… e homens farei segundo minha própria imagem:

homens que logo serão meus iguais

que irão padecer e chorar, gozar e sofrer

e, mesmo que sejam parias,

não se renderão a ti como eu fiz”

– Goethe

Devo confessar que precisei de algum tempo para digerir e compreender esta Season Finale de POI. Principalmente pelo conflito emocional que me afligiu após assistir ao episódio, pois parte de mim considerou a conclusão desta temporada sensacional. Mas também houve o sentimento de decepção com elementos da história que poderiam seguir por outro destino.

É lógico que para analisar a Season Finale de uma série é preciso ir um pouco mais além e se contextualizar com o caminho traçado em vinte e dois episódios, para então, alcançarmos uma compreensão mais ampla deste encerramento, em uma temporada PERFEITA de POI. Sim, não vou me abster de dizer que mais uma vez a série se superou e nos entregou um terceiro ano fantástico em todos os sentidos, mostrando o que significa evolução com qualidade e maestria no universo das séries.

Desde os episódios Zero Day e God Mode ficou claro para o público que o rumo de POI seria desenvolver uma temporada focada em seu principal protagonista, The Machine. Afinal, Root iria tornar-se sua interface análoga e a máquina, finalmente, encontrara-se livre para a tomada de suas próprias decisões. Porém, paralelamente, havia “pontas soltas” que solicitavam continuidade e conclusão, antes que esta interface enfrentasse mais um grande desafio para manter-se “viva”. Estou me referindo à Carter e o seu maior conflito pessoal em ter salvado Elias enquanto o amigo, Beecher fora assassinado.

E a construção deste cenário foi espetacular, enquanto a ex detetive tomava o centro das atenções em sua guerra contra H.R., a série preparava o terreno de uma trama complexa e instigante, que se tornaria o foco da secunda metade a temporada.

Não é preciso dizer o quanto Carter teve a oportunidade de brilhar durante este ano, correto? Se existe alguma dúvida sobre isto, basta rever The Crossing e The Devil’s Share, não apenas para observar o impacto que a morte de um personagem tão significante é capaz de provocar. Mas também, para e entender o quanto a sua morte era essencial para compor este plano maior no qual a Machine se tornaria “responsável, vítima, aliada e inimiga”…

A sacada de POI era apresentar o fator humano acima de qualquer máquina ou tecnologia criada pelo homem. Aonde observamos o momento de decadência e luto, conflitos de personalidade, e a superação de um desafio por uma pessoa, esta era Joss Carter. Em sua curta trajetória pela série, a detetive representou o que há de melhor na personalidade humana, capaz de enfrentar as mais diversas provações e não se permitir corromper ou desistir de lutar por aquilo que acreditava. Não existe lógica ou qualquer equação que justifique a persistência e a devoção de Carter. E sim, por esta razão, ela se tornaria vítima da própria virtude, morreria nos braços de John enquanto a Machine se provaria incompetente em prever o instinto de vingança de Simmons em tempo de salvar uma vida.

 Eu sou Carter. Você não nos disse o seu nome”

– Carter

Parece que a única hora que se precisa de um nome é quando se está com problemas. Então… Eu estou com problemas?”

– John

A partir da morte de Carter, POI embasa-se na perspectiva da tecnologia e o sonho do homem em se equiparar a Deus para evoluir sua mitologia. Indiscutivelmente, Root torna-se a maior personificação deste cenário, para representar o “sentimento” da Machine. Enquanto outros se espelham na eficiência da tecnologia e objetivam maiores realizações.

Já havíamos presenciado a virtude do homem, agora era necessário conhecer a sua desonra, e como nada que é bom se mostra em números pequenos, três organizações desempenharam este papel:

Décima Tecnolgia. Greer e a soberba de acreditar na criação de um controle absoluto, acima de qualquer característica compassiva.

Control: Representando a imagem do governo norte americano, a sua imagem autoritária representa o desejo de assumir o controle sobre o poder. Ainda que a Machine lhe forneça informações suficientes para conter ameaças relevantes ao país, a perspectiva de Control está em não aceitar este cenário como suficiente. Para manter-se seguro é preciso controlar a maior representação de poder que existe.

