Finais felizes a vista?
Não posso me precipitar e dizer final, mas pelo menos por enquanto Kristina está tendo um bom momento, principalmente em sua saúde. Já se passou um ano desde o diagnóstico do câncer, e sim, por mais que estou ciente que foi na temporada passada, levei um susto ao ouvir em “The Enchanting Mr. Knight” que era o check-up pós-doze meses. O tempo passou rápido, assim como pensar que nesse meio tempo ela decidiu se candidatar a prefeita, conseguindo co-criar e co-comandar uma campanha eleitoral, e ter quase alcançado o seu almejado objetivo. E pensar que tem pessoas que não realizam tudo isso em anos, além é claro, conciliando tudo com os papéis de esposa e mãe.
Recebemos a visita ilustre do ator Zachary Knighton (Happy Endings) como o professor de inglês do Max, que recebeu a honra de ter tido o nome do episódio baseado em seu personagem. Fiquei um pouco perdido nessa parte, e me volto para os senhores e senhoras, perguntando se esse é outro professor, ou Zachary está substituindo o antigo, visto em episódios passados? Não me lembro, mas garanto que algumas telespectadoras, e alguns telespectadores, não irão reclamar (a atriz Minka Kelly, a terapeuta Gaby de Max do começo da série, também manda lembranças para os mais saidinhos). Kristina puxou Adam para perto de si em sua determinação em abrir uma escola para autistas, e juntos foram atrás dos recursos. Evan, o educador, foi o primeiro a ser persuadido, e lhes digo que gostei bastante dele. Parece mesmo um professor, com uma vibe mais moderna, mais jovem para o ensino, entretanto, um pouco mais direcionada para o ensino médio, não para o fundamental, como Max está. Observações pessoais a parte, tenho um bom pressentimento nisso, apesar do ator já estar com a sua presença para os episódios futuros contados por estar comprometido com outra produção para a próxima temporada na FOX.
Não gostaria que desse tudo muito certo com a abertura dessa escola, na verdade quero ver um Adam e uma Kristina suando as camisas para abri-la. Embora ter perdido a eleição, achei que os ventos estavam soprando muita sorte, apesar de ter recebido muitos nãos e ter corrido atrás de recursos financeiros e votos constantemente. Mas como o ser humano é o pior ser vivo que existe, também tenho receio que se extenda até a exaustão, prejudicando o ritmo da série. Falando nisso, parece que Sarah começou a apertar mais as rédeas de sua vida, parando de se deixar levar pelo momento. O tapa na cara provinda de Hank com a sua verdade foi um choque de realidade para ela, e apesar dele ter sido um pouco rude, o resultado me agradou. Foi bem bruto a maneira como ele disse, mas às vezes precisamos ser assim, e tive expectativas mínimas que Sarah fosse lhe dar ouvidos, mas me enganei.
Esse amor de Hank por Sarah é bem bonito de se ver, parece até mesmo que estou assistindo “Meu Primeiro Amor” na sessão da tarde. Só falta aquela música serena de violão como plano de fundo, e a minha percepção de Carl (seu flerte anterior) ter recebido a notícia de sua não ida à África foi que não deveria ter sido tão pacífica como ocorreu, como se ele não se importasse se ela fosse ou não, o que acredito que não seja verdade. Seria muito interessante de se ver um Carl todo social e afeiçoado e um Hank todo introspectivo e rude lutando para ser a escolha de Sarah nos episódios futuros, mas ao meu ver, parece que um deles já foi descartado. No entanto, outro personagem que acredito que não receba nenhuma energia positiva emitida pelos fãs de Parenthood é Ed, a pedra do matrimônio entre Julia e Joel. Fãs do casal certamente não se simpatizam com ele, e digito com receio, mas percebo que Ed tem mais presença de cena do que Joel, apesar de ter nada mais do que afeição pelo Sr. Graham. Ok, agora podem me xingar.
