
Jason Gideon de Criminal Minds uma vez disse: “Pela experiência, o mal não é um fenômeno cultural. É humano.”
Spoilers Abaixo:
Se você ainda não conferiu a parte I do Top 14 Serial Killers do Mundo das Séries, clique aqui. Sem mais delongas, vamos aos sete psicopatas restantes.
7º – Frank – Criminal Minds

Beauty can cover a multitude of sins. But underneath, we all look exactly the same.
Quando se trata de Jason Gideon, há uma grande divisão dos fãs de Criminal Minds. Enquanto uns o odiavam e adoraram a entrada de David Rossi, outros sentem muita falta do determinado profiler. Mas não se pode negar uma coisa: o embate entre ele e seu maior antagonista – Frank – foi sensacional. O serial killer que, após cruzar a Interstate 80 por todos os anos, sempre parava em uma lanchonete para tomar um delicioso milk shake de morango. Ninguém imaginava que aquele simples senhor era, segundo Gideon, o serial killer mais produtivo de todos os tempos. Com seu trailer adaptado para o terror, o sádico percorria os Estados Unidos em busca de, além de satisfação pessoal, montar apitos com ossos para sua amada, Crazy Jane. Na época, isso serviu até de dilema para Criminal Minds… Como um psicopata que se excita com a tortura pode encontrar o amor? Deixando essa questão de lado, Frank sequestrou um ônibus escolar para fugir com Jane e retornou para mudar os rumos da série. Em Washington, matou a namorada de Gideon e roubou o tão importante caderninho do agente com o nome das pessoas que tinha salvado. Assassinou e sequestrou Rebecca Bryant e Tracy Belle, respectivamente, duas vidas resgatadas por Gideon. Abalado pelo o quê o mal – na figura de Frank – podia fazer na sociedade, tais acontecimentos serviram como pretexto para que Jason Gideon deixasse definitivamente a série. Quanto ao psicopata, seu fim se deu com um suicídio na estação de trem, ao lado de sua tão amada Jane. Estranho é ver Keith Carradine interpretando o agente especial Lundy em Dexter. Muito diferente…
Beleza pode cobrir uma multidão de pecados. Mas, de joelhos, todos nós parecemos exatamente iguais.
6º – Moriarty – Elementary

I bet you wished to run away with me when you had the chance.
Quando uma pessoa consegue realizar atos doentios sem sujar as próprias mãos, ela deve ser muito boa, certo? E se essa pessoa contrata assassinos que atendem exatamente às suas ordens e está, ao mesmo tempo, envolvida em uma conspiração internacional? Esse seria Moriarty, o assassino responsável pela morte do grande amor de Sherlock Holmes. Após essa perda, afundado no mundo das drogas, Holmes ganhou uma nova chance em Nova Iorque, ao lado de sua acompanhante Joan Watson. Mas ele nunca havia esquecido aquele serial killer. Tudo apontava que Sebastian Moran era o grande Moriarty. Seu modus operandi era interessantíssimo: assistir a um jogo do Arsenal, deixar as vítimas de cabeça para baixo, drenar o sangue e sumir com o corpo. Mas, no desenrolar dos acontecimentos, ele revelou-se como mais um peão no jogo de Moriarty. Daniel Gottlieb, que primava por mortes aparentemente acidentais, foi mais um. Na caçada final de temporada, descobrimos que Irene Adler estava viva e ela era nada mais nada menos que o próprio Moriarty. Através de mensagens criptografadas – difíceis de serem decodificadas até pela brilhante mente de Sherlock Holmes – ela ordenava os assassinatos, chegando ao número de 67! Após orquestrar uma falsa overdose para atrair a maligna Irene, o capitão Gregson obteve uma confissão e prendeu a britânica por tempo indeterminado. Nessa segunda temporada, Elementary precisa encontrar um vilão complexo, ou seja, à altura da personalidade de Sherlock. Afinal, Holmes precisa de desafios!
Aposto que deseja ter fugido comigo quando teve a chance.
5º – Trinity Killer – Dexter

