Dads não é tão ruim, só é ruim o bastante.
Tem series de TV que aparecem vez ou outra na televisão, que aparecem ser uma ideia tão ruim, que o piloto nunca é produzido. Ai nos aparece Dads, que não só já apareceu com um calendário completo de episódios, como já tinha de antemão Seth Marcfalane como produtor executivo e conseguiu bons atores como, Seth Green, Giovani Ribisi, Brenda Song e Martim Mull. Pra quem não conhece, Seth Macfarlane é um grande nome da televisão americana que expandiu seu Know-How com Dads, já que diferentemente dos seus sucessos como Family Guy e American Dad, Dads é a sua primeira experiência na TV em live-action. Macfarlane é o tipo de humorista que você ama ou odeia e onde os fãs (na qual me incluo), estão acostumados com piadas afiadas e por vezes hilariante que é capaz de criar um humor ao mesmo tempo ofensivo e engraçado.
A minha primeira impressão é que Dads é de uma sitcom multi-camera comum, até medíocre e fica a pergunta: será que Macfarlane realmente tem um papel de criação na série? Se realmente sim, é um papel quase que inexistente, afinal Dads foi criado por Alec Sukin e Wellesley Wild, colaboradores de Macfarlane em vários trabalhos, como Family Guy. A premissa da série é simples e até banal: dois melhores amigos, Warner e Eli (Seth Green e Giovani Ribisi) que tem uma empresa de desenvolvimento de jogos para videogames e se veem na obrigação de suportar e ter de morar com os pais problemáticos, David e Crawford (Peter Riegert e Martin Mull) e isso é tudo que você precisa saber sobre o enredo da série.
Dads não traz basicamente nada de novo, usam-se os mesmos clichês de uma sitcom masculinizada, as piadas sobre as mulheres são as mesmas, inclusive as notáveis com cunho racial e sexual, como por exemplo, a assistente da empresa, que é chinesa, tem de se vestir como colegial asiática para seduzir os investidores asiáticos. Há piadas sobre as gerações mais antigas, fazendo referencia aos pais dos protagonistas e sobre a relação pai e filho que não tem tanto ou nada de vigor.
O elenco de Dads não funcionou pra mim. Individualmente, todos pareceram ser ok, mas quando juntos não funcionaram muito bem, com exceção de alguns momentos de Eli e Warner. Faltou cada ator trazer a devida característica para os personagens. Menção honrosa (ou não) para a péssima atuação de Vanessa Lachey, que interpreta, Camila, a mulher de Eli.
No conferencia do Television Critics Association no mês passado, os criadores da série – Mcfarlane não estava presente -, deram declarações que pareciam um pouco arrependidos com o piloto de Dads e quando perguntados sobre os lapsos das piadas responderam que a série é uma produção em andamento, que Dads segue uma longa tradição das séries de TV ou de Hollywood em abordar as relações entre pais e filhos, mas essa não é o tipo de produção que vai levar algum tipo de catarse para seus realizadores que possuem mau relacionamento com seus pais e muito menos para quem assiste. Pode Melhorar? Sim. Claro. Afinal, quem imaginaria que Aaron Paul iria virar esse puta ator assistindo o piloto de Breaking Bad? Porém, há necessidade urgente de a série cumprir uma premissa básica das boas comédias: ser mais engraçado.















