Dessa vez deu para ver um pouco daquela série que conhecemos e tanto amamos.

Confesso: Fui assistir Kill Chain sem nenhuma expectativa. Escutei um spoiler aqui ou ali sobre a retomada do arco de Parsa, iniciado na temporada anterior com o assassinato de Eli David, – muito embora esse nome só tenha ganhado a luz do dia nos dois episódios iniciais dessa temporada – logo após o hiato, e mesmo assim mantive a minha credibilidade e expectativa nos mais baixos níveis. E posso afirmar que consegui me surpreender com o que vi.

De alguma forma, alguns dos elementos que fazem NCIS a série que conhecemos apareceram em Kill Chain. E isso nos trouxe aquele ar de familiaridade e conforto em relação ao episódio. Os roteiristas começaram a mostrar aqui que o período de testes e aceitação do novo status da equipe acabou, e que agora é a hora de retomarmos a linha de sempre.

É preciso destacar desde já que pela primeira vez vi o roteiro confortável com a presença de Ellie Bishop. Em momento algum senti o afã de fazê-la ser querida por quem estava assistindo. Ela estava ali, simplesmente, sendo parte da investigação. Claro que tivemos algumas partes de maior destaque a ela, como durante a entrevista feita com Erin Pace, quando ela deduziu que Parsa estava vivo e por trás dos ataques, ou na cena final, em que Gibbs fez com que ela se sentasse ao chão com o notebook e espalhou os documentos relativos à investigação, em uma clara alusão à primeira cena da personagem na série, pedindo que ela tentasse achar o paradeiro de Parsa. No entanto, percebi que essa foi uma tentativa de reforçar a função dela na equipe, que é a de montar perfis e fazer as deduções nas investigações. Os limites e caminhos da personagem estão traçados. Ela já encontrou seu ponto de equilíbrio na série.

Tendo isso em mente, foi mais fácil ver uma participação efetiva do restante da equipe, com destaque especial a McGee que, desde a aparição de Ellie, estava um pouco como pano de fundo na trama. Kill Chain retomou um pouco da relação dele com Dellilah e a insegurança do rapaz com as coisas ficando sérias com uma velocidade maior que a que ele esperava. A conversa de Abby com ele foi comovente e rendeu daquelas cenas dos dois personagens que tanto encantam.

Entretanto, essa não foi a única importância da conversa, que o guiou justamente para o Conrad Gala, alvo do ataque de Parsa. NCIS lançou mão aqui do velho recurso da “explosão”, efetivando o ataque e colocando mistério sobre o que acontecerá com Dellilah. Espero que a garota possa escapar, principalmente agora que McGee reconheceu a importância dela e desse relacionamento em sua vida. Seria um dos únicos membros da equipe a ter felicidade na vida amorosa (sem contar Bishop que, ao que tudo indica, é casada). Enfim, segue a torcida.

Falando em vida amorosa, esse episódio trouxe Hollis Mann de volta, um dos relacionamentos mais duradouros de Gibbs dentro da série. “Aquela que foi embora”, como mencionado por Tony, foi brilhantemente retomada nesse episódio, um dos grandes acertos de Kill Chain. A tensão entre os personagens foi mantida em alta escala, nos dando cenas memoráveis, como a ida ao porão de Gibbs e a conversa no carro, onde ela revelou ter se casado. Nós a teremos por pelo menos mais um episódio, provavelmente para fechar por completo esse arco dentro da série. Ótimo retorno.

Então no próximo episódio teremos, além do destino de Dellilah e um pouco mais de Hollis, a continuação à perseguição a Parsa. Honestamente, espero que ele ainda não seja capturado, e que esse arco se estenda pelo menos até o final desta temporada. Essa storyline deu uma oportunidade de conexão entre os episódios, que é quando a série mais se destaca, e pode melhorar a qualidade dessa 11ª temporada.

Algumas notas (dessa vez o episódio mereceu): 

Nota 1: Senti falta da referências cinematográficas de Tony, sempre tão pertinentes ao caso. Falar de Terminator por causa do aparecimento da tecnologia de inteligência artificial caiu como uma luva; 

Nota 2: Dossiê completo das ex-mulheres de Gibbs, inclusive o grande mistério sobre número 2 (sempre me perguntei se eles a conheciam, sendo que nós nunca a vimos). Agora Bishop conhece mais um lado do chefe; 

Nota 3: Abby e sua divertida inconveniência ao perguntar a Gibbs sobre Hollis enquanto a loira adentrava ao laboratório. Apenas genial!

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