#TodosSofre por Red.

Por mais que existam dezenas de mistérios na série (e eles se reproduzam tal qual gremlins numa piscina), toda semana somos agraciados com uma informação nova que, ou responde uma dúvida, ou enriquece os personagens que já amamos. Ok, no singular, porque só Red provoca amor naquele elenco, mas é tanto amor, mas tanto, que nem sentimos falta de amar mais ninguém ali.

Quem não se compadeceu com Red ao fim do episódio, bom sujeito não é. Eu já tenho uma enorme empatia pelo personagem, mas acho que até quem não sente o mesmo, se sensibilizou com a sua visita a casa onde ele viveu com sua família e viu sua filha crescer (até os 3 anos, pelas marcas na parede). Por mais dramático e fanfarrão que Reddington seja, explodir uma casa é significativo e chocante para qualquer um, não importa quão drama king a pessoa seja. Resta saber o que aconteceu de tão terrível naquela casa que a faça merecer ir pelos ares.

Red sempre fala sobre fazer de tudo por quem se ama, a ponto de se compadecer com o cientista que infectou e matou dezenas de inocentes para achar alguém imune e assim tentar chegar numa cura para seu filho. Sigo acreditando que o que o levou a virar a casaca tem relação com a sua família e sua separação da mesma, mas não arriscaria um palpite mais específico. Pode ser aleatório, coincidência, mas temos muitas referências a fogo. Ele usa a expressão “burn the world down” para falar de Frederick, explodiu sua casa e, é claro, não podemos esquecer o incêndio que deixou a cicatriz na mão de Liz. Será o suficiente para chamar de padrão?

Robert Sean Leonard está fadado a ser o eterno bom moço. Até quando descola um papel de vilão, ele usa da máxima de que um pai é capaz de tudo para salvar seu filho. O eterno Dr. Wilson não me causou arrepios, mas foi uma feliz participação. Já foram anunciados William Sadler (Hawaii Five-0), Andrew Dice Clay (Entourage) e Justin Kirk (Weeds) como próximos atores convidados.

Red insiste que Tom não é confiável e Liz não parece acreditar nem um pouco nele quando o assunto é seu marido, mesmo que tudo que ela já tenha ouvido de Red tenha sido verdade e se concretizado. O casal e seu abajur seguem felizes, mas a gente sabe que isso não deve durar muito tempo. Espero ansiosamente pelo encontro (e confronto) entre Tom e Reddington, dois cínicos quando lhes convém e que vão deixar as máscaras caírem em algum momento.

Por mais que a agente tenha tentado se afastar de Red, é claro que isso não seria possível e o máximo que ela conseguiu foi evitar uma viagem até Cuba. Sem as conexões de Red, o FBI jamais teria chegado até Frederick e Liz admite precisar dele, mas nega sua presença e influência em sua vida pessoal, o que sabemos também ser em vão. Como resistir a um homem que sabe as respostas das perguntas que você ainda não fez? Liz ri para os postes nas ruas com cartazes e promessas de pai de santo, ela tem Reddington.

The Blacklist tem um texto delicioso e somos agraciados semanalmente com sarcarmos, indiretas e frases cortantes, sempre proferidos por Red. Ora, quem mais? Tento criar empatia por Elizabeth, a fim de tornar a experiência mais completa, mas a atriz (ou a personagem) não me ajudam. Confesso que não percebo mais a peruca, há algo que me incomoda ainda mais que esse acessório incrivelmente desnecessário. Alguém mais já reparou que Liz só sabe se expressar através das sobrancelhas franzidas?

Esse não foi o melhor episódio e ainda assim foi ótimo, que você sabe que uma série é boa quando o padrão se mantém tão alto e tão cedo. Que feliz surpresa de Fall Season. Semana que vem promete ser bombástica. General Ludd está sendo anunciado como o episódio mais chocante da temporada e traz uma resposta aguardada desde que fomos apresentados à série: quem é o pai de Elizabeth. Se não curte spoiler, não dá play:

http://www.youtube.com/watch?v=MbjF7cvVC38

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