
A nova geração de desajustados!
Spoilers Abaixo:
Corram para as colinas ou somente abandonem qualquer idéia previamente estabelecida sobre Misfits, assim conseguirão aproveitar e apreciar essa nova temporada.
Misfits é presença garantida na minha lista de favoritas, devido ao frescor provido, principalmente pelas primeiras duas temporadas. Mas então, eis que vieram as sucessivas desilusões.
No final da segunda temporada, Robert Sheehan, que brilhantemente, interpretava o totalmente sem noção, mas não menos que sensacional, Nathan, decide ir atrás de novos desafios artísticos e resolve sair da série. Admito que isso foi quase um KO para mim, porque Nathan era (e sempre será) meu favorito.
Então veio a terceira temporada e visivelmente o Nathan fez falta, mas mesmo assim relevei e a série, para mim, continuou com boas histórias e bons desenvolvimentos. E sim, gostei da adição de Rudy.
Tudo caminhava bem (em meio a altos e baixos), até chegar o final da terceira temporada, em que de uma tacada só perdemos mais dois atores e personagens importantes, Iwan Rheon (Simon, meu segundo preferido) e Antonia Thomas (Alisha). Com a morte de Alisha no final da temporada, era previsível que também, a história do Simon tinha chegado ao fim. E foi um final digno, com direito a momento de puro cavalheirismo e com Simon finalmente se tornando o herói mascarado preso no paradoxo temporal! Foi triste ao mesmo tempo satisfatório, sem pontas soltas.
Mas tudo bem, ainda tínhamos a Kelly, ou pelo menos assim pensávamos, mas em um típico momento “arte imita a vida”, a atriz Lauren Socha, decide abusar de um pobre motorista de táxi e vai pro xilindró e, WAIT FOR IT, é condenada a prestar serviços comunitários. Os produtores afirmam que esse não foi o fator decisivo para a saída da atriz da série e nós fingimos que acreditamos. O fato é que, lá se foi mais uma!
E assim, de maneira espetacular, perdemos os quatros melhores personagens de Misfits. Sobrando somente o Curtis. E então eu pergunto, em que mundo Misfits continuaria bom, quando dos “originais” restou somente o Curtis?
Por esse motivo, como disse no ínicio dessa review, abandonei minhas idéias previamente estabelecidas de Misfits e decidi encarar essa estréia de temporada como um novo começo, indo até mais além, encarei como um novo piloto. Graças a esse sentimento e a preparação para o pior, posso dizer que genuinamente gostei do episódio. E muito.
Me agradou que não tivemos tempo para lamentações. Não houveram menções a Alisha e Simon, e o final de Kelly foi rapidamente informado. Quão lindo é imaginar a Kelly “fucking nazis” desativando minas explosivas em plena África?
Os elementos que fazem de Misfits original continuam lá. A tempestade, a introdução de novos poderes a cada episódio, a boca suja dos personagens e as situações totalmente bizarras. E o mais importante, os diálogos afiados, humor com tempo certo e a química dos atores.
O episódio de estréia dessa temporada começa em ritmo acelerado. Acelerada, bem trabalhada e propícia, também foi a introdução dos dois novos personagens Jess (Karla Crome – Hit & Miss) e Finn (Nathan McMullen – Shameless).
Finalmente poderemos ver um personagem com poderes de telecinésia no mundo de Misfits. Eu nunca procuro spoilers, portanto essa foi uma bela surpresa. Sempre tive a preocupação da introdução desse aspecto na série, porque sejamos realistas, telecinésia é o mais fodástico dos super poderes. Imaginem o estrago que esse poder pode fazer em Misfits?
Mas de novo, o excelente time de roteiristas da série, nos mostram que não estão de brincadeira e acham a saída ideal, com Finn não conseguindo dominar totalmente seu poder, abrindo um leque de possibilidades do que pode acontecer até que ele consiga.
