E agora Norma?

Spoilers Abaixo:

Bates Motel apresentou outro episódio muito bom. Eu estou adorando o clima calmo de suspense. Fico sempre alerta esperando pelo pior e quando vejo já estou em estado de desespero, mesmo com nada efetivamente acontecendo.

Da última vez em que vimos Norman ele estava preso no porão de Zack Shelby com a garota chinesa, e então para nossa alegria surge o mais novo herói de White Pine Bay, Dylan Bates. Dylan enrolou legal o Zach Shelby, ajudou Norman fugir e ainda por cima conseguiu chegar mais rápido que uma bala no motel.  Se isso não é herói, o que será?

Então fica a questão: será que a situação do porão não passou da imaginação fértil de Norman? Eu, Fernanda, realmente acho que não, mas também não sou tão leviana a ponto de descartar totalmente a possibilidade. E então agradeço aos roteiristas por colocar na minha mente a noção de não descartar nenhuma possibilidade quando se trata de Bates Motel e exatamente por isso que qualifico a série como televisão de qualidade. Tudo é possível (e impossível, se me entendem).

Não descarto também a possibilidade de no futuro Dylan ser aquele responsável por acabar com os sonhos de Norman, mas por enquanto ele aparenta ser o seu melhor aliado. E é justamente por conhecer Norma tão bem que Dylan entende a situação  em que Norman está, então nada mais justo o incentivo para momentos de normalidade adolescente.

A realidade é que Dylan é o membro mais consciente da família Bates. Ele sabe sobre o crime de Norman e Norma, sabe sobre o pano de fundo da cidade e de imediato, mesmo sem saber o exato motivo pelo qual Norman invadiu a casa, desconfia de Zack Shelby.

Enquanto Emma está acamada, Norman se envolve cada vez mais com Bradley e pelo menos é garantido que Norman Bates não enlouqueceu virgem. Enquanto o pai da Bradley diz adeus, o pai da Emma diz olá. Parabenizo os produtores da série pela escolha de Ian Hart que encaixa perfeitamente no propósito da série, e não podemos esquecer que ele, de alguma maneira, será o responsável pelo romance Norman-taxidermia.

Admito que pensei que o mistério do morto no rio fosse durar mais e fico feliz por estar enganada. O xerife Romero está com a faca e o queijo (lê-se a mão do cadáver e o carpete) nas mãos. Quero ver qual a magia que Norma usará para se livrar dessa, já que a sedução provou não ser mais eficiente. Pobre Norma, tudo está desmoronando ao seu redor, ainda mais quando o filho querido começa a cair nos braços de outra mulher.

Alguém mais sentiu um vibe estranha com aquela briga de Norma e Dylan? Acho que estou ficando paranóica, vejo incesto por todo lado.

Freddie Highmore desde já merece um prêmio pela melhor caracterização de um personagem. Ele incorporou de uma maneira absurda os trejeitos do Anthony Perkins e ultrapassou o limite do esperado em um Norman Bates. E não é qualquer um capaz de nos fazer simpatizar tanto com um possível psicopata. Sinto dizer que mudei de time de novo. Sim, adoro Norman-Bradley, mas antes de tudo sou time Norman-Dylan, mesmo sabendo que a vida desse time é bem temporária, afinal Norma aceitará perder tudo menos o controle o filho querido.

Plagiando Thiago Lourenço e suas sábias palavras: “Penso em tudo o que já aconteceu em Bates Motel e levo um susto quando percebo que só passaram quatro episódios”.

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