Tensão e perigo crescentes na reta final de The Americans.
Nesta semana, a série d´Os Americanos apresentou acontecimentos intrincados e contundentes, numa escalada que prepara o palco para uma season finale que tem tudo para superar todas as expectativas do telespectador.
Operation Chronicle tratou de colocar todas as peças (leia-se personagens) em seus devidos lugares no grande tabuleiro, para encerrar, na próxima semana e com todos os méritos, essa excelente segunda temporada de The Americans.
Elizabeth e Philip finalmente notaram algo de errado, com o desaparecimento de Kate e a queda da central telefônica que os atendia em território americano. Ainda assim, eles continuam sempre um passo atrás de Andrew Larrick, que caminha rapidamente para descobrir suas “verdadeiras” identidades americanas e, consequentemente, sua residência e família.
Foi bacana observar Larrick praticando a velha espionagem “de raiz”, com aqueles gadgets old school, baseados na transmissão de sinal de rádio. De fato, eram realmente outros tempos, há aproximadamente trinta anos atrás.
Apreciei também a divisão do casal em duas frentes distintas para tentar resolver a situação problema com Andrew. Philip foi até Martha buscar informações e foi surpreendido com inesperados documentos secretos. Surpresa também (minha inclusive) foi Martha admitir que sabia de peruca do marido. Será esse um indício de que futuramente ela descobrirá sobre as múltiplas vidas de Clark ?!
Quando Martha disse a Philip que em vez de dois, eles fossem três ou quatro, confesso que pensei que ela estivesse sugerindo um threesome ou até mesmo um swing, tudo devido ao fatídico e extremamente sexual sexto episódio. Mas acontece que ela estava sugerindo aumentar a família dela com Clark, com filhos. Foi uma adição de conflito interessante, uma vez que Clark já se mostrou totalmente avesso à ideia. Imagine a bagunça de pontas soltas que seria caso ele tivesse outras famílias e filhos ?! Ainda assim, nada impede que Martha dê “um jeitinho” de engravidar do marido, o que seria um conflito muito interessante de se acompanhar na série.
Elizabeth voltou a encarnar a assistente social buscando ajudar e proteger Jared de Andrew. Foi interessante a constatação a que ela novamente chegou ao descobrir que Jared sabia sobre a verdadeira “profissão” dos pais assassinados: de que ela e Philip precisam preparar Paige e Henry caso alguma fatalidade lhes aconteça. Acho promissora essa linha de pensamento, e já vi um caso da semana parecido em Elementary, onde uma personagem descobre que os pais mortos eram espiões em solo americano.
Paige também caminha para um possível futuro cenário em que descobre sobre a vida dupla de seus pais, embora atualmente apenas pense que ambos estejam tendo casos extraconjugais. Pegar a extensão do telefone para ouvir a secreta ligação dos pais parece ser um indício disso. Seria interessante caso isso venha acontecer. Será que a personagem iria surtar e mostrar-se patriota ou conseguiria ser “convertida” pela ideologia defendida pelos pais?!
Philip e Elizabeth voltaram a se juntar quando surgiu mais uma daquelas missões paralelas urgentes: conseguir uma amostra da tinta utilizada na pintura da tecnologia Stealth. Liz foi brilhante ao se apresentar, juntamente com Philip, ao antigo colaborador de Emmett como diferencial para garantir o empenho e comprometimento dele nessa importante e perigosa missão.
O núcleo da Rezidentura teve também importantes acontecimentos. Aparentemente, Nina preferiu manter-se fiel à Mãe Rússia, ainda que depois de já tê-la traído anteriormente. Ela encenou bem seu abatimento pela surra que levara para servir de incentivo para que Stan traia a América e consiga o programa Echo para os russos.
A princípio, parece que Stan está realmente decidido a fazê-lo, uma vez que seu casamento desmoronara de vez, sendo a trama mais “nobody cares!” de toda a série. Mas ainda é cedo para certezas e achismos prematuros. Quem sabe o agente Beeman já possua um plano para salvar Nina e ao mesmo tempo exonerá-lo de possíveis e futuras acusações de traição da pátria?!
A cena em que Oleg entrega o envelope contendo dinheiro para Nina foi muito bem executada e interpretada: emocionante, singela, visceral, contundente e pungente. Pude sentir naquela cena que o sentimento de Oleg por sua colega de trabalho é genuíno. Já não sei se posso afirmar o mesmo de Nina. O que sei, com certeza, é que ela teme verdadeiramente por sua vida, pela possibilidade de extradição e de um julgamento, que é meramente figurativo e protocolar, com uma sentença já conhecida desde o princípio: a morte por execução.
Operation Chronicle provou ser uma excelente véspera de season finale, em que ocorreram importantes acontecimentos e desenvolvimentos, tanto de trama quanto de personagens. As peças, nada aleatórias por sinal, dessa muito bem azeitada engrenagem que é The Americans, estão posicionadas, esperando apenas o puxar final dos diversos gatilhos preparados.
Dito isso, só me resta aguardar ansiosamente pelo esperado final na próxima semana que, se não for de tirar o fôlego, será no mínimo emocionante, tenso e gratificante.















