Humor em dose dupla.

Quando Victoria faz o papel da namorada correta ao lado de um namorado certinho algo de muito estranho ronda a casa dos Flynn. Após dois episódios focados em nossa querida ex-professora, a série apresenta um episódio dedicado à sua irmã, e o saldo foi bem positivo.

James (Mather Zickel) é apresentado como o novo interesse romântico da garota, mas (de uma forma hilária) Molly explica ao marido os motivos da sua falta de empolgação com a mais nova conquista da irmã.

E o fato de conhecermos bem a sua personalidade faz com que a gente entenda cada um dos fatos apresentados por Molly. Mas eis que o amor fala mais alto, e Victoria consegue despertar a simpatia da irmã.

Num roteiro inspirado, Victoria foge mais uma vez, deixando para nós conferirmos mais uma vez a decepção da família com a falta de maturidade da filha mais nova. Enquanto sumida, restou a Mike consolar o “talvez” futuro cunhado, repassando conselhos nem um pouco interessantes.

Já Molly decide pelo mais fácil, e resolve ir à busca da irmã pelas baladas GLS da cidade, procurando por Victoria em meio a travestis. Infelizmente, parece que dessa vez a sorte não ficou ao lado de James, e da gente, que poderíamos nos divertir com novas histórias e situações para uma personagem que poderia ser muito bem mais aproveitada.

Agora quando a melhor amiga da sua sogra é a companhia que você tanto sonhou em ter na vida algo muito estranho ronda a casa dos Flynn. Em uma das melhores participações que a série já teve, Kathy Bates dá vida à Kay, uma antiga (e talvez única) amiga de Peggy.

Confesso que tenho memória fraca, mas rotulo esse como o melhor episódio da temporada. Tudo bem que isso se deve em grande parte à Kathy, mas também pelo entrosamento que o elenco teve com a atriz.

Enquanto acompanhávamos a história dessa antiga amizade, o roteiro criava uma segunda: a criação de uma nova amizade, fictícia, entre ela e Molly. Melissa tem uma grande habilidade em transformar qualquer sentimento em alegria, e isso não foi diferente aqui, com toda a sua surpresa em conhecer a sua praticamente alma gêmea.

Sendo totalmente egoísta, Molly decide não escutar os conselhos do marido e vai ao museu ao lado de Kay. A cena em que Peggy aparece no elevador é simplesmente genial. Outra cena memorável foi a da batalha de pernas. É nessas que eu me pergunto “De onde tiram uma cena dessas?”?

No fim, por causa do funeral de sua mãe, e por um empurrãozinho da nora, Peggy deixa a birra de lado e faz as pazes com a velha amiga.

Mike & Molly trouxe dois episódios memoráveis por causa das participações especiais, ambas interessantes e que trouxeram muito frescor à temporada. Espero realmente que esses dois voltem logo para mais uma aparição.

Artigo anteriorCSI 14×17/14×18: Long Ride Home/Uninvited
Próximo artigoScandal 3×13/14: No Sun On The Horizont /Kiss Kiss Bang Bang