Tem novos xerifes em Parenthood

Eles chamam de booty call, nós chamamos de telesexo. Apesar da animação de Joel, infelizmente, não foi o desejo que moveu Julia para funky town, mas sim o medo. O medo de estar se conectando demais com Ed Brooks, o outro pai da escola de Sydney e Victor, abalou o alicerce da advogada e pior ainda, a sua segurança com Joel. Julia está se martirizando com antecedência, afinal nada aconteceu, mas fica a pergunta: “e se?”.

Julia se viu muito em Camille, que se despediu para a Itália nesse episódio. A conversa em que sua mãe compartilhou a sua angústia com ela serviu de base para Julia defendê-la na conversa com seus irmãos (que por sinal, há muitos episódios não se via um encontro entre apenas os quatro).  A reunião familiar que tanto nos nostalgia na abertura da série também retornou, mas que no final acabou sendo o ponto de partida para os problemas de Zeek e Camille se dissiparem para o restante da família. Camille se foi, e Zeek ficou já perdido. Não sei se ele vai abrir mão de sua opinião quando a sua esposa voltar, mas algo vai ocorrer com ele durante nesses próximos trinta dias. Só não sabemos o que exatamente.

Outra pessoa que começou como uma possível ameaça para o inabalável casal Amber e Ryan foi o integrante da banda, que não sei o nome (alguém?). Se Amber estava tão decidida em casar-se episódio passado, nesse uma insegurança totalmente surpreendente também a envolveu (talvez os roteiristas deveriam ter posto Julia conversando com ela invés da Kristina).  Não fiquem bravos comigo fãs de Amber e Ryan, mas vibrei com isso. Apesar de Sarah ter sido uma pedra nos episódios passados, tudo estava muito calmo entre os dois. A storyline envolvendo a família de Ryan ficou de escanteio assim como os seus problemas vistos na temporada passada. Estava na hora de uma nuvem chegar nesse relacionamento, e outra que também voltou foi a de Sarah e Hank.

Ri muito com a involuntariedade sincera de Max com a sua conversa com Hank, e depois na mesa de jantar com Sarah. Se as perguntas de Max eram ingênuas, os dizeres de Sarah para Hank foram muito bem planejados. Hank ficou na defensiva, assim como Sarah herdou a teimosia de Zeek em não dar o braço a torcer. O ator Ray Romano renovou contrato para essa temporada, e acredito que não foi apenas para ficar implicando com Sarah, assim como prevejo algo mais intenso entre os dois. Um alívio, afinal, melhor o quase ermitão do Hank do que o pegador vizinho de Sarah, que mais conheço como o advogado em Drop Dead Diva do que na própria Parenthood.

Já Drew deveria ler o livro “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”. Não dava pra entender direito o que Natalie queria, e acho que até mesmo as próprias mulheres devem estar se perguntando qual é o seu problema.  Um praticamente “Não é você, sou eu” foi o que Natalie disse ao Drew, mas na hora da carência, o garoto é a sua primeira opção. Seria interessante os roteiristas trazerem de volta Amy, sua antiga namorada, e ver o que sairia disso. Drew está se divertindo a beça, o que é ótimo, mas bancando o pai/mãe chata, é melhor ele tomar cuidado afinal todos lembramos o drama Amy, Drew e o abordo. Deixando de lado o humor negro, havia até me esquecido que Amber trabalhava no Luncheonette. Não sei se ela sabe disso, mas depois do sucesso do íntimo pocket show da banda Ashes of Rome ser todo seu, uma carreira em marketing/comunicação está a sua espera.

O bom samaritano Adam tentou consertar a relação de Zeek com Camille, mas no final acabou ficando sem palavras. Se intrometeu na relação dos dois, mas diferentemente de Julia,  o teimoso do Zeek perdeu a paciência com ele. Seria o mesmo com Crosby ou até mesmo Sarah, mas não tem como não ficar com raiva de Adam tentando consertar tudo, mesmo que as intenções sejam boas. Talvez essa minha birra venha de longe, quando Peter Krause interpretava o arrogante Nate em Six Feet Under, que por sinal, nunca terminei. Já Julia passou por maus momentos em “Speaking of Baggage”, que apresentou algo que quase todos passam em algum momento: se sentir perdido na vida. Abordaram de leve se comparado a produções de canais pagos, mas serviu para nos mostrar o quanto Julia está sem rumo, sem algo com o que ter perspectiva. Algo parecido com o que Camille está passando, mas em seu caso, a Itália se chama Ed.

Na audiência a série marcou 3.88 milhões de telespectadores e 1.5 na demo. No mesmo horário, Scandal liderou com 2.8 enquanto Elementary veio logo em seguida, com 1.8.

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