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O bom e velho doutor está de volta e o retorno é em grande estilo. Se alguém não gostou da finale dupla, aposto que quase ninguém irá desgostar da premiere. Apesar de saber que nem todos irão adorar, como eu, o episódio em si. Mas que ele foi consistente e um bom inicio para a série, isso foi.

Spoilers abaixo:

A temporada começa parecida com a terceira, só que agora é Wilson quem volta de umas “férias”. Se recuperando da morte de sua namorada, o bom doutor está pensando em ir para longe dali para tentar aliviar a dor que ainda sente. Decide então se demitir e mudar para outro lugar, a fim de não se lembrar da Amber a cada cinco minutos que trombar com algo familiar a ela.

House não processa bem a informação e faz o que sempre faz nesses casos, sarcasmo e mais sarcasmo e ironias para variar um pouco. Vendo que não dá certo, decide partir para seu plano B de sempre, chantagear. Sua paciente da semana está em apuros e ele decide abandonar o caso até que seu amigo decida-se ficar por aqui mesmo. É claro que a Cuddy não gostou e tentou de tudo para fazê-lo voltar, como cortar a TV a cabo dele, tocando num ponto onde o doutor é frágil, sua novela.

Sobre a paciente, uma feminista. Na verdade ela é assistente pessoal de uma famosa ativista da área, que começa a ter alucinações durante uma palestra. Indo até a equipe de House, ela começa a ser tratada. Descobre que estava grávida e tem que fazer um aborto para não morrer (pelo menos na hora era o que se esperava), tem 37 anos e realmente ela tava com cara de uns 27 ou menos. E essa sua aparência jovem é um dos sintomas de sua doença, Lepra. Que a faz parecer mais nova e também causou todo o resto.

Mas não foi assim fácil chegar ao diagnóstico. Com a ausência de House, a equipe ficou desnorteada, faltava o líder da turma, o cara que centraliza as decisões, aquele que sabe tudo e sempre tem uma resposta. Sem ele, o que fazer quando se cessava as alternativas? A treze tentava provar que era capaz e arriscou algumas teorias. Taub, como sempre, bateu de frente com ela. Mas no final todo mundo estava errado. O doutor chegou e descobriu o que a paciente tinha e a salvou. Foi realmente divertido.

Falando da nova pupila, ela meio que deu nome ao episódio. Provando ser uma verdadeira Cameron da primeira temporada piorada, ela tenta mudar o mundo e provar que tudo é lindo e belo. Ela descobriu que tem a doença de Hutington e que vai morrer logo logo e agora quer viver a vida mais intensamente. Porém se frustra por a paciente não querer algo a mais, já que ela quase morreu. Mas é claro que House tinha algo foda para dizer para a treze:

“Quase morrer não muda nada, estar morrendo muda tudo.”

E daí chegamos a melhor parte do episódio, Wilson e sua decisão de ir embora. O episódio em si foi ótimo, os questionamentos da treze, o modo como a equipe lidou do caso sem o doutor e etc. Porém quando se focava na amizade abalada dos amigos, tudo ficava ainda mais espetacular. O final é ainda mais incrível, com o House se abrindo de verdade para seu velho companheiro e este dizendo que a amizade deles havia acabado, mais, que nunca existiu. Dizendo do quanto se arrepende de ter perdido tempo com o doutor e que era ele quem deveria estar no ônibus e etc. Foi um desabafo pra valer e que será sentido. Nem preciso dizer do quão maravilhosa foi a interpretação dos dois, certo?

Não esperava que a série já voltasse com um episódio como esse, as discussões neles levantadas e com um final tão pesado, com Wilson partindo após aquele discurso para o House. Me surpreendi positivamente com a premiere e pelas promos do próximo, podemos esperar que o seriado continue num rumo interessante. E vamos ver como vai funcionar com o detetive contratado para vigiar o amigo do doutor.

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