E é assim que se faz.

E chegamos ao fim da primeira saga de The Goldbergs. Farei uma análise da temporada ao final da review, mas já adianto que achei esse season finale absolutamente sensacional e um fechamento com chave de ouro para um início que marcou. Primeiramente, adorei o começo ressaltando a característica preguiçosa do Murray que todos amamos. Como vocês sabem, o papai Murray foi um dos primeiros personagens que me conquistaram justamente por não ter vergonha de ser sem vergonha como é, então relembrar do porquê ele foi uma das razões do meu encanto inicial por The Goldbergs foi legal. Desta vez, o que o papai Goldberg teve preguiça de comentar com seus filhos é que ele foi um mito, uma lenda, uma estrela do basquete em seus tempos de high school. A sequência em que ele revive seus dias de glória foi bastante interessante por ter sido, basicamente, o único momento da temporada em que ele de fato se mostrou empolgado com alguma coisa. Bevy torcendo por ele foi uma fofura e o que veio em seguida, er, acho que deixou todos com um pouquinho de vergonha alheia, né?

Embora meu amor pelo Murray tenha se mostrado incondicional no decorrer da temporada, Barry tomou toda a atenção para si em um plot que reuniu as outras estrelas do elenco: Adam, Erica e Pops. Ver o controverso vovô dizendo que o netinho PRECISAVA daquela festa foi bem característico, ao passo que Adam surtando quando ouviu as doces palavras “TIREM TUDO” foi hilário e meio inapropriado ao mesmo tempo. Erica fez as vezes de Bevy e até tentou colocar ordem na situação, mas sabem como é festa de high school em séries, né? Impossível tudo não sair do controle da forma mais absurda possível e ter uma pizza no toca discos (sdds). Mas o grande destaque desse plot, sem dúvidas, foi nosso amado e insuportável big brother. Interessante como, desde o início, Troy Gentile atraiu para si a atenção dos telespectadores: inicialmente, nos dando um Barry bastante incômodo e aborrescente, e, posteriormente, adicionando ao abuso do seu personagem uma amabilidade incrível e uma identificação positiva com quem assiste à série. Creio que lá pela metade da temporada eu já havia comentado que Troy Gentile tinha encontrado o tom ideal para o personagem e esta season finale só veio confirmar isso, especialmente no clímax do episódio. A sequência em que Bevy e Murray aportam em casa, descobrem a bagaceira, fazem escândalo, Barry sobre para se preparar para seus últimos minutos de festa, é beijado por Lainey (!!!) e grita a plenos pulmões “OOOOOH LIVING ON A PRAYER” foi tão ÉPICA que eu nem vi o tempo passar, e olha que sou a pessoa mais distraída do universo. Impossível não se juntar a Barry e cantar também um dos hinos da juventude dos anos 80, o que me faz pensar: qual seria o equivalente de “Livin’ on a Prayer” nos dias de hoje, em que só escutamos pop, pop e mais pop nas rádios?

O destaque em Barry foi tão grande que colocaram uma cena específica para nos relembrar de tudo que o surtado fez nessa primeira temporada: o karatê, o time de luta e aquele clipe de rap magnífico que eu PRECISO rever. Bevy também teve um momento especial com a simples realização da Festa do Sweater, que não é uma feeeeeesta de verdade mas simbolizou uma das características marcantes da nossa sMother favorita: sua infinita coleção de suéteres dos mais variados tipos e cores.

The Goldbergs teve vários destaques nesta primeira temporada. Como já comentei, Troy Gentile roubou a cena desde o início, começando a série com seu dilema com o carro e terminando com seus dilemas da vida social; já Erica, como podemos recordar com facilidade, começou bem apagadinha e até agora eu considero que é a personagem mais, ahn, “neutra” da história, não possui uma personalidade marcante. Mas comparado ao fato de que ela só tinha umas 3 falas por episódio no início da temporada, até que houve bastante crescimento para a guria (e eu virei fã da Hayley Orrantia porque ela é linda e arrasa nos vocais! Sabiam que ela já participou do X-Factor? Confiram aqui!

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Já com Murray aconteceu o inverso: ele começou a temporada tendo destaque e ganhando meu coração com sua rabugice e terminou meio apagado, meio não rabugento, meio na dele, o que me incomoda, portanto, torço para que ele volte a ser surtado na segunda temporada. Pops começou como o vovô pervertido e brincalhão e terminou assim, mas essa estabilidade é compreensível, até porque ele é o mais figurante de todos os personagens, nem por isso deixando de ter seus bons momentos, como ele de quimono caído no chão e as comidinhas de graça na lanchonete, claro. George Segal fez um lindo trabalho!

