O que podemos levar disso tudo?
Pode até parecer fácil, mas às vezes é complicado organizar todos os assuntos que um reviewer gostaria de abordar num único texto. Quando ele é sobre o fim de uma temporada então, a tarefa é ainda mais complicada.
Vamos então começar pelo penúltimo episódio, que continuou a safra de dedicatórias a alguns dos personagens secundários do elenco. Nada melhor então que a última “homenagem” fosse dedicada à mais querida de todas, Peggy.
Após um tempo sem um plot de destaque, o casal protagonista vai a casa dela após um chamado, e lá se deparam com uma Peggy totalmente descabeçada. Não consigo me lembrar se esta característica da personagem já havia sido abordada na série, mas acabou servindo para mudar um pouco a sua dinâmica.
A cena da banheira no lugar da mesa de jantar marcou a mudança da personagem para a casa dos protagonistas. E creio que o esquecimento de Peggy, um possível Alzheimer ou não, serviu como muleta para que ela fique um tempo mais longo na residência dos Flynn.
Quanto ao finale, nada de muito surpreendente aconteceu dessa vez. A única surpresa pra mim foi a continuidade na relação de Carl e Victoria. Achei que essa história seria assunto de um único capítulo, mas eis que fomos surpreendidos com o policial vestindo um roupão pra lá de sensual de Joyce.
Se pararmos para pensar que a casa comporta amigavelmente cinco membros, com a chegada de novos dois, não seria então a hora de outros dois saírem?
A aceitação de Molly na escola de escritores caiu como uma novidade positiva em meio há tanto vai e vem. Não sei se acompanharemos um ou dois episódios sobre Mike se virando sozinho, mas Molly provavelmente voltará à série rapidamente.
O que devemos então nos preocupar é em como ela voltará. Espero realmente que ela volte espirituosa, dona de si, e que a sua carreira de escritora vingue, e o sonho de Mike acabe se realizando, com eles tendo enfim o dinheiro necessário para um lar próprio.
Enquanto Molly segue viagem, cabe a nós nos juntarmos a Mike na varanda de sua casa, esperando por novos ares e ideias.
“Mike & Molly” ousou como nunca antes ao se reposicionar como uma nova série no começo dessa quarta temporada. É louvável sim uma série se modificar e entregar um novo produto. Já comentei sobre isso num dos meus últimos textos.
O choque inicial foi grande, mas passou. Tudo bem que a série voltou a trabalhar com velhos argumentos, mas o foco nunca saiu de Molly. Essa season finale deixou isso ainda mais claro. Tivemos episódios dedicados aos secundários, mas Molly continua sendo a grande estrela.
E é preciso dar créditos à Melissa por isso, que atua com uma desenvoltura ímpar cada plot dado a ela. Tivemos também algumas participações especiais ao longo desse ano, entre elas Susan Sarandon e Kathy Bates. Muito bem trabalhadas e mais do que benvindas no quinto ano.
Por mais que eu gostasse das cenas na escola, essa temporada foi para mim a melhor. A série soube se reinventar e sair da sua zona de conforto. Lembro-me quando os questionamentos ficavam entre Mike e Molly se casarem e terem um filho.
Hoje, a vinda do bebê ainda é esperada, mas não é o único assunto a ser discutido. Molly vai se tornar uma grande escritora? E a carreira de Mike na polícia? Victoria e Carl continuarão juntos? Peggy voltará a morar sozinha?
Se no fim das contas a mudança acabou satisfatória, que se mude então mais uma vez, e que lá em setembro (ou janeiro caso a série volte mais tarde) Molly chegue trazendo novidades gigantescas.
“Mike & Molly” conquistou seu pedacinho na grade da CBS, assim como na lista de séries de milhões de fãs espalhados pelo mundo. Até a quinta temporada!













![Mike & Molly 6×13: I See Love [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2016/05/Mike-and-Molly-218x150.jpeg)