Vigilância: reconhecidos como a insurgência, com princípios e sem limites. A organização fez sua apresentação ainda nesta temporada, e surgia como um belo elemento surpresa diante ao sonho de criação de Greer, e o programa Northern Lights que se excedia em suas ações.

Muito se esperou e se especulou sobre a criação da Vigilância. A ideia de que ela poderia ser uma concepção da própria Machine foi algo que me instigou muito, pois o conceito de conter o próprio desenvolvimento e atingir um patamar onde a humanidade poderia se tornar o foco do problema, era refreado com uma interface capaz de se autoconter, designando Peter Collier a liderar uma organização que se voltava contra ela. Mas então…

É lógico que apenas por este comentário não deve ser muito difícil perceber onde o contexto de Deus Ex Machina me desapontou, e já que ele era o elemento chave para o desfecho desta história, vamos falar de Peter Collier e o seu destino lamentável como objeto de manipulação da Décima… Calma, eu sei que preciso me explicar.

A Vigilância se apresetou em Nothing to Hide. A proposta de Peter Collier é expor os atos de corrupção, violação dos direitos humanos e crimes contra a nação. A ideia era genial, tínhamos à nossa frente a representação fictícia da insurgência alimentada sobre o principio do Wikileaks. Era criativo e atual ao panorama político mundial desde os acontecimentos de 11 de setembro. Mais do que isso, Collier presava pelo direito à liberdade da sociedade, ele tinha todos os atributos para que sua causa fosse compreendida pelo público, assim como o próprio Harold diz entender.

E então estamos diante de uma Season Finale perfeita, a representação literal do maior desejo de uma organização com estes princípios, colocar diante dos tribunais a representação máxima da segurança e lhe expor as suas falhas, os seus crimes e a sua traição quanto à defesa da sociedade. Qualquer desfecho arquitetado pelo julgamento de Collier tendia a ser perfeito, no entanto que a Vigilância se mostrasse independente e fonte de uma mente detentora deste ideal. Logo, a única decepção, seria ver Peter como uma marionete da Décima. Acredito que até mesmo o ator Leslie Odom não esperava por esta, afinal sua reação foi a mesma que a minha quando descobriu a verdade.

Entendam que minha insatisfação vem da desconstrução de um ideal, e não exatamente do plano da Décima. Neste sentido, a trama de Greer foi genial. Mas a verdade é que POI recuou se encurralou com medo de expor qualquer afirmação que pudesse ser interpretada como uma manifestação “contra” o governo. Transformando um personagem tão relevante em um simples objeto, exatamente, para propor a perspectiva de que a mesma iniciativa que temos no mundo real seja tão fraca quanto Peter. E nós sabemos que isto é uma tremenda mentira.

Esta é mesma percepção que tenho com os depoimentos de Control. Além de “depor” após o assassinato de Rivera, ela se transforma na grande “santa” que morrerá sem revelar o segredo de Harold, e antes de cumprir a sentença por seus crimes, (que em um retrospecto não seria em nada injusto), Control surge com o jargão mais velho de todos: “Porque eu estava lá no 11 de setembro…!”. Não quero dar uma de insensível, mas está na hora de mudar o roteiro, é sério! Não dá para justificar todos os atos de crimes cometidos pelo governo norte americano em uma única frase.

Deus Ex Machina é um episódio sensacional, até porque o próprio Peter Collier se transformou em um contexto secundário perante a genialidade de Greer e as ações desesperadas da Machine para salvar as pessoas que podem mudar o destino desta guerra. Mas é que, realmente, eu tenho alergia a roteiros onde o governo norte americano se coloca como uma vítima inocente tentando se defender dos demônios do mundo.

Superado este momento, só posso encontrar elogios a esta Season Finale. Desde o momento em que Harold impõe-se contra as acusações de Collier e o iminente assassinato de Control. A verdade é que tudo se transformou em uma luta contra o tempo, em que torcíamos para que Finch fosse resgatado por John e Hersh, e Shaw obtivesse sucesso em ajudar Root.

Mais uma vez surge o fator humano como elemento relevante a todas as sequências dos acontecimentos. Tanto Harold que decide entregar-se ao sacrifício em face da culpa que o mesmo carrega desde o dia em que concluiu a criação da Machine. Quanto o restante do time que reconhece sua minoria, sabe que vai acabar morrendo, mas continua procurando soluções.