A fofura conhecida como little Adam F. Goldberg também ganhou os nossos corações, em parte devido ao desempenho excelente do ator que dá a vida ao personagem, Sean Giambrone, em parte devido aos ótimos plots que dedicaram ao guri, afinal, ele não deixa de ser o narrador e protagonista da história atemporal que é The Goldbergs, não é mesmo? E o que dizer de Beverly Goldberg, meus caros leitores? Sim, deixei o melhor para o final. Eu acho que todo o desempenho de Wendi McLendon-Covey poderia ser resumido no fato de que ela está concorrendo ao Critic’s Choice Award de Melhor Atriz de Comédia (única indicação da série!), mas complementarei ressaltando como Wendi é absolutamente perfeita em dar o tom ideal para uma mãe neurótica-superprotetora-surtada dos anos 80: o carinho exagerado, a perseguição aos filhos, o fato de ser drama queen, a teimosia, a loucura. Encontramos tudo isso em Beverly Goldberg sem soar caricato ou falso, como li em alguns comentários no início da temporada. Lógico que conta o fato de, agora, estarmos acostumados à personalidade dela, mas a realidade é que eu não consigo pensar em absolutamente nenhuma outra atriz para interpretar esse ícone fashion dos anos 80. Wendi McLendon merece todos os prêmios de todos os universos por nos fazer amar cada vez mais uma personagem completamente louca. E tem melhor?

O fato incontestável é que The Goldbergs passou por uma escalada de qualidade nesses 23 episódios. Afinal, quem começa meio flopado pela própria ABC e termina com um episódio em parceria com a empresa do George Lucas deve ter feito alguma coisa certa, né? Eu acho interessante também o impacto cultural da série nos Estados Unidos. Pelo que li em blogs, sites e, principalmente, comentários em todos os cantos, The Goldbergs se tornou um pequeno fenômeno por lá, fazendo surgir um clima de nostalgia em relação aos anos 80 que há muito não se via na televisão. E, de fato, a caracterização de época foi e continua sendo um dos trunfos da série. Até eu, que na primeira review tive a audácia de dizer que não era muito fã da década de 80, me sinto nela ou quero estar nela ou ter vivido nela por causa da família Goldberg. Agora eu aprecio a música dos eighties, até tentei incorporar algumas influências da moda da época ao meu vestuário – sem sucesso, porque as roupas dos anos 80 continuam sendo uma aberração visual pra mim – e, quando meu pai vê algo relativo a esse período, faz questão de comentar comigo. Eu, que vivia imersa em preconceitos, agora virei referência dos anos 80! Afinal de contas, o que importa se as roupas eram bizarras ou se os pais eram surtados ou se não existia Facebook, Twitter e snapchat? Qual é a diferença se The Goldbergs não segue uma linha cronológica linear e seus personagens são politicamente incorretos? Nenhuma!  O que importa é que ela se passa em 1980-alguma coisa. E isso é AWESOME!

Queridos, gostaria de agradecê-los pela companhia nesta primeira temporada e pelo carinho que vocês deram a esta reviewer que iniciou seus trabalhos exatamente com The Goldbergs, em setembro do ano passado. Foi muito massa poder comentar sobre a série com vocês e faço questão de vê-los aqui na segunda temporada que estreia na Fall Season deste ano, ok? Conseguimos a renovação e agora precisamos aproveitá-la ao máximo, portanto, até setembro, seus lindos! 😉

Em tempo de fan page: Última propaganda da temporada! Se você ainda não curtiu a fan page The Goldbergs Brasil, tá esperando o que? Clique aqui 😉

Em tempo de su-ces-so: Pra vocês terem ideia do novo status que The Goldbergs tem na grade da ABC, os executivos transferiram a série da terça-feira para a quarta-feira, exatamente entre The Middle (MEU AMOR <3) e Modern Family (minha querida <3). Ou seja: ela pegará o lead-in de uma comédia familiar que já tem seu público estabelecido e o lead-out da comédia familiar mais famosa da emissora. Agora SIM The Goldbergs tá no lugar certo! Eu sempre defendi que ela deveria ficar junto com as outras comédias familiares da ABC, isso é tão óbvio! E se isso não é investimento, eu não sei o que é!

Em tempo de orgulhinho: Caramba, muito massa ver uma série que você pegou “recém nascida” crescer tanto diante dos seus olhos. Sinto um orgulho imenso por fazer parte disso! Eu acreditei em The Goldbergs desde o início! 😉

Em tempo de eighties 1: “Por que você faria isso??? Você sabe que não tenho interesse em coisas.” Murray Goldberg em uma frase.

Em tempo de eighties 2: “EU NEM GOSTO DOS MEUS PRÓPRIOS FILHOS, QUANTO MAIS UMA CASA CHEIA DOS FILHOS DOS OUTROS??????” Por isso que eu amo essa pessoa!!! <3

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