
Como esse episódio, Heroes marcou a pior audiência da série até agora, e para falar bem a verdade, isso não me deixou surpreso.
Spoilers Abaixo:
Sempre que os episódios são focados no futuro ou no passado, as coisas tendem a melhorar. Uma pessoa que assiste Heroes sem muitas expectativas e descompromissadamente teve tudo para gostar desse episódio que aparentemente foi bem amarrado e mostrou inúmeras situações da amada primeira temporada com alguns personagens novos. Eu juro que tento desligar o cérebro um pouco para curtir Heroes, mas a lambança que foi feita com a linha temporal da série nesse episódio foi absurda.
Sem ficar pesquisando ou procurando minuciosamente por erros posso citar dois bem grosseiros: Corrijam-me se eu estiver errado, mas na primeira temporada eu me lembro de um diálogo entre Peter e Nathan onde eles diziam que o pai deles tinha cometido suicídio e não que tinha morrido de um ataque cardíaco como foi mostrado. Até onde eu me lembro também, Mohinder só foi para os Estados Unidos após Sylar ter matado seu pai e, no entanto vimos o Sr. Bennet entrar no taxi de Mohinder logo depois de Sylar ter acabado de matar sua segunda vítima.
Será que não existe um produtor, roteirista ou até o próprio criador da série para ficar de olho nessa linha temporal? Ou será que eles simplesmente não se importam e subestimam a inteligência dos fãs assim na cara dura? Seja por descaso ou burrice, isso prova como as pessoas envolvidas na produção da série são bem ruins.
Mas, como eu sou fã de Heroes, ainda fui capaz de apreciar algumas coisas desse episódio.
O lado sombrio envolvendo os “heróis” mais velhos foi bem explorado. Arthur Petrelli dando luz verde para a morte do próprio filho e a forma como ele controlava Angela foram cenas muito interessantes para termos uma noção de como Arthur, o grande vilão da temporada é audacioso. Fiquei intrigado quanto aos poderes dele. Será que o poder de absorção de habilidades é o seu poder original e ele “roubou” do velho Parkaman sem necessariamente “secar a fonte” a habilidade telepática ou os poderes telepáticos são os originais e de alguma forma ele sintetizou o poder de absorção enquanto estava debilitado?
Outro lado que me agradou muito de ver foi a forma como Sylar foi usado pela Companhia e acabou se tornando o bicho-papão da primeira temporada. As pessoas que não estavam satisfeitas com o Sylar bonzinho dessa temporada, precisam entender que na verdade esse é o verdadeiro caráter dele. Ele seguiu o lado negro porque foi usado e por causa da “fome” incontrolável por poderes, mas essa versão mocinho de Sylar faz parte da sua natureza original.
O fato de Meredith e Flint serem irmãos não me impressionou, achei “interessante” que o africano conseguiu prever quando Hiro veio a seu encontro, mas não quando Arthur apareceu, todos os personagens que não apareceram nesse episódio não fizeram falta alguma e gostei do cliffhanger da última cena. Será que Arthur vai sugar os poderes de Hiro ou apagar sua memória? Será que Ando finalmente vai fazer algo de útil e vai agir rápido para dar uma pazada na cabeça do papai Petrelli e salvar seu amigo?
PS – Será que Elle é a mãe do filho de Sylar do futuro? Ela o enganou e ele matou o pai dela e tentou roubar os poderes dela, mas hey, quem está prestando atenção nessas coisas?