E você nunca pensou no mal que poderia causar, nas vidas que poderia destruir?”

– Collier

Isto me ocorreu no primeiro dia, Sr. Collier e em todos os dias, desde então”

– Finch

O equilíbrio entre as boas intenções que praticam o mal e a prática do bem com más intenções é responsável pela grande dinâmica do episódio. A Décima e seus atos de benevolência, associa-se a Peter Collier e cria a Vigilância, mas o grande objetivo era manipular a organização para conquistar o apoio do governo e trazer vida ao Samaritano. E a aliança de Hersh com John para conseguir chegar ao tribunal e o sacrifício do agente, tentando até o último instante impedir um atentado terrorista.

Inúmeros foram as tentativas de impedir o sucesso da Vigilância e seu julgamento romano, que o restante tornou-se obsoleto, quando não deveria… É então que a Machine, mais uma vez, se provou mais inteligente do que todos.

Shaw, isto nunca se tratou de desliga-lo”

– Root

Quanto Root comenta sobre as mais de 100 instalações que comportam o Samaritano, foi quando finalmente eu me dei conta de como meu pensamento estava restrito. É lógico que o Samaritano seria bem maior do que Machine, pois os planos de Greer estão em provocar a queda dos governos de todo o mundo. Enquanto a Machine fora criada para promover a segurança dos Estados Unidos no combate ao terrorismo. É então que percebemos a magnitude da I.A. criada por Harold, que sempre teve conhecimento deste objetivo, mas ao invés de enviar Root para eliminar John Heard, ela envia John e Finch.

A Machine reconhece o livre arbítrio, acima de qualquer decisão para manter segurança e salvar vidas.

Isso nunca foi sobre vencer. Era apenas para sobreviver”

– Root

Desde aquela decisão em não matar o congressista, todos os planos da Machine foram objetivados em salvar àqueles que podem ser capazes de, algum dia, recuperar o mundo do controle do Samaritano.

As suposições sobre a utilização dos sete servidores foram muitas, mas nenhuma chegou perto de descobrir a verdade. A máquina de Harold cria uma estratégia para proteger o seu exército de uma dizimação. A batalha já havia sido reconhecida como perdida, há muito tempo.

Então, temos a dica da próxima temporada. Root não morreu e será de grande relevância para os planos da Machine, assim como seus novos recrutas Daniel, Jason e Daizo. Além do nosso trio Finch, John e Shaw, eu acredito que Lionel será uma grande contribuição e de que sua identidade não foi protegida porque não houve necessidade.

A grande luta da equipe será em atuar mantendo uma única identidade e sabendo que não poderão se unir (fisicamente). Além disso, temos o maior desafio da Machine, combater as ações relevantes do Samaritano enquanto arquiteta uma forma de tomar o controle do computador.

Neste quesito, a vantagem da Machine está em possuir a interface cognitiva, que permite o desenvolvimento de sua inteligência ao deter novas informações. O potencial do Samaritano está na sua capacidade física, além de possuir componentes com capacidade tecnológica superior ao da Machine, o computador possui informações do mundo todo por captar dados de todo o planeta.

O que posso supor é que a Machine irá valer-se da vantagem em não ser conhecida pelo Samaritano para aprender todos os objetivos da interface. Aproveitando-se, ainda, da situação para obter informações que só aquele computador poderia captar e armazenar, enquanto Harold passa a se tornar a peça fundamental para elaborar um hardware capaz de ser instalado no Samaritano fazendo o sistema reconhecer a relevância da vida acima de qualquer plano maior.

*O verso foi extraído do poema Prometheus (1774), composto pelo alemão Goethe. Refere-se a descrição de um homem que se nega a venerar os deuses, e como manifesto, cria homens segundo a sua própria imagem. (Uma homenagem a Prometeu). 

RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS LANÇADAS

No fim da temporada passada e também ao término da primeira, o Rodrigo fez uma lista de perguntas que precisavam ser respondidas pela série. Muitas delas foram respondidas ainda na segunda temporada, porém algumas respostas só foram reveladas durante esta terceira. Vamos a elas:

1. Quem é (era) o pai do filho de Carter? O que aconteceu com ele?

Esta resposta nos foi dada no episódio 8 desta temporada, Endgame. Ele se chama Paul e abandonou Carter e o filho depois de voltar da guerra, por apresentar problemas em superar o período que serviu. No presente eles estavam separados, mas ele já tinha voltado para a vida do filho.

2. Como funciona a Machine? Quais são os limites de sua Inteligência Artificial?

Acredito que esta pergunta está sendo respondida aos poucos, mas a Machine é o que conhecemos conceitualmente como uma Inteligência Artificial Forte, tendo a capacidade de raciocinar, aprender, reconhecer padrões e resolver problemas. Além disso, sabemos que a Machine reconhece o conceito da consciência humana, ainda que não a tenha. A Machine reconhece o livre arbítrio e entende que certas decisões precisam ser tomadas pelo ser humano. Por esta razão, ela buscou ampliar o seu potencial personificando-se pela representação de Root.

Acredito que o único limite da Machine seja físico, quero dizer, é preciso revelar em algum momento como a máquina trabalha para armazenar informações, pois nestes dois últimos episódios ficou claro que ele não depende da internet, exclusivamente. E levando-se em conta que não sabemos como é feita sua manutenção, como ampliar a sua capacidade física quando necessário?

3. Qual a verdadeira identidade de Finch

Desde criança o nome dele sempre foi Harold, descobrimos isto no episódio Lethe desta temporada. Apenas o sobrenome foi alterado. A razão, também não é tão clara. Sabemos que quando a doença do pai ficou mais grave ele tentava desenvolver um programa para ajuda-lo a se lembrar. Na soma dos fatos, temos que ele hackeou a ARPANET e liberou informações governamentais a outros usuários, logo em seguida, agentes vem ao seu encontro no asilo do pai.

Minha especulação pessoal é que Finch nunca foi incriminado pelos atos, se POI abraçar a história, poderíamos supor que Harold tenha sido o responsável pela criação de novos protocolos de segurança, fato que ocorreu pouco antes do nascimento da internet e a fragmentação do setor militar para uma rede mais segura e privada, independente de usuários padrões.

4. Qual a real identidade da Décima Tecnologia?

Bem, a empresa tem este nome mesmo, pertence ao setor privado e seu presidente/criador é o Greer.

5. Qual é a identidade de Control?

Na verdade esta resposta foi dada pela metade, nos descobrimos a imagem de Control e sabemos que ela atua no governo como “braço direito” do Senador, mas não sabemos seu cargo político e nem o seu nome.

6. O que será que Elias está tramando de dentro da prisão?

Elias não está mais preso, mas também não sabemos quais são os seus planos, ainda.

7. Nathan está mesmo morto? Como ele morreu?

Esta questão ainda está em aberto. 

REFERÊNCIAS LITERÁRIAS

Diante de um roteiro tão rico em referências literárias, não resisti e decidi apresentar a vocês a origem de alguns conceitos da série e do episódio.

1. Frankenstein (Mary Shelley)

A frase que Harold diz para nomear a Machine.

“… que seria conhecido por vários nomes ao passar dos anos, embora eu sempre a chamei de Machine.”

Referência ao livro: Frankenstein

Ainda que muitos considerem este o nome do monstro no romance de Mary Shelley. Victor Frankenstein é o criador. A criatura nunca foi nomeada, alternando suas referências em: monstro, criatura, demônio, desgraçado.

2. O Mito de Prometeu e Pandora

No fim do episódio Root comunica a Harold uma mensagem que a Machine lhe enviou:

“Você uma vez, disse ao John que o significado da caixa de Pandora é que uma vez aberta, não é possível fechá-la novamente. Ela me pediu para lembra-lo de como a história termina. Quando tudo acabou e o pior aconteceu, ainda restava uma coisa dentro da caixa: esperança“.

Na mitologia grega, Pandora representa a primeira mulher. Zeus ordena sua criação como punição aos homens após estes terem recebido o “fogo dos deuses” (que concedia a vida aos homens), roubado por Prometeu. Então Hefesto lhe dá forma a partir do barro e, as deusas do Olimpo (Hera, Atena, Deméter, Artêmis, Afrodite) lhe concede a vida.

