
Depois de um episódio tão criativo como foi o anterior, o esperado seria termos algo de um nível mediano. Ledo engano, e House mostra que ainda tem muito fôlego.
Spoilers Abaixo:
Seguindo a fórmula mais do que usual da série, o caso da semana foi introduzido ao episódio, e o primeiro diferencial começou, com House, como sempre, ironizando os seus subordinados – no caso em questão, a passada de perna do Taub no último episódio. Até então, nada de novo. Sentindo a ausência de Kutner, House manda Foreman e 13 ao apartamento do indiano, e é então que o episódio (e provavelmente o resto da temporada) toma um novo rumo.
Aqui, abro um parênteses: há de se elogiar a qualidade da equipe de edição do episódio, responsável por toda a atmosfera cinzenta e sombria aplicada no episódio. É impossível não ser absorvido pelo clima do episódio, de forma que a imagem acima ilustra bem como foi a recepção á morte do indiano.
O fato abala não só a equipe, mas a todos do hospital que possuíam algum tipo de relacionamento com Kutner. Em especial o próprio House, que durante todo o episódio tenta encaixar as peças e entender porque não conseguiu prever o suicídio. Põe a culpa na equipe; põe a culpa nos pais adotivos; chega até a cogitar que não seria um suicídio, mas sim assassinato, assim se negando a admitir que tinha era algo impossível de se evitar.
Paralelamente a isso, temos um Taub exageradamente frio, de forma que ás vezes passava a impressão de até estar envolvido na morte do indiano. Porém, ao fim, foi ele quem mais me emocionou no episódio, e que atire o primeiro comentário quem viu o episódio e não balançou com sua cena no corredor.
Não sei se perceberam também, mas é a segunda vez que os produtores ‘sacaneam’ a nossa terrinha. Depois do excelente ‘Whatever It Takes’, onde House é levado de helicóptero à C.I.A. e descobre que o problema do paciente tinha sido a ingestão de castanha-do-pará, agora as praias do Rio de Janeiro que causaram a doença da esposa. Vacilo hein.
Só pra constar: a saída de Kal Penn não era algo planejado de início, porém o desejo do ator de trabalhar na Casa Branca (sim, você leu direito, é pra lá que ele vai) acabou caindo como uma luva na série. Não que o personagem dele não fosse interessante; dos três novos pupilos, era o mais carismático. Porém, agora abre-se um novo leque de possibilidades nessa reta final de temporada.













