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FlashForward ainda não me convenceu. Eu ainda não consigo dizer se FF é realmente uma série boa ou apenas uma grande ideia que na prática não vai funcionar. O saldo final desse segundo episódio foi positivo, mas a história evoluiu muito pouco em relação ao piloto.

Spoilers Abaixo:

Alguns detalhes que eu relevei no primeiro episódio começam a incomodar nesse segundo. Primeiro a rapidez e facilidade com que os personagens resolvem alguns problemas. No piloto bastaram alguns minutos para que Mark formulasse toda a teoria de que na verdade durante o blackout todos viram um sneak peak do futuro e apenas alguns segundos para que o restante aceitasse toda essa teoria. Eu particularmente prefiro que esse processo de investigação e dedução seja mais lento e consequentemente mais natural.

Outra questão que tem me irritado são os constantes flashbacks de cenas que eu já vi. Eu já entendi que o pai do menininho paciente da Olívia é o cara do flashforward dela, que o fato do agente Noh não ter visto nada durante o blackout significa que ele morreu (aliás, eu entendi na primeira vez que ele falou) que o Mark está escondendo da mulher que ele voltou bebendo no flashforward dele, entre outras coisas. Eu já entendi, não precisa ficar repetindo frames dessas cenas over and over again.

Mas, deixando os problemas de lado vamos aos aspectos positivos do episódio. Aos poucos a parede de fotos, nomes e demais pistas do Mark começa a tomar forma e a investigação do blackout, apesar do problema que eu citei antes, torna-se cada vez mais interessante.

Eu gostei muito de uma idéia que surgiu ainda no início do episódio. “Todos nós somos profetas, agora” declarou Aaron, que mal apareceu nesse episódio. Se todos na terra assistiram um trecho do que será o futuro, aqueles poucos que não enxergaram coisa alguma e permaneceram acordados durante o blackout tornam-se os especiais. E já são dois. Primeiro foi o cara saindo calmamente do estádio enquanto todos permaneciam desacordados, agora é a vez de D.Gibbons. Aliás os dois não só estavam acordados no momento do blackout como estavam batendo um papinho por telefone (mais uma descoberta da “ultra eficiente” Janis Hawk).

Mas, o interessante em relação ao D.Gibbons é que aparentemente ele não está por trás do blackout, mas sim investigando ele. O cliffhanger ainda colocou o misterioso novo personagem no flashforward da filha de Mark. O que pode ser muito interessante ou apenas uma tentativa forçada de criar mais mistérios.

O meu principal interesse na série continua sendo a montagem do grande mosaico de flashforwards, que imagem eles vão formar quando estiverem todos juntos e como esses fragmentos do futuro vão se tornar realidade.  FF continua sendo uma série com grande potencial, mas ainda me preocupa se a série vai conseguir mostrar em algum momento todo esse potencial, ou se vai ficar apenas na promessa.

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