Metade da temporada. Momento da virada dos 50%. Impecável!
Para quem estudou roteiro sabe que o normal em filmes, séries e qualquer história contada é que no meio dela haja uma virada na trama, aquela situação que faz os protagonistas saírem da zona de conforto e se prepararem para o grande clímax. O Negócio seguiu exatamente essa receita e não poderia ter ficado mais feliz com ela. Se no episódio anterior disse que o ritmo estava um pouco mais lento, nesse não deu pra piscar tamanhas as reviravoltas na série.
Pra começar a vida da Karin virou de pernas pro ar. Se antes ela estava cada vez mais bem sucedida em suas ações de marketing, com agendas cheias para o mês inteiro e planos atrás de planos, pudemos ver que tudo foi por água abaixo. Achei interessante a inserção da mulher contra a prostituição e as outras ações que ela já havia participado como a proibição do fumo em lugares públicos fechados. A prostituição é um tema extremamente polêmico no Brasil, mas na série tento compreender os motivos e as razões que levaram as três protagonistas à vida que usufruem. O mais interessante dessa série é a verossimilhança. Os planos adotados pela Karin parecem realmente ótimos e imagino que isso deva realmente funcionar na vida real. O delegado da polícia militar que paga de malandrão, mas depois se faz de ignorante e finge que não conhece, o cliente que pede pra dormir, tudo é fidedigno, por isso bato palmas para O Negócio. Para finalizar o assunto Karin vamos ver como vai ficar essa historinha com o Augusto. Nada de dramalhão pelo amor de Deus! Por enquanto tudo flui bem…
Agora com a Luna tive a esperança de que algo mais impactante fosse acontecer. Tudo bem que teve aquela tensão gigantesca quando o Oscar aparece para jogar tênis e foi muito bacana ficar na agonia se ele ia ver ou não, mas passado isso tudo não gerou nada além de um susto, mas serve pra nos mostrar que a máscara da Luna está para cair. Ainda acho que quem vai descobrir tudo será o irmão e isso gerará um conflito muito forte. Por sinal muito estranho a Luna não ter conhecido a família do Oscar né? Tem alguma coisa muito errada ai.
Agora a Magali. Muito legal essa saída dos roteiristas de utilizá-la como alívio cômico. Enquanto a Karin nos traz a trama principal, a Luna o romance, a Magali é humor puro. Cada uma que ela se enfia. Essa do cliente querer dormir foi muito engraçado e fico imaginando no que mais ela vai se meter. Curioso que isso deve acontecer muito na vida real das garotas de programa, afinal imagina você estar com alguém só pela grana e ter de dormir de conchinha?
Por fim o Ariel. Mas que cara chato, hein? Depois de descobrir os planos da Karin agora ele vai ao ministério e a denuncia sem nenhum pudor. Fico imaginando se a Karin se humilhará e pedirá pra voltar pra ele ou se terá mais uma reviravolta. Adoro o jeito cínico e maldoso que o Guilherme Weber emprega ao personagem.
Quanto à parte de marketing aprendemos o que é a compra por impulso. Aqueles três reais que não te fazem falta, a liquidação que na verdade corta o preço dobrado pela metade pra ser o mesmo. Estratégias que fazem as pessoas adquirirem o que não querem quando não querem. Como no caso do tênis onde os homens não estão procurando garotas de programa, mas como elas aparecem eles acabam por fraquejar e ir atrás delas. Teoria interessantíssima!
Em um episódio a Oceano Azul naufragou e tudo virou de pernas para o ar. Faltando metade dos episódios fica a expectativa de como a Karin dará sua volta por cima. Será que ela volta pro Ariel? Será que ela se rende ao Augusto? A Luna será descoberta? São muitas perguntas e isso é ótimo para uma série que quer prender seu telespectador. Parabéns à HBO!
– Toda vez que jogo tênis só tem macho, sou muito zicado!
– Sou apaixonado pela Luna, mas a Magali tá ganhando espaço no meu coração viu!
– Os caras que jogam tênis são fracos demais. As meninas jogavam bem melhor.
– Tive a oportunidade de trabalhar com o Hugo Janeba, ex-vice presidente de Marketing da Vivo e vê-lo nesse projeto é muito animador. Parabéns Hugo!















