
Amor VS. medo.
Spoilers Abaixo:
É muito surpreendente que o fim do melhor novo personagem da temporada tenha servido como lição para Dexter, ainda mais por se tratar de um antagonista, que todos nós sabíamos que estava com data de validade. Eu acho muito importante que a série se preocupe em quebrar um pouco o padrão estabelecido pelas temporadas anteriores e nos surpreenda. A morte de Isaak não foi em vão, foi uma lição de amor para Dexter, que desde sempre luta para entender esse sentimento tão complicado que o deixa confuso e com medo, e não existe nada mais aterrorizante para Dex do que uma variável incontrolável.
Digo e repito: não me lembro de outra temporada que presenciamos tantos confrontos entre Dexter e Deb. Está sendo uma longa jornada de traumas que poderia facilmente corroer o elo que os une, mas a cada obstáculo eles ficam ainda mais fortes e unidos, afinal, durante todos os percalços de suas vidas, eles foram a única constante um do outro (chupa Desmond). Se o relacionamento dos dois pode sobreviver a sentimentos semi-incestuosos e confissões assassinas, não existe mais nada além da própria morte que destrua esse amor, e sim, o amor perdura.
A grande verdade é que esse foi um episódio sobre o amor, e como já dizia a canção, “Love Hurts”. Dexter se viu motivado por algo que o fez tremer e matar sem a proteção do código. Ele gosta de pensar que é frio e desalmado, que responde o “estou com saudades” da namorada cativa da forma como Sheldon responderia, para provar sua teoria de que fatos sobrepõem as emoções, e infelizmente para ele, expor seu lado humano pode ser realmente o catalizador que vai fazer com que Hannah se afaste. Pelo menos foi essa a impressão que fiquei ao final do episódio quando Dexter vomita sua vulnerabilidade na cama de hospital ao lado de Hannah e vemos sua reação.
Achei muito ousado introduzirem um novo assassino na reta final da temporada. Está tão na cara que o Fantasma Incendiário é aquele investigador, que não duvido nada chegarmos ao season finale e Doakes for revelado como o Fantasma. Imaginem que legal se inventarem uma história de que ele sobreviveu a explosão, ficou todo queimado e em coma durante cinco anos, e agora voltou para se vingar de Dexter? Eu surtaria.
A principal conclusão que podemos chegar com esse episódio é que Dexter é destemido quando encara a morte, mas tem medo de viver. A morte é um fator previsível, algo inevitável e com a faca na mão ele pode controlar essa variável que é a mais temida pela maioria das pessoas. Hannah é uma variável imprevisível, e é difícil se entregar para o desconhecido, mas Isaak diz que se entregar ao desconhecido é a única forma de se sentir realmente vivo por não precisar esconder sua escuridão. Porém, existe um problema. Dexter não é um herói. Ele não tem direito a um final feliz, e se aquela reação de Hannah ao final do episódio tiver algum significado, sinto que Dex está prestes a ser rejeitado.
Pensamentos finais:
– Quão imbecil o guarda-costas de Isaak ficou se sentido com aquele bluetooth? Os caras só usaram vídeo chamada.
– Muito medo dessa dupla formada por LaGuerta e Matthews.
– Em um episódio focado no medo, nada como o navio em que Isaak foi baleado se chamar “Fearless”.
– Por um momento fiquei em dúvida se Hannah achou algum veneno na cozinha para os tomates verdes fritos ou se apenas pesou a mão na pimenta, mas depois Deb disse no hospital que o guarda-costas de Isaak morreu por causa das pancadas na cabeça, ou seja, viva a pimenta.
– Dexter comparou o medo de ter presenciado a própria mãe sendo esquartejada como uma motosserra, com o medo de perder Hannah. Exageraaaado.
– Hannah ama o lado negro de Dexter e Deb o lado humano. Rola um Ménage?
– Ray Stevenson entrou para a lista dos atores convidados que mais gostei de acompanhar em Dexter. Acho que só perde para John Lithgow.
– “Holy Filet of Fuck”, Deb Morgan.














