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Quanto tempo alguém consegue manter uma mentira de pé? O terceiro episódio de Gossip Girl continuou com a interessância do segundo, mas a mentira aqui é que parece que não vemos mais a série adolescente, e sim Dirty Sexy Money.

Spoilers abaixo:

Pra começar o review, esse foi sim um episódio bastante interessante. Não me lembro de ter visto em algum outro momento da série praticamente todos os personagens unidos em tramas que não raramente se cruzavam, sem falar dos ganchos despejados no fim do episódio, que curiosamente, vieram de personagens que não são regulares no programa. O que será que o Carter fez pra família da Joanna Garcia? Ou o que a Georgina vai aprontar indo até Boston?

Falando em Boston, ainda bem que o Scott já fez a fina e saiu, porque vê-lo com aquela poker face era uma Bostan. Engraçado foi a Vanessa não fazer a mínima ideia de que foi usada e abusada pelo guri, e ainda ficar triste por ele. Prêmio de personagem mais mal amada da série, é bom que ela transforma em um documentário.

Serena e Carter, taí um casal que eu não me incomodo de ver. Guardadas as devidas proporções, é quase um Latino e Kelly Key, ou Brit e K-Fed. Dedos cruzados pra que o garoto Baizen desperte cada vez mais o lado trash da garota, podendo até engravidar e sair de casa, daria um pouco de sustância à Blake.

Chuck e Blair, desculpe, mas suas histórias estão entalando na goela. Não há mais nada de divertido em ver adolescentes se vestindo como adultos, tendo o dinheiro de adultos e criando briguinhas em um leilão que, vamos combinar, nem era tão glamouroso assim pra justificar os paparazzi na entrada. É aí que essa temporada pode escorregar feio. O episódio passado divertiu por inovar (dentro do contexto da própria série, que fique bem claro) mostrando que nem toda festa precisa de tapete vermelho, ou copos de vidro.

Sei que não é uma comparação justa, mas ainda sim é inevitável. Assistindo as reprises matutinas de Felicity na Sony, me deparei com um episódio inteiro focado na primeira aula de faculdade da protagonista. Em Gossip, eu não faço ideia nem do que boa parte do elenco deseja estudar. O tema faculdade é um prato para situações experimentais e de auto-descoberta, e minha pena é que ele esteja escorrendo pelo ralo como excesso de tinta de cabelo recém pintado.

No fim do dia, por mais pessimista que meu review tenha sido, assistimos a um forte episódio, que manteve o bom nível que a temporada está seguindo, mesmo sem Jenny Humprhey sendo rainha do colégio e com um cabelo mais ‘exótico’ do que nunca. Meu medo é constatar futuramente que Gossip Girl está tão presa em um estereótipo de luxo e riqueza que criou, que, ironicamente, acabou se tornando em uma série que não é mais ela.

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