You can’t control the demon inside of you anymore than I can control mine.
Um grande serial killer tem que saber se esconder. Ninguém pode suspeitar que um ser humano aparentemente tão bonzinho oculta aspectos tão perversos. Arthur Mitchell é sensacional nesse quesito. O Trinity era um pai de família, professor, voluntário e membro da Igreja. Quem suspeitaria que ele era o serial killer com o maior número de mortes da história de Dexter? Inicialmente, Arthur cometia sempre ciclos de três: morte de mulheres na banheira, falso suicídio de outras vítimas e golpes repetidos na cabeça de um homem. Tudo isso atraiu a atenção do agente especial Frank Lundy, que organizou uma força-tarefa particular para captura-lo. Próximo ao término de uma das melhores temporadas de Dexter, descobrimos que Trinity ainda enterrava uma criança viva. Mas tudo isso tinha uma causa maior: ele reencenava as mortes de seus familiares ainda na infância, fatos que o traumatizaram. Uma contagem estimada dos seus assassinatos indica, no mínimo, 267 vidas perdidas, sendo que ele protagonizou o momento mais chocante de toda a série: a morte de Rita Morgan na banheira enquanto Harrison chorava, muito semelhante ao ocorrido com o nosso serial killer favorito nos seus primeiros anos de vida. Sem sombra de dúvida, essa morte alterou drasticamente a sucessão dos acontecimentos, com menções a Trinity nas temporadas posteriores. O trabalho de John Lithgow foi tão impressionante que ele não apenas se tornou o maior antagonista da série, mas também ganhou prêmios no Globo de Ouro e no Emmy Awards.
Não pode controlar o demônio dentro de você mais do que eu posso controlar o meu.
4º – George Foyet – Criminal Minds

You should have made the deal.
Todo mundo sabe que Aaron Hotchnner é extremamente competente, sensato e, em certas ocasiões, sério demais. Para alguém mexer com ele, essa pessoa deve ser muito perversa. São poucos os que conseguem, mas, sem qualquer dúvida, quem mais o afetou se chama George Foyet. Ele é nada menos que memorável. Enquanto se passava por uma vítima aterrorizada do Ceifador de Boston, ele oferecia um acordo nada ortodoxo ao grande agente – o fim da caçada pelo fim das mortes, até que a morte os separe. Fora assim com o outro detetive, mas com Hotchnner seria diferente. Hotch se sentiu culpado após a morte de dezenas de inocentes em um ônibus e cogitou até mesmo abandonar tudo por conta de sua “falha.” Finalmente preso, Foyet orquestrou sua fuga para colocar medo na vida do Hotch, ameaçando toda sua família. Haley e Jack tiveram que sumir do mapa para que o serial killer não chegasse ao ápice do seu plano de vingança, mas ele conseguiu. Ao deixar a BAU ocupada com um copycat de um caso da primeira temporada, Foyet se passava por agentes do Serviço de Proteção à Testemunhas para chegar ao seu maior objetivo: provocar dor em Hotch. Enganou Haley e deixou que ela tivesse suas últimas palavras com o ex-marido, enquanto o pequeno Jack trabalhava num caso com o pai. Matou Haley a sangue frio, deixando nós e os agentes perplexos de tanta crueldade. Somente aquele simples diálogo pelo telefone anunciava o inevitável. Minutos depois, Hotch não se conteve pelas emoções e deu fim ao serial killer numa luta épica.
Você deveria ter feito o acordo.
3º – Red John – The Mentalist

If there’s one thing I can’t tolerate, it’s cheap imitations of my work.
Quando alguém vê essa marca – a carinha feita de sangue – todos já identificam o autor. Só esse fator já demonstra a importância que esse serial killer tem para o mundo das séries. Entretanto, Red John fez muito mais para conquistar essa cobiçada posição. Todo mundo sabe que Red John adora ser desafiado, principalmente, na televisão. Patrick Jane e James Panzer (o San Joaquin Killer) aprenderam a lição de um modo muito trágico. A família do consultor foi morta cruelmente numa espécie de mensagem, fato este que desencadeou uma caçada doentia em busca de vingança. E o serial killer não parou por aí. Reuniu diversos associados nos seus anos pelo crime, ordenou que Jane trouxesse a cabeça de Teresa Lisbon, brincou com os sentimentos do falso vidente, matou pessoas próximas à CBI e fez muitos joguinhos psicopatas. Considerado por Jane como o mais notório assassino da Califórnia, Red John tirou muitas noites de sono de Patrick, chegando a matar, inclusive, no México. No final da terceira temporada, somos levados a crer que Jane finalmente concluiu seu plano de vingança, mas não se passava de mais um dos muitos cúmplices. Com o desenrolar da quinta – e melhor – temporada de The Mentalist, parece que tudo caminha para um final. Embora tenha sempre proporcionado excelentes episódios destinados a Red John, Bruno Heller também percebeu que já está na hora de revelar o nome do grande vilão e, com sete suspeitos confirmados, espero muito que a resolução desse grande arco não me decepcione. Afinal, foram muitos anos de espera.
Se tem algo que não posso tolerar, são imitações baratas do meu trabalho.
2º – Hannibal Lecter – Hannibal