O personagem em si, foi bem apresentado. No começo pensei que ele viria a ser uma cópia barata do Simon, mas consegui enxergar distintas diferenças. Lembrem-se Simon era tímido no começo, enquanto Finn nos é apresentado como ingênuo. As brincadeiras mórbidas da mãe com aneurisma e do estupro pelo tio, nos mostra um personagem mais “macabro” e perturbado que Simon. Mais interessante ainda foi descobrir que a Sadie não era a sua cachorrinha de estimação, e sim uma mulher que ele mantém presa em sua cama. Porque será que Finn está prestando serviços comunitários?
Sim, gostei mais de Finn do que de Jess, mas mesmo assim não a achei um total desperdício. Gostei da concepção e adição da visão de raio-x, mas não irei filosofar mais sobre Jess, porque ainda não tenho uma opinião formada.
E sabe qual foi a minha maior surpresa nesse episódio? Perceber que eu senti falta do Curtis durante o tempo em que ele estava trancado no freezer. O que eu não senti falta, e que bom que tivemos uma folga disso, foi do poder bizarro dele. Mas sabe que estou mais acostumada com essa bizarrice do Curtis sendo um she-man! Afinal estamos falando de Misfits!
A obsessão com a mala do dinheiro nos mostrou duas coisas:
– Primeira: ver que na mente deturpada dos roteiristas de Misfits, a ganancia de fato é uma forma de poder, e quem toca o receptáculo (aqui, o homem da mala) é infectado e vira um louco ganancioso disposto a tudo pelo objeto em questão, que claro, era o dinheiro contido na mala. Com essa história envolvendo o dono da mala, novamente vemos claramente, que o poder adquirido é resultado direto do sentimento das pessoas no momento em que foram atingidas pela tempestade.
– Segunda: adorei a dinâmica Seth e Rudy, os diálogos foram bons e melhor ainda foi a forma com que um tentava passar a perna no outro. Quem mais enlouqueceu quando o Seth deu a notícia sobre a Kelly e informa que só veio buscar seus pertences para se juntar a ela em Uganda? Mas não se preocupem amiguinhos, algo acontecerá e Seth ficará entre nós. O ator Matthew McNulty estará em todos os episódios dessa temporada (que serão 8). Sobre isso só posso dizer, weeeeeeee!! Gosto do Seth e acho que o personagem sempre teve imenso potencial, que agora poderá ser realmente explorado. Claro que não tem nada haver o fato do Matthew ser extremamente agradável aos olhos. Claro que não!!
Gostei do novo “probation worker”, por mais que tenha achado o Rudy apto para a função. E espero coisas boas, já que seu intérprete, Shaun Dooley é ótimo ator. Mas como bem lembrando pelo Rudy, ele provavelmente morrerá em uma semana. Ou não? “Oh my God, We killed our probation worker! Again?”
O balanço geral dessa season premiere é bem positiva, ao contrário do que eu esperava, e Misfits continua na minha lista de favoritas. Não foi perfeito, mas também não foi o total desastre esperado e anunciado por todos. Luz brilhante no fim do túnel (assim espero).
Mas praqueles que não conseguem deixar de lado os antigos conceitos, eu aviso, não esperem qualidade equivalente a primeira e segunda temporadas. A qualidade ainda está lá, só que como tudo na vida, mudou, ou melhor adaptou-se a situação atual. Mas ainda assim, garanto que Misfits está muito melhor que muitas séries por aí!
– Episódio que acha espaço para tocar Black Sabbath, merece todo meu respeito!
– Que gostoso ficar trancado no freezer com uma pessoa que acabamos de conhecer e ainda ter aquela vontade de fazer aquele belo xixi. Faz maravilhas para o ínicio de uma amizade. Que lindo!
– Temporada passada foi “fucking Nazis”, nessa é “Fucking Leo” direcionado à Leonardo DiCaprio e seu Titanic!
– Bem vindo de volta, Cornetto! O sorvete oficial dos “probations workers”.














![Misfits 5×08: Episode #5.8 [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2013/12/Misfits-series-finale-218x150.jpg)