
Quando nem a edição salva.
Spoilers Abaixo:
A atual temporada de The Amazing Race começou bem. Muito bem. Suas primeiras etapas foram imprevisíveis, com bons competidores, formação de alianças e ótimas provas e locações. Por isso, é triste ver o que esta edição se tornou da metade pro final.
Quando os protagonistas foram eliminados logo no início (Jessica & John e Dave & Connor), pareceu que os outros personagens iriam sustentar a trama. Que engano. Boa parte dos times era tão interessante de se assistir quanto um documentário sobre a vida das pteridófitas. E aí a produção do programa merece um puxão de orelha. Chega dessa preguiça de escolher sempre os mesmos estereótipos. Parece que fazem a seleção do cast no piloto automático. É sempre o casal disfuncional, a dupla de atletas, as loirinhas, as mães esportistas, os gays, o Ken e a Barbie, os caipiras… chega! Os responsáveis pelo elenco de The Amazing Race precisam de uma aula com os produtores de Survivor, que mesmo dando um jeito de colocar um Hantz a cada edição, conseguem sempre achar personalidades interessantes para o jogo.
Esta season finale foi dividida em duas partes. E apesar das finais serem emocionantes, aqui foi a semifinal que se destacou. Pistas não óbvias (como “achar a coisa com um anel”) e as boas provas na Irlanda do Norte deram o tom da etapa, que foi disputada até o fim. O roadblock na lama foi divertido pelo surto da Mona e pela inabilidade da Jennifer em completar a prova. E o detour do Titanic exigia uma boa dose de esforço físico e inteligência. A falta de atenção das roller derby moms nesta prova quase fez com que perdessem a última vaga na grande final para Caroline & Jennifer.
Aliás, as cantoras merecem um parágrafo. É difícil falar da trajetória delas sem pensar em sorte. Elas nunca foram competentes em nada e mesmo assim conseguiram chegar em quarto lugar, derrubando times bem melhores. Caroline & Jennifer chegando tão longe é aquele tipo de coisa que não tem como explicar ou entender. Foi assim porque foi. E pronto.
Com três vitórias consecutivas na reta final, era de se esperar que Max & Katie fossem um páreo duro para Bates & Anthony na última etapa. Que nada. Os jogadores de hockey tomaram uma dianteira tão grande no switchback que nem a edição conseguiu fazer aquele suspensezinho básico sobre quem ia vencer.
E falando no switchback, de quem foi a ideia de jerico (tirei essa expressão da minha vó) de pegar uma prova da primeira etapa (!) do TAR8, aquele que tinha até crianças competindo (!) e colocar como prova de uma grande final? E ainda conseguiram diminuir o desafio. Se os agentes tivessem espalhados pela praça, pelo menos envolveria a habilidade dos times em memorizar os rostos deles. Mas com todos enfileirados foi apenas mais uma prova de sorte (e facilmente manipulável).
A prova final seria muito boa se todos (ou pelo menos dois times) tivessem chegado ao mesmo tempo. Mas com a dianteira de Bates & Anthony, que terminaram antes de qualquer outra dupla chegar, o desafio e a vitória dos irmãos foram vazios de qualquer emoção ou expectativa.
Pelo tempo dedicado a um certo time nessa finale, tivemos uma boa dica de quem retornará numa futura edição. Sim, Dave & Connor. E nada mais justo.
Posições da 11ª etapa:
1º – Max & Katie
2º – Bates & Anthony
3º – Mona & Beth
4º – Caroline & Jennifer (eliminadas)
Posições da 12ª etapa (final):
1º – Bates & Anthony (vencedores)
2º – Max & Katie
3º – Mona & Beth














