Donna e Jerry/Larry foram promovidos! #TodosGlorifica
Desde o décimo episódio dessa sexta temporada de Parks, minha cabeça estava presa a uma curiosidade: como a série iria lidar com a saída de Rashida Jones e Rob Lowe. Anniversaries veio para matar essa curiosidade do público e o resultado foi misto. Apesar de ter aumentado a participação de certos personagens secundários, o episódio não conseguiu equilibrar os três plots que colocou em ação e, tirando um (que realmente foi engraçado), todos os outros sofreram por tramas apagadas ou por previsibilidade do roteiro. Os erros cometidos, entretanto, não demonstram uma fraqueza derivada da saída de Ann e Chris, mas sim a falta de inspiração do texto que não conseguiu alcançar os altos níveis de qualidade apresentados em episódios anteriores do sexto ano.
Primeiramente, preciso desabafar: MEU CORAÇÃO CHOROU LÁGRIMAS DE FELICIDADE EM VER JIM O’HEIR E RETTA NA ABERTURA DA SÉRIE! Depois de anos roubando cenas e sendo verdadeiros mitos, a satisfação de fã em ver os dois atores entrarem no elenco principal não dá pra ser descrita adequadamente. Mas, antes da abertura, já tivemos uma cold open ótima, resgatando traços marcantes do casal Ben e Leslie, como a tara de Knope pela bunda do marido e a habilidade arrebatadora de entregar presentes perfeitos da protagonista. Claro que nem tudo são flores na vida de Leslie e lá estava a rixa entre Pawnee e Eagleton explodindo depois da unificação das cidades.
Esse foi um plot curioso de acompanhar, porque ele começou bem durante o programa de rádio (como a lerdeza daquele locutor me irrita, meu Jah), foi perdendo gás no caminho, devido à previsível história do casal idoso (vem cá, quem não sabia que aquilo não ia dar certo e que os dois se odiavam?) e deu uma recuperada no final com a cena interessante do brainstorm do comitê da juventude. Provavelmente Leslie nem deve ter pensado nesse aspecto, mas, mais que o resultado positivo do comitê, o que mais me chamou a atenção desse momento foi como ficou escancarado para Knope que ela não precisa fazer tudo sozinha, que ela pode descentralizar as coisas sem prejudicar a qualidade do trabalho resultante.
O plot de April, Ron e Donna foi fraco quando analisado em conjunto. Razão? Vem cá, me diz que, conhecendo as duas mulheres da equação, o caminho percorrido pelo plot não já estava anunciado desde o momento que April postou o comentário hater? Mesmo sendo decepcionante, nada tira o amor, o prazer, a empolgação, a vitória que foi ter Donna dando seus primeiros passos oficiais como parte do elenco principal da série. Mas, peraí, que Ron Swanson estava lá para ser um Swanson e esbanjar sua revolta mandando cartas de desagrado para os estabelecimentos sou países de que ele não gostava. Eu ri demais com o “Querido, Canadá, foda-se”, sua justificativa de que iogurte congelado sem gordura simplesmente não é gordura e seu esporro no vegetariano.
Mas é inegável que o grande destaque do episódio foi a dupla Jerry/Larry e Ben. Nem nos meus maiores devaneios eu imaginei que O’Heir e Scott tinham tanta química juntos (aqui entre a gente, eu senti uma química mais forte até que entre Scott e Lowe). O dia romântico planejado para o aniversário de um ano de casado de Ben e Leslie tinha tudo para dar errado, no entanto Jerry/Larry estava lá para assumir o lugar de Knope e transformar o que seria um dia fracassado na vida de Wyatt em um dos momentos mais especiais. Minha cena favorita foi a que mostrou os dois na carruagem: doce, engraçada e sincera, parecendo o nascer de uma amizade. E aqui eu declaro que TORÇO DEMAIS para essa dupla ser reunida novamente nos próximos episódios. E, como o melhor amigo de Ben não está mais em Pawnee, fico feliz em acreditar que minha fantasia de que Jerry/Larry seja a novo amigo dele pode vir a se tornar realidade.
O retorno de Parks não foi um de seus melhores episódios, mas apresentou belas novidades e trouxe possíveis rumos futuros empolgantes.
P.S.: estou shippando Berry/Barry desde já.
P.S.: Andy e Tom foram BEM subutilizados.















