Uma das promessas dessa temporada de Chuck é que poderemos vê-lo cada vez mais como espião, e cada vez menos como o nerd atrapalhado. E quando temos a oportunidade de ver a sua primeira missão solo, em pleno ar, com todos os luxos da primeira classe, somos presenteados com mais um ótimo episódio, que mantém o alto nível do início dessa terceira temporada.

Spoilers Abaixo:

Por mais que Brandon Routh pareça tanto quanto forçado no papel do Agente Shaw, e transforme o seu personagem num clichê de agente da CIA misterioso, ainda assim gosto da introdução do personagem na série, e principalmente, na equipe de Chuck. Nós, que nos divertimos muito com as atrapalhadas de Chuck e Cia, adoramos o fato da equipe ser completamente diferente e desorganizada, mas realmente precisava de alguém que tomasse as rédeas da situação e “botasse ordem na casa”. E é isso que Shaw quer fazer, começando pelo conturbado relacionamento de Chuck e Sarah.

A Agente Walker já nos deu inúmeras demonstrações de que seus sentimentos por Chuck podem atrapalhar o seu desempenho, até mesmo Casey, sempre durão, é superprotetor com Bartowski algumas vezes. E com a chegada de Shaw, Chuck que sempre foi acostumado a ficar no carro, foi colocado na primeira classe de um avião com destino à França. Mas, ao contrário do que imaginava, sua missão não seria em Paris, mas sim no próprio avião. Ele teria que apagar um agente da Aliança, pegar uma chave que estava em sua bagagem e trazê-la de volta à LA. Mas ele não é tão hábil com a caneta tranqüilizadora quanto é com os tchacos, e tem que partir para o Plano B. Verdade é que, com a quantidade de coisa que deu errado, Chuck deve ter ido parar no Plano F, no mínimo. Sarah teve até que assumir o controle do avião para ajudá-lo. No final, entretanto, tudo deu certo e Chuck ficou são e salvo, os agentes da Aliança presos e a chave em sua posse. O coitado só não pode dar um passeio por Paris e nem conhecer a Torre Eiffel com Hannah, mas sua miniatura quebrou um galho.

Hannah, aliás, é outro ponto forte do episódio. A personagem de Kristin Kreuk – a Lana Lang de Smallville – não teve tanto destaque no episódio, mas me agradou bastante nessa sua introdução à trama. Ela e o Chuck adivinhando o que cada cliente da 1ª classe fazia foi algo muito interessante, que deu um toque mais leve à primeira missão do Agente Bartowski. No fim do episódio, entretanto, Hannah volta à Burbank e vai procurar Chuck, o que promete muito. Só não quero que ela seja da CIA ou da Aliança, porque já cansou isso de todo mundo que se relaciona com o Chuck estar envolvido com os “Bad Guys” ou “Good Guys”.

Fora que, se a mulherada está podendo ver Brandon Routh na série, é um presente para nós marmanjos vermos a lindíssima Kristin Kreuk por mais alguns episódios.

A Buy More continua seguindo sem a presença de Chuck, e mesmo assim a história por lá continua ótima. Morgan agora assumiu de vez o posto de Sub-Gerente da loja e ainda colhe os frutos da demissão de Lester depois da história do Clube da Luta. O indiano, ao lado de Jeff, reuniu os outros funcionários da loja e começaram a boicotar a liderança de Morgan. E depois de prendê-lo na máquina de bichinhos de pelúcia, as atitudes de “Jeffster” começa a incomodar Casey, que ameaça metade dos funcionário e usa até de hipnose para garantir  o respeito de Morgan na loja. No fim, o Major acaba ganhando até um aumento de salário pelos “serviços” prestados.

Tivemos ainda no episódio o fim do “mistério” que envolvia Shaw. Sua esposa também era uma agente da CIA, e morreu coletando as informações que agora Casey tenta decifrar. Toda essa historinha liga mais ainda ele à Sarah – que já se apaixonou por dois colegas de trabalho – e não dou mais dois episódios para os dois ficarem juntos.

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