Quando as coisas começam a se encaixar.

Já afirmei isso algumas vezes em alguns de meus textos, que a vida pessoal do reviewer influencia na construção de cada review, e isso pode ter contribuído também para o que eu vou dizer agora: “Mom” apresentou seu melhor episódio até o momento.

Engraçado que isso acontece no mesmo momento em que os coadjuvantes ganharam um destaque maior que a protagonista, ponto levantando na última review. Os roteiristas tinham duas opções a seguir, e optaram por uma delas. O saldo foi ótimo.

De um lado tivemos a continuidade na história de Violet e seu namorado, que decidiram contar a verdade à Christy, que descobre que os pais dele não sabiam que seriam avós. A escolha das características deles foi bem clichê, mas serviu como uma luva como contraponto à família da garota.

Tanto o pastor como a esposa “pura e perfeita” serviram como combustível para que Bonnie, em seu melhor momento, pudesse brilhar ainda mais. Confesso que esse episódio me rendeu as risadas mais altas. Mas calma que eu ainda não gargalhei com essa série.

E por falar em Bonnie, perceberam que mesmo sendo a protagonista da vez, ela conseguiu dar espaço à filha, o que a deixou também ainda mais engraçada? Anna Faris serviu muito bem como complemento às piadas de Allison Janney.

Toda a história, que começou com uma suspeita de gravidez, e terminou com um início de menopausa foi muito bem trabalhada ao longo do episódio. O desespero de Christy em ter duas grávidas em seu círculo familiar, a discussão no consultório médico, a crise de choro no carro, a fugidinha com o motoqueiro, enfim, já mostravam claramente que a série estava inspirada.

E aí ela foi além, e transforma a personagem fisicamente, dando um banho de loja em Bonnie, que aparece com o seu figurino extremamente jovem e extravagante justamente no momento em que Christy tentava vender uma falsa imagem da família perfeita aos sogros de sua filha.

O que poderia ter sido melhor explorado foi o desfecho da história de Violet, que terminou contando que queria se casar em Las Vegas, mas que pulou fora quando o namorado terminou o namoro na rede social. Os roteiristas poderiam ter trabalhado em um desfecho melhor do que um simples bater de porta.

Mas nada que afugentasse o brilho que sua avó estava tendo, vestindo avental e preparando um super café da manhã, com direitos a beijos e abraços no neto Roscoe. A cena final, com ela jogando prato e celular pela janela fechou muito bem o episódio, e me trouxe aquele gás de volta, aquele que eu (e muitos de vocês) tinha antes da estreia da série. Parabéns!

Mas é claro que eu quero escutá-los! Afinal, gostaram do episódio tanto quanto eu?

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