The Devil is in the details.
O maior canibal do cinema também merece um destaque no mundo das séries. Estamos falando de Hannibal Lecter, o psiquiatra do instável agente do FBI Will Graham. A primeira temporada de Hannibal – excelente, diga-se de passagem – mostrou uma relação conflituosa entre os dois protagonistas, com ações extremamente manipuladoras e bem pensadas. Hannibal, mesmo parcialmente trabalhando para o FBI, consegue preparar seus jantares com ingredientes encontrados nos corpos de suas vítimas. Ao recolher órgãos, ele prepara pratos aparentemente deliciosos que deixam qualquer telespectador com água na boca, mesmo sabendo que tudo se trata de canibalismo. E como tudo pode piorar, Hannibal já teve inúmeros convidados para apreciarem suas comidas nada ortodoxas. Só fico imaginando a cara de Jack Crawford quando descobrir que, por muito tempo, degustou partes do corpo humano. Muitos o conhecem como The Chesapeake Ripper, mas Hannibal não ficou restrito a esse codinome. Ele ligou para Garret Jacob Hobbes e cometeu assassinatos idênticos, somente para clarear os pensamentos de Will. Protegeu Abigail Hobbes de todas as formas possíveis, visto que ela partilhava de um segredo que, provavelmente, incriminá-lo-ia. Em seguida, acusou o próprio Will de ter cometido os seus assassinatos. Sei que os produtores podem ser considerados até certo ponto insanos por terem um planejamento de sete temporadas, mas Hannibal ainda pode render muitas histórias. E pratos apetitosos.
O Diabo está nos detalhes.
1º – Dexter Morgan – Dexter

Blood. Sometimes it sets my teeth on edge, other times it helps me control the chaos.
Colocar Dexter Mogan como primeiro colocado desta lista chega a ser previsível. De todos os serial killers aqui citados, ele é, provavelmente, o único que o público torce pelas suas ações. Sua grande característica resume-se ao Código de Harry (agora da Dra. Evelyn Vogel): se existe uma necessidade de matar, ela deve ser saciada em algo benéfico para a sociedade. Por isso, o analista de sangue da polícia de Miami deveria tirar a vida somente de assassinos convictos, sempre tomando o cuidado de não ser preso. Método aparentemente infalível. Embora tenha se desvirtuado muito do código nas últimas temporadas, Dexter continuou eliminando os assassinos de Miami, sendo que seu emprego e a grande inocência das pessoas ao seu redor contribuíram para isso. Em contrapartida, Dexter possui algumas peculiaridades, como a intensa preocupação com seus familiares – Debra e Harrison – e a existência do amor – Rita, Lila e Hannah. Não que esses fatores neguem sua classificação como psicopata, mas certamente ampliam a abordagem para um contexto mais interessante. Para ele, há sempre um ritual, que serve tanto para esconder evidências quanto para satisfazer necessidade. Fotos das vítimas são mostradas no kill room, acompanhadas de um longo discurso. Apesar de ter deixado de recolher as suas lembranças (as famosas amostras de sangue) por conta dos incidentes do The Bay Harbor Butcher com LaGuerta, Dexter é definido por muitos como o “psicopata perfeito.” Por mais irônico que possa parecer, Dexter é o assassino que salva vidas.
Sangue. Às vezes me deixa irritado. Outras vezes me ajuda a controlar o caos.
Candidato potencial: Norman Bates – Bates Motel

Se essa lista fosse feita daqui a um ou dois anos, teríamos, provavelmente, outro grande nome nela. Trata-se de Norman Bates. Nessa primeira temporada que acompanhamos, Bates Motel serviu para mostrar a sucessão de acontecimentos que resultaram na formação de um dos maiores assassinos do cinema: o próprio Norman de Psicose, sucesso de Alfred Hitchcock. A não inclusão de Norman dentre os 13 nomes possui uma explicação simples. Ele ainda não fez por merecer. Tudo bem que ele já matou duas pessoas (pelo menos o que a gente sabe), mas ele ainda não é um serial killer. Os indícios estão presentes? Com certeza, basta uma questão de tempo para que ele se transforme em tudo que observamos no clássico filme. Mas, infelizmente, ele não pode ser um membro dessa lista hoje.
Menções Honrosas e Considerações Finais
The Replicator – Criminal Minds
Tobias Hankel – Criminal Minds
Lucas Turner e Mason Turner – Criminal Minds
John Wakefied – Harper’s Island
Existe algum outro serial killer que te dá calafrios? Que deixa você perplexo com sua tamanha crueldade? Compartilhe sua opinião conosco. E que as séries continuem nos brindando com excelentes serial killers!