Pandora torna-se mulher de Epimeteu, este detinha em sua posse a caixa da criação, concedida pelo Olimpo, pois o Titã fora encarregado de criar os homens e os animais. Epimeteu adverte Pandora para que esta não abrisse a caixa, pois ele já a utilizara para criar os animais e tudo que ali havia, não era nada de bom. Porém, Pandora possuía a curiosidade insaciável e abre a caixa, libertando todos os males, doenças e pestes que afligem a humanidade. Percebendo o erro cometido, ela se apressa em fechar a caixa, conseguindo deter um único mal, ainda ali dentro, o pior de todos: o mal que retira a esperança dos homens.

Tanto a primeira como esta segunda referência, associa-se diretamente ao conceito abordado na obra de Mary Shelley, sobre a ruína do homem por querer se apropriar do segredo da criação. As consequências e punições, vividas tanto por Prometeu quanto por Frankenstein são reflexos da sua ganância em equiparar a imagem do homem a uma criação mundana.

A criação do monstro para Victor acarreta-lhe inúmeras tragédias, até ver a mulher que ama ser assassinada por sua criação. Buscando vingança, Frankenstein persegue a criatura em direção aos mares do norte, onde acaba morrendo. Após presenciar a morte de Victor, o monstro promete se suicidar, pois seus crimes terminaram com a morte de seu criador. Assim, ele devolveria a paz à humanidade.

Depois deste episódio, fica clara a referência à obra, posicionando Harold como um “moderno Frankenstein”, fascinado pelo fruto desenvolvido, mas atormentado por não conseguir conter sua evolução. Ainda que vidas tenham sido salvas, quantas vidas também não foram provocadas pela criação da Machine?

E com a separação dos amigos ao fim do episódio, será que não seja este o destino de Harold para conter os males provenientes de sua primeira criação?

3. A Última Pergunta (Isaac Asimov)

Muito se discutiu sobre o nome do episódio e qual o seu verdadeiro significado, Deus Ex Machine, que além de significar uma reviravolta sobrenatural a um roteiro, tem a tradução literal de “Deus surgido da máquina” ou “Deus de dentro da máquina”. A cena que marca o fim da terceira temporada, quando Greer se comunica com Samaritano, é a resposta para o nome do episódio.

[Samaritano] – QUAIS SÃO OS SEUS COMANDOS?

[Greer] – Eu lhe garanto que é o contrário. A pergunta é: caro Samaritano, quais são os seus comandos para nós?

Existe um pequeno conto de Isaac Asimov que se chama A Última Pergunta. É uma obra sensacional que relata a história da maior Inteligência Artificial do universo em busca, durante milhares de anos, da resposta para uma única pergunta:

“Como reverter a entropia?”

Não vou contar o final, porque gostaria muito que vocês dedicassem um tempinho para ler este conto. São apenas 15 páginas, e vai valer a pena para perceber um conceito muito interessante abordado nesta Season Finale.

Para ler o conto, basta clicar aqui. 

AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer a todos os leitores de POI, que compreenderam esta “troca” para a composição destas últimas resenhas. Vocês foram mais do que agradáveis, muito participativos e perspicazes nos comentários durante a semana, oferecendo a oportunidade de criarmos inúmeros cenários para esta Season Finale.

Também gostaria de agradecer aos grupos: Legendas em Série e UNITED. Ambos foram responsáveis pela agilidade nas postagens das legendas de POI durante a temporada, e realizaram esta tarefa com muita proeza. Então, meus sinceros agradecimentos, e parabéns pelo trabalho.

E agradeço ao Rodrigo em especial, que me deu esta oportunidade de “deixar uma marca” em POI, foi uma grande honra. E na próxima temporada estarei ai com os leitores comentando e participando desta enigmática “guerra” que Harold e sua turma irão enfrentar. Até lá. 

MÚSICA

O final do episódio, onde Root justifica as suas ações e o que será do futuro de cada um daquela equipe, é absurdamente emocionante. Então, como um presente de despedida para vocês, postei este final com a tradução da música que harmoniza a sequência de cenas e eventos narrados por Root.

O nome da melodia é Exist Music (For a Film) da banda inglesa Radiohead.

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