão em massa de que a viagem no tempo existe? Ou será que o real motivo é encobrir o crime de alguém? São muitas perguntas possíveis, assim como muitos desdobramentos que este arco pode gerar. Melhor que este, somente o…

… Arco principal da série! É claro que estou falando do assassinato de Martha. Walt já está fazendo sua lista de suspeitos, que dentre muitos nomes, inclui o tal Malachi, que embora prometa ser um desafeto grande de Henry e Walt, apareceu do nada, e ainda não mostrou muito a que veio. Sem querer ser clichê, o que eu espero mesmo é que o responsável por tudo seja alguém que já conhecemos, menos o Jacob, pois ele é a opção mais óbvia. Até o pai (ou é o tio?) de Branch, o Robocop, é uma boa opção. E gente, que que foi aquilo da Ruby sangue-no-zoio? Pra cena ficar completa só faltou a personagem espumar pela boca! Não sei o que foi o melhor nessa cena: a atitude inesperada da secretária ou a cara de taxo do Walt depois do que ela disse.

Mas poxa vida, e o Henry? Apagadinho nesse episódio, coitado. Ao menos, ele conseguiu duas ótimas tiradas (as duas para cima do Branch), que é a característica que eu mais gosto no personagem. Eu jamais achei que o Branch tinha oferecido os cem mil para a fiança porque Jesus tocou no seu coração, mas também não imaginei que ele fosse cobrar o favor assim tão rápido. Gosto dessa atitude, pois o personagem sempre foi dúbio, e é bom vermos que certas características se mantém, o que mostra cuidado do roteiro para não descaracterizar seus personagens.

O episódio mostrou uma ótima abordagem em suas tramas, se considerarmos que ainda estamos na primeira metade da temporada. O que não pode agora é desacelerar o ritmo e investir mais no lado procedural, sendo que as tramas são suficientemente interessantes para carregar a série, se trabalhadas de forma correta. Só falta agora acertar o ritmo.

Em tempo 1: No episódio de hoje, aprendemos como fazer rapel improvisado usando: Um pedaço de corda, algemas e dois assistentes de xerife. Chupa MacGyver!

Em tempo 2: O próximo episódio, intitulado Wanted Man, promete, pela sinopse, desenvolver mais  caso do assassinato de Martha. Cruzando os dedos para as tramas serem cada vez mais abordadas.

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