A bruxa deveria estar à solta em Berkeley semana passada, e Ed foi outro que despejou palavras cruas e duras contra Julia, que teve que as engolir. Apesar de criticada na review anterior, a mimada Sydney foi à responsável por uma aproximação entre os dois, todavia, foi também a de distanciar Julia e Joel um pouco mais. Apesar disso, foi divulgado que Evan, o professor de Max, será um possível novo interesse romântico para a nossa advogada futuramente. Imagina que bebês bonitos os dois não fariam!
Com a superficialidade da aparência a parte, no lado The CW de Parenthood, Drew e Amber foram farrear. A festa de fraternidade me lembrou muito Greek, da ABC Family, mas nada que também não se repita nas séries The CW. Já digo que não tenho nada contra o canal, com Nikita sendo uma das melhores séries já exibidas na televisão. Retornando ao episódio, foi muito estranho ver Amber em uma festa universitária, basicamente por ter sido retratada como uma adulta nas últimas temporadas e não a garota de vinte e poucos anos que é. Gostei bastante dessa Amber baladeira e responsável, e ri alto com o susto e reprovação do “little Drew” em relação ao beijo do safado colega de quarto de seu irmão.
Falando em irmão, Drew está em uma zona um pouco indefinida. Fiquei um pouco surpreso que ele esteja farreando atrás de novos interesses românticos, pois pensava que ainda estava comprometido com Amy, apesar de sua ausência atual. A resposta de Drew para o chega pra lá de Natalie soou como um chicote afiado, e deixou a universitária sem palavras, e a mim também. Drew está em uma situação muita parecida com a de sua mãe, em um semi-triângulo amoroso, com a possibilidade de ir para ambas as direções, mas com uma tendência maior para um lado. No caso de Sarah essa inclinação chamava-se Carl, para Drew era Amy. Agora o território ficou desconhecido, e com possibilidades abertas para ambos.
E por fim, a bruxa também passou pela casa de Zeek e Camille, com ela se unindo ao clube e dando outro tapa na cara de seu filho com as suas palavras. Concordo e discordo com a posição de Camille em relação a ela ser egoísta, pois apesar dela ter dito que sacrificou quase que a sua vida inteira em razão de seus filhos, levando-os para treinos de futebol, lavando as suas roupas, ficando com eles quando adoeciam, foi ela quem engravidou, foi ela quem os pôs no mundo, foi ela quem decidiu ter filhos. Lógico que tem a participação de Zeek também, mas focando somente em Camille, foi ela quem decidiu co-carregar essa responsabilidade por décadas, afinal, os filhos não deixam de serem filhos quando completam dezoito anos, são para a vida toda, e por mais dura e clichê que essa frase pareça ser, ninguém pede para nascer. Por outro lado, Camille se sacrificou em função de sua família, colocando as necessidades deles em primeiro lugar, como muito bem frisado por ela mesma, deixando-a em segundo plano, e só agora está com a possibilidade de fazer o que quer e quando quer. Nisso ela tem completa razão, mas também tem uma porcentagem de culpa, afinal, força de vontade vez de si mesmo e não dos outros. Claro que falta de tempo e dinheiro tem efeito direto em presentear a si mesmo, e Zeek me parece ter sido um pai um pouco distante quando o quesito era cuidar da casa e passar o dia todo limpando fraldas e afins, mas ressalto que a minha opinião é de uma pessoa de fora, que nunca foi pai e nem casado, e conseqüentemente, desconheço as experiências que Camille passou, mas vendo pelo lado de fora…
O episódio registrou 3.80 milhões de telespectadores e 1.2 na demo. Scandal liderou no horário com 2.8, seguida de Elementary, com 1.8.
P.S. – Leitoras, e alguns leitores, na expectativa já para um shirtless do professor Evan? Acho que o Adam diria que Kristina está ansiosíssima.
P.S. – Nunca questionei a similaridade entre Zeek, Camille e seus filhos, mas nesse episódio ficou claro como a Erika Christensen (Julia) e Bonnie Bedelia (Camille) são parecidas, ou será que fui muito além?















